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Glossário de Dados - Glossário

Esse é o glossário de dados do NGI/SECOGE

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Glossário de Conceitos

Atenção Básica (AB) ou Atenção Primária à Saúde (APS)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Nível de atenção à saúde que constitui a principal porta de entrada do SUS e organiza ações de promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e vigilância em saúde, de forma individual e coletiva. No Recife, corresponde ao conjunto de unidades, equipes, serviços e ações territoriais que compõem a rede municipal de atenção básica. Nos normativos nacionais, os termos "Atenção Básica (AB)" e "Atenção Primária à Saúde (APS)" são frequentemente utilizados como equivalentes, embora "APS" tenha ganhado maior centralidade em documentos mais recentes do Ministério da Saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A Atenção Básica é a principal porta de entrada da rede municipal de saúde."

Exclusões: Não inclui, por si só, serviços especializados, hospitalares ou de urgência e emergência, embora se articule com esses pontos da rede.

Termos Correlatos: Estratégia Saúde da Família; Equipe de Saúde da Família; Unidade Básica de Saúde; Rede de Atenção à Saúde.

Observações Conceituais: Os termos Atenção Básica e Atenção Primária à Saúde podem aparecer como equivalentes em documentos oficiais, mas é importante manter consistência de nomenclatura em cada produto informacional.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com SEAB a nomenclatura preferencial a ser usada nos produtos institucionais da SESAU.

Estratégia Saúde da Família (ESF)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estratégia prioritária de organização da Atenção Primária à Saúde no SUS, baseada na responsabilidade sanitária sobre um território e sua população, no acompanhamento contínuo das pessoas e na atuação integrada de equipes multiprofissionais. Na prática, a Estratégia Saúde da Família organiza o cuidado próximo ao local onde as pessoas vivem, buscando estabelecer vínculo entre população e equipe e acompanhar suas necessidades de saúde ao longo do tempo. No Recife, constitui o principal modelo de expansão e organização territorial da Atenção Básica.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: A expansão da Atenção Básica no Recife é organizada prioritariamente por meio da Estratégia Saúde da Família.

Exclusões: Não deve ser usada como sinônimo de Equipe de Saúde da Família, Unidade de Saúde da Família ou atendimento individual.

Termos Correlatos: Programa Saúde da Família; Equipe de Saúde da Família; Unidade de Saúde da Família; Atenção Básica; População adscrita; Territorialização.

Observações Conceituais: A Estratégia Saúde da Família é o modelo de organização do cuidado; a Equipe de Saúde da Família é a equipe concreta que atua segundo esse modelo. A sigla da estratégia é ESF, enquanto a sigla da equipe é eSF.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Utilizar ESF como nomenclatura institucional vigente. Manter Programa Saúde da Família (PSF) como conceito histórico próprio e registrar PSF na aba de termos alternativos.

Programa Saúde da Família (PSF)

Atenção Básica
Descontinuado
Proposto

Definição: Denominação histórica do programa federal que estruturou a reorganização da Atenção Básica com base em equipes multiprofissionais responsáveis por famílias e territórios. Ao longo da consolidação da Política Nacional de Atenção Básica, o programa passou a ser compreendido como uma estratégia permanente de organização da atenção, dando lugar à denominação atual Estratégia Saúde da Família (ESF).

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Documentos mais antigos podem se referir ao Programa Saúde da Família ou ao PSF ao tratar do modelo que posteriormente passou a ser denominado Estratégia Saúde da Família.

Exclusões: Não deve ser usado como nomenclatura vigente da Estratégia Saúde da Família e não deve ser confundido com o uso local histórico de “Posto de Saúde da Família”.

Termos Correlatos: Estratégia Saúde da Família; Equipe de Saúde da Família; Posto de Saúde da Família; Atenção Básica.

Observações Conceituais: PSF é a sigla histórica de Programa Saúde da Família. No Recife, a mesma sigla também foi utilizada informal ou historicamente para “Posto de Saúde da Família”, o que pode gerar ambiguidade em documentos e bases antigas.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Unidade Básica de Saúde (UBS)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estabelecimento de saúde que integra a Atenção Primária à Saúde e serve como referência para a oferta de ações individuais e coletivas de promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento, acompanhamento e outros cuidados próprios desse nível de atenção. No Recife, UBS funciona como conceito abrangente para estabelecimentos da Atenção Básica, enquanto classificações locais como UBT, USF e USF+ permitem distinguir diferentes formas de organização desses serviços.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: O levantamento considera todas as UBS do município e permite detalhá-las posteriormente por tipologia local.

Exclusões: Não deve ser utilizada como sinônimo exclusivo de USF ou UBT.

Termos Correlatos: Unidade Básica Tradicional; Unidade de Saúde da Família; Unidade de Saúde da Família Mais; Atenção Básica; Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde.

Observações Conceituais: UBS é uma denominação abrangente e não indica, isoladamente, qual modelo de organização da Atenção Básica está implantado na unidade. Para análises da rede do Recife, a tipologia local deve ser utilizada quando essa diferença for relevante.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Manter separadas as classificações nacionais de estabelecimento e as tipologias gerenciais adotadas pela SESAU Recife.

Posto de Saúde da Família

Atenção Básica
Descontinuado
Proposto

Definição: Denominação utilizada historicamente no Recife para identificar unidades vinculadas à Estratégia Saúde da Família. O termo deixou de ser adotado como nomenclatura institucional vigente, mas ainda pode aparecer em documentos antigos, bases históricas ou na forma como trabalhadores e usuários se referem a determinadas unidades.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: O antigo Posto de Saúde da Família passou a ser denominado institucionalmente Unidade de Saúde da Família.

Exclusões: Não corresponde à nomenclatura institucional vigente das unidades de Saúde da Família e não deve ser confundido com o Programa Saúde da Família.

Termos Correlatos: Programa Saúde da Família; Estratégia Saúde da Família; Unidade de Saúde da Família; Upinha.

Observações Conceituais: Historicamente, “Posto de Saúde da Família” também podia ser abreviado como PSF no uso local. Essa sigla é ambígua, pois nacionalmente PSF corresponde a Programa Saúde da Família.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Utilizar apenas para interpretação histórica ou compatibilização com documentos e bases antigas. Registrar “PSF” como termo alternativo com indicação da ambiguidade.

Unidade Básica Tradicional (UBT)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Tipo de unidade da Atenção Básica que, na organização da rede do Recife, funciona predominantemente fora do modelo da Estratégia Saúde da Família, mantendo oferta assistencial organizada segundo o modelo tradicional da atenção básica. Pode concentrar atendimentos e serviços destinados à população que não possui equipe de Saúde da Família de referência.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A unidade foi classificada como UBT por não operar predominantemente com equipes de saúde da família."

Exclusões: Não deve ser confundida com USF, USF+ ou UBT Mista.

Termos Correlatos: UBS; USF; USF+; UBT Mista; Atenção Básica; Cobertura de eSF.

Observações Conceituais: A UBT representa um modelo de organização da Atenção Básica distinto da Estratégia Saúde da Família, embora possa coexistir com processos de transição para modelos territorializados.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No contexto da expansão da atenção básica no município, a tendência é de redução progressiva do modelo UBT, com conversão gradual dessas unidades para formatos alinhados à ESF, como USF ou USF+.

Unidade de Saúde da Família (USF)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Unidade da Atenção Básica organizada para o funcionamento de equipes de Saúde da Família e para a oferta de cuidado territorializado, contínuo e multiprofissional à população adscrita. No Recife, constitui uma das principais tipologias de unidade utilizadas na organização da Estratégia Saúde da Família.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: "A USF possui equipes de saúde da família responsáveis pelo acompanhamento do território."

Exclusões: Não deve ser usada como sinônimo de UBS genérica, UBT ou USF+.

Termos Correlatos: USF; eSF; ESF; UBS; USF+; população adscrita; território.

Observações Conceituais: A USF é uma unidade vinculada ao modelo da Estratégia Saúde da Família, com atuação territorializada e equipes responsáveis por população adscrita.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A tipologia da unidade deve ser validada na base institucional de referência da rede.

Unidade de Saúde da Família Mais (USF+)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Classificação local utilizada pela SESAU Recife para unidades de Saúde da Família organizadas com ampliação do acesso e do funcionamento em relação ao padrão das USF. Mantêm a lógica territorial e assistencial da Estratégia Saúde da Família, diferenciando-se principalmente pela organização ampliada da oferta de serviços.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A USF+ funciona em horário ampliado para ampliar o acesso da população"

Exclusões: Não deve ser confundida com UPA, unidade de urgência ou unidade especializada.

Termos Correlatos: USF; eSF; Atenção Básica; Atenção Primária à Saúde; Cobertura de eSF.

Observações Conceituais: USF+ é classificação local associada à ampliação do horário de funcionamento e da oferta assistencial, não uma nomenclatura nacional padronizada.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, a USF+ opera, em geral, das 7h às 19h, sem interrupção no horário do almoço, podendo contar com equipes organizadas por turnos, como manhã (7h às 13h) e tarde (13 às 19h).

Unidade Básica Tradicional Mista (UBT Mista)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Classificação local utilizada para unidades da Atenção Básica em que coexistem, no mesmo estabelecimento, equipes organizadas segundo a Estratégia Saúde da Família e ofertas assistenciais características do modelo de Unidade Básica Tradicional. Em outras palavras, reúne no mesmo estabelecimento os dois arranjos de organização da Atenção Básica.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A unidade foi classificada como UBT Mista por combinar equipes de saúde da família e serviços típicos de UBT."

Exclusões: Não deve ser classificada apenas como USF ou apenas como UBT quando os dois arranjos coexistirem de forma relevante.

Termos Correlatos: UBT; USF; USF+; UBS; eSF; Atenção Básica.

Observações Conceituais: A UBT Mista deve ser tratada como configuração híbrida ou transitória, combinando arranjos da Estratégia Saúde da Família com oferta tradicional.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, a UBT Mista costuma representar uma configuração transitória de unidades em processo de transição para um modelo mais aderente à ESF, sem que tenham deixado integralmente o formato tradicional. Por esse motivo, coabitam, na mesma unidade, a atuação territorializada das equipes de saúde da família, típica das USF/USF+, e determinados serviços ou especialidades historicamente associados às UBT.

Composição mínima de uma equipe de saúde da família (eSF)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto mínimo de categorias profissionais necessário para a constituição de uma Equipe de Saúde da Família segundo a regulamentação federal da Atenção Primária à Saúde. A composição mínima compreende profissional médico, profissional enfermeiro, auxiliar ou técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Outros profissionais e equipes podem atuar de forma integrada ou vinculada à eSF conforme a organização da rede.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: A análise de completude verificou se as equipes possuíam as categorias profissionais mínimas previstas para uma eSF.

Exclusões: Não inclui, como requisito mínimo da própria eSF, todos os profissionais complementares, residentes ou equipes de apoio que possam atuar conjuntamente no cuidado.

Termos Correlatos: Equipe de Saúde da Família; Estratégia Saúde da Família; Agente Comunitário de Saúde; Equipe de Saúde Bucal; Equipe Multiprofissional.

Observações Conceituais: A composição mínima define os profissionais essenciais para caracterização da equipe e não representa necessariamente toda a força de trabalho que atua junto à eSF ou na unidade.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Manter a referência normativa atualizada e revisar o verbete caso haja alteração federal na composição mínima ou nas regras de cadastramento das eSF.

Equipe de Saúde da Família (eSF)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Equipe multiprofissional da Atenção Primária à Saúde responsável pelo cuidado contínuo de uma população vinculada a determinado território, no âmbito da Estratégia Saúde da Família. Desenvolve ações individuais, familiares e coletivas de promoção da saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde. No Recife, as eSF constituem a principal unidade de organização territorial da Estratégia Saúde da Família.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Os indicadores foram analisados por Equipe de Saúde da Família e por Distrito Sanitário.

Exclusões: Não corresponde à Estratégia Saúde da Família como política de organização nem à unidade física onde a equipe atua.

Termos Correlatos: Estratégia Saúde da Família; Composição mínima de uma Equipe de Saúde da Família; Unidade de Saúde da Família; População adscrita; Microárea; Identificador Nacional de Equipes.

Observações Conceituais: A eSF é uma equipe concreta, com profissionais, território e população de responsabilidade definidos. Deve ser distinguida da Estratégia Saúde da Família, que corresponde ao modelo mais amplo de organização da Atenção Primária.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Utilizar preferencialmente o INE como identificador institucional das equipes em integrações, painéis e análises.

Equipe de Saúde Bucal (eSB)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Equipe da Atenção Primária à Saúde responsável pelo desenvolvimento de ações de promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento em saúde bucal, de forma integrada às demais ações de cuidado no território. Conforme a organização nacional da APS, a eSB pode estar vinculada a uma Equipe de Saúde da Família ou a uma Equipe de Atenção Primária. No Recife, integra a organização da atenção à saúde bucal na rede de Atenção Básica.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: O desempenho dos indicadores de saúde bucal foi analisado por eSB no quadrimestre.

Exclusões: Não deve ser usada como sinônimo de atendimento odontológico, consultório odontológico físico ou equipo odontológico.

Termos Correlatos: Equipe de Saúde da Família; Equipe de Atenção Primária; Saúde Bucal; Atendimento odontológico; Cobertura de equipes de Saúde Bucal.

Observações Conceituais: A vinculação da eSB deve ser considerada na interpretação de indicadores, cadastros e resultados assistenciais. No contexto local, deve-se distinguir a regra nacional das formas efetivamente adotadas pelo Recife.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com SEAB os tipos de vínculo efetivamente utilizados no Recife e manter as bases institucionais alinhadas aos vínculos oficiais cadastrados.

Equipe Multiprofissional (eMulti)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Equipe composta por profissionais de diferentes áreas da saúde que atua de forma complementar e integrada às equipes da Atenção Primária, compartilhando responsabilidades e apoiando a ampliação da capacidade de cuidado no território. As eMulti podem se vincular a diferentes modalidades de equipes da APS, como eSF, eAP e eCR, conforme a regulamentação vigente. Instituídas pelo Ministério da Saúde em 2023, representam a retomada e continuidade, com reformulações, do cuidado multiprofissional anteriormente desenvolvido pelos NASF/NASF-AB.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: A eMulti discutiu o caso com a Equipe de Saúde da Família e participou da construção compartilhada do plano de cuidado.

Exclusões: Não corresponde à composição mínima da eSF, a ambulatório especializado ou a um conjunto de profissionais que atuam de forma independente sem integração com as equipes de referência.

Termos Correlatos: Núcleo de Apoio à Saúde da Família; Cuidado multiprofissional; Matriciamento; Equipe de Saúde da Família; Equipe de Atenção Primária; Equipe de Consultório na Rua.

Observações Conceituais: A eMulti não corresponde apenas à reunião de diferentes categorias profissionais e não deve ser tratada como simples mudança de nome do NASF. Trata-se de modalidade instituída posteriormente, com regras próprias de composição, vinculação, organização e financiamento.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Manter NASF/NASF-AB apenas como referência histórica. Modalidades, composição profissional, número de equipes vinculadas, cargas horárias e valores de financiamento devem ser mantidos em documentação normativa ou operacional, e não na definição geral.

Equipe de Atenção Primária (eAP)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Modalidade de equipe da Atenção Primária à Saúde reconhecida nacionalmente e responsável pelo cuidado de uma população adscrita. Diferencia-se da Equipe de Saúde da Família por possuir maior flexibilidade em relação à composição profissional e à carga horária, conforme as regras federais aplicáveis. A eSF permanece como modelo prioritário da Estratégia Saúde da Família.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: O relatório nacional apresenta separadamente os resultados das eSF e das eAP.

Exclusões: Não corresponde à Estratégia Saúde da Família nem deve ser automaticamente agregada à eSF sem que o objetivo da análise permita essa consolidação.

Termos Correlatos: Equipe de Saúde da Família; Atenção Primária à Saúde; População adscrita; Equipe de Saúde Bucal; Equipe Multiprofissional.

Observações Conceituais: A eAP não deve ser considerada equivalente à eSF, pois possui parâmetros próprios de composição, carga horária, população vinculada e financiamento. A denominação sucedeu referências anteriores a “Equipe de Atenção Básica (eAB)” em normativos federais.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Registrar eAB como nome histórico na aba de termos alternativos. Validar com SEAB a existência e o tratamento de eventuais eAP na rede municipal.

Equipe de Consultório na Rua (eCR)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Equipe multiprofissional da Atenção Primária à Saúde voltada à ampliação do acesso e à oferta de cuidado integral às pessoas em situação de rua. Atua de forma itinerante nos territórios onde essa população vive ou circula e articula seu cuidado com Unidades Básicas de Saúde, serviços de saúde mental, urgência e outros pontos da rede de saúde e da rede intersetorial.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: A eCR realizou acompanhamento de pessoas em situação de rua e articulou o cuidado com a unidade básica e o CAPS de referência.

Exclusões: Não corresponde a unidade física, abrigo, serviço da assistência social ou Equipe de Saúde da Família.

Termos Correlatos: População em situação de rua; Atenção Básica; Equipe Multiprofissional; Centro de Atenção Psicossocial; Rede de Atenção à Saúde.

Observações Conceituais: A eCR é uma modalidade específica de equipe da APS direcionada à população em situação de rua. Sua existência não transfere exclusivamente para ela a responsabilidade pelo cuidado dessa população, que permanece responsabilidade da rede do SUS.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Adotar eCR como sigla institucional preferencial, em alinhamento com o uso atual do Ministério da Saúde. Registrar eCnR, CnR e CnaR, caso apareçam em documentos ou bases, na aba termos_alternativos, sem incorporá-las ao nome canônico do verbete.

Equipe de Agentes Comunitários de Saúde (EACS)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Arranjo da Atenção Básica organizado em torno da atuação de agentes comunitários de saúde vinculados a uma unidade de referência e a determinado território, com acompanhamento e supervisão profissional conforme a organização prevista na Política Nacional de Atenção Básica. Historicamente, constituiu uma alternativa de organização territorial da Atenção Básica em locais sem Equipe de Saúde da Família e também um caminho para a expansão progressiva da Estratégia Saúde da Família.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: A área ainda é acompanhada por EACS enquanto ocorre o processo de expansão da cobertura por Equipes de Saúde da Família.

Exclusões: Não corresponde a uma eSF completa nem ao conjunto de todos os ACS lotados em uma unidade.

Termos Correlatos: Programa de Agentes Comunitários de Saúde; Agente Comunitário de Saúde; Equipe PACS; Equipe de Saúde da Família; Microárea.

Observações Conceituais: A sigla EACS pode aparecer associada tanto à expressão “Equipe de Agentes Comunitários de Saúde” quanto à “Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde” em diferentes momentos normativos. No Glossário, o conceito representa o arranjo organizacional baseado na atuação territorial de ACS fora de uma eSF completa.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com SEAB e CNES como as equipes remanescentes do Recife estão atualmente cadastradas e qual nomenclatura deve ser utilizada nas bases institucionais.

Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS)

Atenção Básica
Descontinuado
Proposto

Definição: Programa federal que organizou e expandiu a atuação dos Agentes Comunitários de Saúde nos territórios, especialmente no acompanhamento das famílias, cadastramento, visitas domiciliares e articulação entre comunidade e serviços de saúde. Teve papel importante na organização inicial da Atenção Básica e na construção do modelo que posteriormente se consolidou com a Estratégia Saúde da Família e com outros arranjos territoriais baseados na atuação dos ACS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Documentos históricos da Atenção Básica registram a expansão da atuação dos ACS por meio do Programa de Agentes Comunitários de Saúde.

Exclusões: Não corresponde à Equipe de Saúde da Família e não deve ser utilizado como nome institucional vigente para a Estratégia Saúde da Família.

Termos Correlatos: Equipe de Agentes Comunitários de Saúde; Equipe PACS; Agente Comunitário de Saúde; Estratégia Saúde da Família.

Observações Conceituais: PACS corresponde ao programa histórico nacional. Não deve ser confundido automaticamente com uma equipe atualmente denominada “PACS” em registros locais do Recife, nem com a EACS.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Manter no glossário para compatibilização histórica e revisão de bases antigas.

Equipe PACS

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Denominação operacional ainda utilizada no Recife para determinadas equipes organizadas predominantemente em torno da atuação de Agentes Comunitários de Saúde e que permanecem associadas historicamente ao modelo do antigo Programa de Agentes Comunitários de Saúde. Seu uso reflete a organização local e a permanência de nomenclaturas históricas na rede municipal.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: A unidade ainda possui uma equipe identificada localmente como Equipe PACS.

Exclusões: Não corresponde ao Programa de Agentes Comunitários de Saúde como política histórica nem deve ser presumida como equivalente à EACS sem verificar o cadastramento e a organização efetiva da equipe.

Termos Correlatos: Programa de Agentes Comunitários de Saúde; Equipe de Agentes Comunitários de Saúde; Agente Comunitário de Saúde; Equipe de Saúde da Família.

Observações Conceituais: “Equipe PACS” é uma denominação local de equipe e deve ser distinguida do Programa de Agentes Comunitários de Saúde, que é um conceito histórico nacional. Também deve ser comparada à classificação oficial da equipe nas bases nacionais, especialmente CNES.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com SEAB a correspondência entre “Equipe PACS”, EACS e a classificação atual no CNES. Caso sejam integralmente equivalentes no Recife, avaliar futuramente se é preferível manter “Equipe PACS” apenas como nome alternativo de EACS em vez de verbete próprio.

Upinha

Atenção Básica
Descontinuado
Proposto

Definição: Denominação utilizada em gestões anteriores para unidades da atenção básica no Recife. Na prática, seu funcionamento era semelhante ao de uma Unidade de Saúde da Família (USF), com organização voltada à Estratégia Saúde da Família. O termo foi descontinuado na gestão 2021–2024 e não corresponde à nomenclatura institucional atual.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A unidade ainda é conhecida informalmente pela população como Upinha."

Exclusões: Não corresponde à nomenclatura institucional vigente nem deve ser usada como classificação oficial da rede.

Termos Correlatos: USF; PSF; Atenção Básica; unidade de saúde.

Observações Conceituais: Não é uma unidade de pronto atendimento (UPA), nem uma unidade voltada exclusivamente para o público infantil, como o termo e o seu diminutivo podem dar a entender.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Usar apenas como termo histórico ou informal, evitando sua adoção em painéis e documentos oficiais atuais.

Atendimentos na atenção básica

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Correspondem ao total de atendimentos realizados no âmbito da atenção básica, independentemente do tipo de equipe ou modelo de unidade. Incluem atendimentos realizados por equipes de saúde da família, equipes de saúde bucal e também atendimentos médicos ou de outros profissionais não vinculados a equipes específicas, como aqueles realizados em Unidades Básicas Tradicionais (UBT).

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O total de atendimentos na Atenção Básica foi analisado por unidade e Distrito Sanitário."

Exclusões: Não inclui necessariamente escutas iniciais, procedimentos, visitas domiciliares ou atividades coletivas, salvo quando definido na ficha do indicador.

Termos Correlatos: Atendimento individual; escuta inicial; contato assistencial; PEC e-SUS APS; produção assistencial.

Observações Conceituais: O conceito deve explicitar, em cada indicador, quais tipos de atendimento entram na contagem e quais registros são excluídos.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A ficha de indicador deve definir fonte, tipos de registro incluídos e critérios de exclusão.

Atendimentos na Estratégia Saúde da Família

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Correspondem ao subconjunto dos atendimentos na atenção básica realizados exclusivamente por equipes da Estratégia Saúde da Família, incluindo atendimentos feitos por equipes de saúde da família (eSF) e por equipes de saúde bucal (eSB) vinculadas a essas equipes.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O painel diferencia atendimentos totais da Atenção Básica e atendimentos realizados na Estratégia Saúde da Família."

Exclusões: Não inclui atendimentos realizados em UBT por profissionais não vinculados a eSF ou eSB.

Termos Correlatos: Atendimentos na Atenção Básica; eSF; eSB; ESF; USF; USF+.

Observações Conceituais: É um recorte dos atendimentos da Atenção Básica vinculado às equipes da Estratégia Saúde da Família.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A ficha de indicador deve definir como identificar o vínculo do atendimento com eSF ou eSB.

Atendimentos médicos na Estratégia Saúde da Família

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Correspondem ao subconjunto dos atendimentos médicos na atenção básica realizados exclusivamente por Equipes de Saúde da Família (eSF), no âmbito da Estratégia Saúde da Família.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "Foram analisados os atendimentos médicos na ESF por equipe e mês."

Exclusões: Não inclui atendimentos médicos de UBT sem vínculo com eSF, atendimentos de outras categorias profissionais ou escutas iniciais quando excluídas pela regra do indicador.

Termos Correlatos: Atendimento médico; eSF; ESF; Atenção Básica; produção assistencial.

Observações Conceituais: O conceito corresponde a um recorte profissional e organizacional: atendimentos médicos vinculados à eSF.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A ficha deve explicitar como serão tratados residentes, vínculos inconsistentes e registros sem equipe identificada.

Atendimentos odontológicos na Estratégia Saúde da Família

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Correspondem ao subconjunto dos atendimentos odontológicos na atenção básica realizados exclusivamente por Equipes de Saúde Bucal (eSB), no âmbito da Estratégia Saúde da Família.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O volume de atendimentos odontológicos na ESF foi analisado por eSB."

Exclusões: Não inclui atendimentos odontológicos fora da eSB nem procedimentos ou registros não classificados como atendimento individual, salvo definição específica.

Termos Correlatos: Atendimento odontológico; eSB; saúde bucal; eSF; ESF.

Observações Conceituais: O conceito corresponde aos atendimentos odontológicos vinculados às equipes de saúde bucal da Estratégia Saúde da Família.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A ficha deve explicitar como identificar a eSB e sua vinculação à eSF.

Escuta inicial/orientação na Atenção Básica

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Primeiro atendimento realizado ao usuário em situação de demanda espontânea na Atenção Básica, destinado a compreender o motivo da busca pelo serviço, registrar informações iniciais e orientar a conduta mais adequada. Pode resultar em orientação, encaminhamento para atendimento no mesmo dia, realização de procedimento ou agendamento, conforme a necessidade identificada.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A escuta inicial foi analisada separadamente dos atendimentos individuais."

Exclusões: Não corresponde necessariamente a consulta clínica nem implica obrigatoriamente classificação de risco.

Termos Correlatos: Acolhimento; escuta inicial; atendimento individual; demanda espontânea; contato assistencial.

Observações Conceituais: No e-SUS APS, a escuta inicial permite registrar informações como motivo da consulta, sinais vitais e classificação de risco ou vulnerabilidade. Ela pode integrar o processo de acolhimento, mas não deve ser tratada como sinônimo de todo o conceito de acolhimento.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Nos indicadores de produção, explicitar se a escuta inicial está incluída, excluída ou analisada separadamente.

Contatos assistenciais na atenção básica

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conceito abrangente que representa o volume total de interações diretas de cuidado entre profissionais e cidadãos. É calculado pela somatória dos Atendimentos Individuais e das Escutas Iniciais/Orientações, permitindo a visualização da carga total de trabalho e da demanda absorvida pela unidade, independentemente da densidade clínica do encontro

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "Os contatos assistenciais somam atendimentos individuais e escutas iniciais."

Exclusões: Não deve ser usado como sinônimo de consulta, procedimento ou atendimento individual.

Termos Correlatos: Atendimento individual; Escuta inicial; Produção assistencial.

Observações Conceituais: É conceito gerencial mais amplo, útil para medir demanda absorvida e carga de interação com usuários, mas não equivale a atendimento clínico.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Por ser conceito local/gerencial, sua composição deve ser explicitada em cada ficha de indicador.

Cobertura de equipes de saúde da família (eSF)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Medida que expressa o alcance das equipes de Saúde da Família em relação à população de determinado território, segundo metodologia previamente definida. Pode ser estimada sob diferentes perspectivas, como a capacidade potencial de cobertura das equipes existentes ou o vínculo nominal da população com as equipes. Por isso, o uso do termo “cobertura” deve sempre indicar qual metodologia foi adotada.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: "A cobertura de eSF foi analisada por Distrito Sanitário."

Exclusões: Não mede, isoladamente, acesso efetivo, qualidade do cuidado ou quantidade de atendimentos realizados.

Termos Correlatos: Cobertura potencial de eSF; cobertura efetiva de eSF; população adscrita; população cadastrada; parâmetro de cobertura.

Observações Conceituais: Cobertura de eSF é conceito amplo e pode assumir diferentes metodologias.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Evitar uso do termo "cobertura" sem qualificador metodológico em painéis e relatórios. A ficha do indicador deve indicar se a análise é potencial, efetiva ou outro recorte pactuado.

Cobertura potencial de equipes de saúde da família (eSF)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estimativa da proporção da população que poderia ser coberta pelas equipes de Saúde da Família a partir da capacidade instalada e do parâmetro populacional adotado para cada equipe. Representa uma medida de capacidade teórica da rede, independentemente do número de pessoas efetivamente cadastradas, acompanhadas ou atendidas.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: "A cobertura potencial aumentou com a implantação de novas equipes."

Exclusões: Não representa população cadastrada, atendida ou acompanhada.

Termos Correlatos: Cobertura de eSF; população potencialmente coberta; parâmetro de cobertura; eSF; CNES.

Observações Conceituais: Representa capacidade teórica da rede instalada, não vínculo real entre equipe e cidadão.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A ficha deve definir quais equipes entram no cálculo: credenciadas, homologadas, ativas, válidas ou em funcionamento.

Cobertura efetiva de equipes de saúde da família (eSF)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Medida analítica que busca representar a proporção da população que possui vínculo nominal válido com equipes de Saúde da Família, segundo critérios cadastrais e metodológicos definidos para a análise. Aproxima-se do vínculo efetivamente registrado entre pessoas e equipes, mas depende da qualidade e atualização dos cadastros.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: "A cobertura efetiva foi analisada com base na população cadastrada."

Exclusões: Não representa capacidade instalada nem cobertura potencial.

Termos Correlatos: Cobertura de eSF; população cadastrada; cadastro individual; vínculo; e-SUS APS; SIAPS.

Observações Conceituais: Busca aproximar o vínculo real entre população e equipe, mas depende da qualidade e atualização dos cadastros.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A ficha deve definir critérios de validade, atualização cadastral e fonte de população de referência.

Parâmetro de cobertura de equipes de saúde da família (eSF)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Referencial populacional utilizado para estimar a capacidade de cobertura de uma equipe de Saúde da Família. Indica a quantidade de pessoas considerada como referência para uma equipe em determinado cálculo ou metodologia de planejamento.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O parâmetro de cobertura foi usado para estimar a população potencialmente coberta."

Exclusões: Não corresponde ao número real de pessoas cadastradas ou atendidas por uma equipe.

Termos Correlatos: Cobertura potencial; população potencialmente coberta; eSF; USF; USF+.

Observações Conceituais: O parâmetro utilizado pode decorrer de norma nacional ou de referência adotada localmente. Por isso, seu valor e sua origem devem ser explicitados sempre que o parâmetro for utilizado em um indicador.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Manter distinção entre parâmetro nacional, parâmetro local e regra analítica adotada em cada indicador.

Parâmetro local de cobertura de equipes de saúde da família (eSF)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Referencial populacional adotado pela gestão de saúde do Recife para estimar a capacidade potencial de cobertura das equipes de saúde da família, considerando adaptações locais relacionadas ao modelo de unidade, à organização do serviço e à estratégia municipal de expansão da Atenção Básica. No Recife, esse parâmetro pode variar conforme a tipologia da unidade, como USF e USF+, e deve ser utilizado para análises de planejamento, dimensionamento e monitoramento da cobertura potencial.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A cobertura potencial das eSF foi calculada com base no parâmetro local adotado para USF e USF+."

Exclusões: Não representa a quantidade real de pessoas cadastradas, acompanhadas ou atendidas pelas equipes.

Termos Correlatos: Parâmetro local de cobertura de equipes de Saúde da Família; Cobertura potencial de equipes de Saúde da Família; População potencialmente coberta.

Observações Conceituais: Não deve ser confundido com parâmetro nacional de financiamento ou com população efetivamente cadastrada. Trata-se de referência local para planejamento e análise gerencial.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar formalmente com SEAB e GGMA os parâmetros vigentes por tipo de unidade antes de usar em ficha de indicador

Cobertura de equipes de saúde bucal (eSB)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Expressão que representa o alcance das equipes de saúde bucal na Atenção Básica em determinado território. Pode ser analisada sob a perspectiva potencial, considerando a capacidade instalada das eSB e seus parâmetros populacionais, ou sob a perspectiva efetiva, considerando a população vinculada ou cadastrada com referência a uma equipe de saúde bucal, conforme a regra adotada para o indicador.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: "O Distrito Sanitário apresentou ampliação da cobertura de saúde bucal no último quadrimestre."

Exclusões: Não mede, por si só, número de atendimentos odontológicos realizados, acesso efetivo a consulta ou qualidade da assistência prestada.

Termos Correlatos: eSB; eSF; Cobertura de eSF; Cobertura potencial; Cobertura efetiva; Saúde bucal.

Observações Conceituais: A cobertura de eSB deve ser interpretada em articulação com a existência, vinculação e funcionamento das equipes de saúde bucal. Como toda eSB deve estar vinculada a uma eSF ou a uma eAP, é importante evitar dupla contagem ou interpretação isolada da equipe de saúde bucal fora da organização da Estratégia Saúde da Família.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Definir posteriormente, na ficha de indicador, se o cálculo usará cobertura potencial, efetiva ou outra regra pactuada.

Microárea

Atenção Básica, Distritos Sanitários
Vigente/atual
Proposto

Definição: Subdivisão territorial utilizada na organização do trabalho das equipes da Atenção Básica, especialmente para atuação dos Agentes Comunitários de Saúde. A microárea corresponde a uma parcela do território de responsabilidade de uma equipe, permitindo organizar o acompanhamento domiciliar, o cadastramento, as visitas e o vínculo entre profissionais e população.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A equipe reorganizou as microáreas para adequar a distribuição dos ACS no território."

Exclusões: Não corresponde necessariamente a limites administrativos oficiais do município, ou setores censitários.

Termos Correlatos: Área; território; ACS; eSF; população adscrita; cadastro domiciliar.

Observações Conceituais: A microárea é uma unidade territorial de organização do cuidado e não deve ser confundida com bairro, RPA, Distrito Sanitário ou área de abrangência inteira da equipe.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com SEAB e Distritos Sanitários a nomenclatura usada localmente nas bases da Atenção Básica.

Distrito Sanitário

Distritos Sanitários
Vigente/atual
Proposto

Definição: Instância territorial e administrativa da Secretaria de Saúde do Recife responsável pela coordenação, acompanhamento e apoio à organização dos serviços de saúde em determinado território do município. Os Distritos Sanitários articulam unidades, equipes, serviços e ações de diferentes áreas da SESAU, funcionando como nível intermediário entre a gestão central e a rede local. Não correspondem de forma direta e automática às Regiões Político-Administrativas (RPA) do município.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O indicador será analisado por Distrito Sanitário para apoiar a reunião mensal de monitoramento."

Exclusões: Não deve ser usado como sinônimo de RPA, bairro, unidade de saúde ou território de uma única equipe.

Termos Correlatos: Território; RPA; unidade de saúde; gerência distrital; rede assistencial.

Observações Conceituais: O Distrito Sanitário não é, por si só, uma unidade de saúde, equipamento de saúde ou serviço assistencial. Sua sede física é uma estrutura administrativa.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Farmácia da Família

Atenção Básica, Assistência Farmacêutica, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Serviço de assistência farmacêutica da rede municipal de saúde do Recife voltado à dispensação de medicamentos e orientações relacionadas ao uso adequado de medicamentos. Pode funcionar no interior de uma unidade de saúde ou em estrutura própria. Quando possui estrutura exclusiva, CNES e gestão próprios, pode ser classificada também como unidade de saúde, conforme o marco conceitual da rede.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: “A unidade possui Farmácia da Família com dispensação de medicamentos controlados.”

Exclusões: Não se confunde com Farmácia Distrital, CAF ou dispensário.

Termos Correlatos: Dispensário; Farmácia Distrital; CAF; Hórus; Assistência Farmacêutica

Observações Conceituais: A Farmácia da Família não deve ser definida apenas pela presença de farmacêutico, embora essa presença seja relevante para a dispensação de medicamentos sujeitos a controle especial. Sua classificação como serviço, equipamento ou unidade depende da forma concreta de implantação.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com SEAF/GGAF a distinção operacional entre Farmácia da Família, dispensário, CAF e Farmácia Distrital.

Dispensário

Assistência Farmacêutica, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Ponto de dispensação de medicamentos e materiais médico-hospitalares localizado em unidade de saúde, geralmente sem farmacêutico presente em tempo integral. Por essa razão, sua oferta costuma ser limitada a itens que não exigem a presença de farmacêutico para dispensação, conforme regras sanitárias e fluxos definidos pela Assistência Farmacêutica.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A unidade possui dispensário, mas não Farmácia da Família."

Exclusões: Não inclui Farmácia da Família, Farmácia Distrital ou CAF.

Termos Correlatos: Farmácia da Família; Farmácia Distrital; CAF; assistência farmacêutica; HÓRUS

Observações Conceituais: O dispensário é distinto da Farmácia da Família, especialmente quanto à estrutura, presença de farmacêutico e tipos de medicamentos que podem ser dispensados.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar se o termo “dispensário” é a nomenclatura institucional vigente ou apenas uso operacional corrente.

Farmácia Distrital

Distritos Sanitários, Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Equipamento que faz parte da estrutura física do Distrito Sanitário. Não faz atendimento ao público, mas é responsável pela distribuição de medicamentos e materiais médico-hospitalares para unidades da atenção básica do seu território. Em alguns distritos, a Farmácia Distrital já não faz mais esta distribuição, pois as unidades recebem os medicamentos e materiais médico-hospitalares diretamente da Central de Assistência Farmacêutica (CAF), sem o intermédio da Farmácia Distrital.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: “A Farmácia Distrital organiza a distribuição de insumos para as unidades do território.”

Exclusões: Não inclui Farmácia da Família, dispensário nem atendimento direto ao usuário

Termos Correlatos: Distrito Sanitário; CAF; Farmácia da Família; dispensário; HÓRUS

Observações Conceituais: A Farmácia Distrital é estrutura de apoio logístico e administrativo, não serviço de dispensação direta ao cidadão.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com SEAF/GGAF e GGD quais distritos ainda utilizam Farmácia Distrital como etapa intermediária da distribuição de itens às unidades de saúde.

População adscrita na APS

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de pessoas que reside no território de responsabilidade sanitária de uma equipe de Atenção Primária à Saúde, especialmente no âmbito da Estratégia Saúde da Família. Constitui referência para planejamento, organização do cuidado e avaliação da atenção básica, independentemente de haver ou não registro individual no e-SUS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A equipe organiza suas ações a partir da população adscrita ao território."

Exclusões: Não equivale automaticamente à população cadastrada, atendida ou efetivamente acompanhada.

Termos Correlatos: Território; eSF; população cadastrada; população coberta; microárea; área adscrita.

Observações Conceituais: A população adscrita é referência territorial e sanitária, podendo não coincidir integralmente com a população cadastrada nos sistemas.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A ficha de indicador deve definir fonte e critério para estimativa da população adscrita.

População cadastrada na APS

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de pessoas que possuem Cadastro Individual (MICI) registrado no e-SUS APS/SIAPS, indicando vínculo nominal com a Atenção Primária à Saúde. Refere-se especificamente à população identificada nos sistemas da APS, não abrangendo necessariamente todas as pessoas que utilizam serviços do SUS em outras redes (vigilância, urgência, média e alta complexidade, vacinação, etc.).

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A população cadastrada foi analisada por equipe e Distrito Sanitário."

Exclusões: Não representa toda a população residente nem toda a população que utiliza o SUS.

Termos Correlatos: Cadastro Individual; MICI; população adscrita; população coberta; e-SUS APS; SIAPS.

Observações Conceituais: A população cadastrada depende da qualidade, atualização e validação dos registros nos sistemas da APS.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A ficha deve explicitar se considera cadastro registrado, válido, completo ou atualizado.

População coberta na APS

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: População considerada alcançada pela Atenção Primária à Saúde em determinado território, conforme critério definido para a análise. Pode se referir à população potencialmente coberta, estimada a partir da capacidade instalada das equipes, ou à população efetivamente coberta, baseada em vínculos, cadastros válidos ou acompanhamento registrado nos sistemas da APS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: "A população coberta pela APS aumentou após a implantação de novas equipes."

Exclusões: Não deve ser usado sem explicitar a metodologia de cobertura adotada

Termos Correlatos: População adscrita; população cadastrada; cobertura potencial; cobertura efetiva; eSF; eAP.

Observações Conceituais: É um conceito guarda-chuva. Sempre que utilizado em indicador, deve estar explícito se se trata de cobertura potencial, efetiva, cadastrada ou outro recorte pactuado.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: As Fichas de Indicadores devem evitar o termo genérico “população coberta” sem qualificador.

População potencialmente coberta na APS

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estimativa da quantidade de pessoas que poderiam ser acompanhadas pela Atenção Primária à Saúde a partir da capacidade instalada de equipes e dos parâmetros populacionais adotados. É obtida pela aplicação de parâmetros de cobertura às equipes existentes, credenciadas, homologadas ou consideradas válidas, conforme a regra definida para o indicador.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: "Com 100 eSF e um parâmetro hipotético de 3.000 pessoas por equipe, a população potencialmente coberta seria de 300.000 pessoas."

Exclusões: Não representa população cadastrada, população acompanhada ou pessoas efetivamente atendidas

Termos Correlatos: Cobertura potencial de eSF; parâmetro de cobertura; população coberta; população cadastrada

Observações Conceituais: O conceito expressa capacidade estimada de cobertura, não vínculo real entre cidadão e equipe. A regra sobre quais equipes entram no cálculo deve ser definida na ficha do indicador.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

População beneficiada pelo SUS

Atenção Básica, Vigilância em Saúde, Média e Alta Complexidade, Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Não existe um único universo técnico correspondente à expressão “população beneficiada pelo SUS”. Como o acesso ao SUS é universal, o termo somente deve ser utilizado quando o recorte estiver explicitamente definido, por exemplo: população residente, cadastrada, atendida ou sem cobertura de saúde suplementar.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: "Para esta análise, população beneficiada pelo SUS foi entendida como população residente no Recife."

Exclusões: Não equivale automaticamente a população cadastrada, atendida, SUS-dependente ou sem plano de saúde.

Termos Correlatos: População residente; população cadastrada; população SUS-dependente; população atendida; população adscrita.

Observações Conceituais: Por ser ambíguo, o termo deve ser evitado em indicadores sem definição operacional clara.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Recomenda-se evitar o uso da expressão em nomes de indicadores. Quando sua utilização for indispensável, registrar na respectiva ficha de indicador qual população está sendo considerada.

População SUS-dependente

Atenção Básica, Média e Alta Complexidade, Regulação, Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: População que depende predominantemente do Sistema Único de Saúde para acesso regular às ações e serviços de saúde, geralmente estimada pela exclusão de pessoas com cobertura de saúde suplementar ativa. É uma aproximação analítica da dependência potencial do SUS e não representa, necessariamente, uso efetivo dos serviços públicos

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: "A estimativa de população SUS-dependente foi usada para análise de demanda potencial da rede municipal."

Exclusões: Não equivale a população cadastrada na APS nem a população efetivamente atendida

Termos Correlatos: População beneficiada pelo SUS; população residente; saúde suplementar; população cadastrada

Observações Conceituais: A ausência de plano de saúde não garante uso exclusivo do SUS, assim como a presença de plano não elimina o uso de serviços públicos, especialmente vacinação, vigilância, urgência e assistência farmacêutica.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Definir fonte e método de estimativa na ficha do indicador, especialmente se houver uso de dados de saúde suplementar.

e-SUS APS

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estratégia nacional do Ministério da Saúde para organizar e qualificar a informação produzida na Atenção Primária à Saúde, promovendo registros individualizados, integração dos dados e apoio ao cuidado e à gestão. Abrange sistemas, aplicativos, modelos de informação e processos utilizados na coleta e no envio de dados da APS, incluindo o Prontuário Eletrônico do Cidadão e outras soluções do ecossistema e-SUS APS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Os registros produzidos pelas equipes integram a estratégia e-SUS APS e alimentam os sistemas nacionais de informação da Atenção Primária.

Exclusões: Não deve ser usado como nome exclusivo do prontuário eletrônico ou de uma única base de dados.

Termos Correlatos: Prontuário Eletrônico do Cidadão; SIAPS; SISAB; e-SUS Território; Atenção Primária à Saúde.

Observações Conceituais: e-SUS APS não é sinônimo de PEC, SISAB ou Siaps. O PEC é uma das soluções utilizadas no registro das informações, enquanto SISAB e Siaps correspondem a sistemas nacionais de consolidação e gestão da informação da APS em diferentes momentos de sua evolução.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Nos documentos e indicadores, especificar sempre qual componente ou fonte do e-SUS APS está sendo utilizado quando essa distinção for relevante.

SIAPS

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde (Siaps), instituído pelo Ministério da Saúde para consolidar e disponibilizar, em âmbito nacional, informações produzidas na Atenção Primária à Saúde. Integra a estratégia e-SUS APS e reúne informações assistenciais, populacionais, territoriais e relacionadas ao cofinanciamento e à avaliação das equipes. Desde 2025, vem substituindo progressivamente o SISAB.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Os resultados do cofinanciamento e os relatórios da APS podem ser consultados no Siaps conforme os módulos disponibilizados.

Exclusões: Não deve ser confundido com o PEC e-SUS APS, que é utilizado para registro assistencial na ponta, nem com a estratégia e-SUS APS como um todo.

Termos Correlatos: SISAB; e-SUS APS; Prontuário Eletrônico do Cidadão; Cofinanciamento federal da Atenção Primária à Saúde.

Observações Conceituais: O Siaps é atualmente o sistema nacional vigente para fins de financiamento e adesão aos programas e estratégias da PNAB. Sua implantação e a substituição dos sistemas anteriores ocorrem de forma progressiva, de modo que SISAB e Siaps podem coexistir durante a transição.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar periodicamente com SEAB a fonte oficial vigente para cada indicador, especialmente durante a transição SISAB/SIAPS.

SISAB

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica, instituído para receber, consolidar e disponibilizar nacionalmente informações produzidas no âmbito da estratégia e-SUS APS. Durante anos, constituiu a principal referência nacional para relatórios e dados da Atenção Básica. Desde a instituição do Siaps, encontra-se em processo de substituição progressiva, permanecendo ainda acessível e relevante para consultas, relatórios e séries históricas durante a transição.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Uma série histórica da APS pode utilizar informações consultadas no SISAB para competências anteriores ou ainda disponibilizadas pelo sistema.

Exclusões: Não deve ser tratado como sinônimo de PEC e-SUS APS nem presumido como fonte vigente de todos os indicadores atuais da APS.

Termos Correlatos: SIAPS; e-SUS APS; Prontuário Eletrônico do Cidadão; Atenção Primária à Saúde.

Observações Conceituais: SISAB e Siaps não devem ser tratados como sistemas historicamente separados por uma data única de encerramento. Há um processo progressivo de transição, no qual o Siaps assume as funções nacionais enquanto o SISAB ainda pode permanecer disponível para determinadas consultas e informações.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Manter Vigente/atual enquanto o SISAB permanecer operacional ou acessível para consultas institucionais. Alterar sua situação temporal apenas quando houver efetiva descontinuação do sistema ou definição institucional suficiente para tanto.

Prontuário eletrônico

Atenção Básica, Média e Alta Complexidade, Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema informatizado utilizado para registrar atendimentos, procedimentos, condições de saúde e histórico dos usuários nos serviços de saúde. Pode variar conforme o nível de atenção, o modelo de gestão e o sistema adotado. No Recife, coexistem diferentes prontuários eletrônicos na Atenção Básica, na Média e Alta Complexidade e em unidades geridas por OSS. A integração entre esses sistemas pode ocorrer por meio do RES, também chamado de Prontuário em Rede, favorecendo o compartilhamento de informações e a continuidade do cuidado.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O registro assistencial foi realizado no prontuário eletrônico da unidade."

Exclusões: Não deve ser usado como sinônimo exclusivo de PEC e-SUS APS, RES ou prontuário da MAC.

Termos Correlatos: PEC e-SUS APS; prontuário eletrônico da MAC; prontuário de OSS; RES; Prontuário em Rede.

Observações Conceituais: O prontuário eletrônico é conceito amplo. No Recife, pode se referir a sistemas diferentes conforme nível de atenção e modelo de gestão.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Sempre especificar o sistema ou nível de atenção quando a análise depender da fonte de dados.

Prontuário em Rede

Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Solução de interoperabilidade utilizada no Recife para integrar e disponibilizar informações de saúde provenientes de diferentes sistemas e pontos da rede assistencial, permitindo que profissionais autorizados consultem informações do usuário de forma articulada. Na prática, funciona como uma camada de integração entre sistemas e prontuários distintos, apoiando a continuidade e a coordenação do cuidado.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O Prontuário em Rede permite consultar informações registradas em diferentes pontos da rede."

Exclusões: Não deve ser confundido com Registro Eletrônico em Saúde (RES), conceito mais amplo, nem com os sistemas de prontuário que produzem originalmente os registros clínicos.

Termos Correlatos: Registro Eletrônico em Saúde; Prontuário eletrônico; Interoperabilidade; PEC e-SUS APS

Observações Conceituais: O Prontuário em Rede não é necessariamente o sistema em que a informação foi originalmente registrada. Seu papel é integrar e disponibilizar informações produzidas por diferentes sistemas.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com GGSD quais sistemas estão integrados ao RES e qual o grau de disponibilidade dos dados.

Prontuário eletrônico do cidadão (PEC) da Atenção Básica - PEC e-SUS APS

Atenção Básica, Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Módulo do e-SUS APS utilizado para registrar atendimentos, procedimentos, cadastros e demais informações assistenciais na Atenção Básica. No Recife, é um dos principais sistemas de registro clínico das equipes da rede própria, apoiando tanto a assistência quanto a produção de dados para monitoramento, financiamento e gestão da informação. Em outros municípios, podem ser utilizados sistemas próprios; no Recife, utiliza-se o sistema do Ministério da Saúde. Chamado oficialmente como PEC E-SUS APS pelo Ministério da Saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "Os atendimentos individuais da Atenção Básica foram registrados no PEC e-SUS APS."

Exclusões: Não inclui prontuários da Média e Alta Complexidade, sistemas de OSS ou o RES como camada de integração.

Termos Correlatos: PEC; e-SUS APS; Atenção Básica; SISAB; SIAPS; prontuário eletrônico.

Observações Conceituais: O PEC e-SUS APS é o prontuário eletrônico usado na Atenção Básica, mas não representa todos os prontuários eletrônicos da rede municipal.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A ficha de indicador deve explicitar se a fonte é o banco local do PEC, exportações oficiais, SISAB ou SIAPS.

Prontuário eletrônico da Média e Alta Complexidade

Média e Alta Complexidade, Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema ou conjunto de sistemas informatizados utilizados para registro clínico, assistencial e administrativo de atendimentos realizados em serviços da Média e Alta Complexidade da rede municipal. No Recife, pode abranger prontuários usados em policlínicas, maternidades, hospitais, ambulatórios especializados e outros serviços, variando conforme o tipo de unidade e o modelo de gestão.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "Os dados de atendimento das maternidades foram extraídos do prontuário eletrônico da MAC."

Exclusões: Não inclui o PEC e-SUS APS nem prontuários de unidades geridas por OSS quando utilizarem sistemas próprios.

Termos Correlatos: Prontuário eletrônico; PEC e-SUS APS; RES; Prontuário em Rede; OSS.

Observações Conceituais: Evitar confusão com o PEC e-SUS APS, que é específico da Atenção Básica. Caso o termo “PEC MAC” seja usado internamente, deve ser tratado como nomenclatura local/informal.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com SERMAC e GGSD a nomenclatura oficial do sistema utilizado nas unidades próprias.

Prontuário eletrônico de unidades gerenciadas por OSS (Organizações Sociais de Saúde)

Saúde Digital, Organizações Sociais, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema de prontuário eletrônico utilizado em unidades de saúde sob gestão de Organizações Sociais de Saúde, destinado ao registro clínico, assistencial e administrativo dos atendimentos realizados nesses serviços. No Recife, esses sistemas podem diferir dos adotados na rede própria municipal, conforme contrato de gestão, perfil da unidade e solução tecnológica utilizada pela OSS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "Os atendimentos da unidade gerida por OSS foram registrados no prontuário eletrônico próprio da organização."

Exclusões: Não inclui o PEC e-SUS APS nem o prontuário eletrônico das unidades próprias da MAC, salvo quando houver integração formal.

Termos Correlatos: OSS; prontuário eletrônico; RES; Prontuário em Rede; Média e Alta Complexidade

Observações Conceituais: A existência de prontuário próprio da OSS pode gerar diferenças de acesso, integração, padronização e disponibilidade de dados em relação às unidades próprias.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com SERMAC, GGSD e área de contratos/OSS quais sistemas estão vigentes em cada unidade.

Cofinanciamento federal da Atenção Primária à Saúde

Atenção Básica, Financiamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de recursos financeiros transferidos pela União para apoiar a manutenção, organização e qualificação da Atenção Primária à Saúde nos estados, Distrito Federal e municípios. O modelo vigente é estruturado em diferentes componentes relacionados à manutenção das equipes, vínculo e acompanhamento territorial, qualidade, saúde bucal, programas e serviços e base populacional, conforme a regulamentação federal aplicável.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: O acompanhamento do cofinanciamento federal permite avaliar os recursos associados às equipes e aos resultados da Atenção Primária.

Exclusões: Não corresponde à totalidade do financiamento da Atenção Primária, que também envolve recursos estaduais e municipais. Também não deve ser usado como sinônimo de Saúde Brasil 360 ou de qualquer componente específico do cofinanciamento.

Termos Correlatos: Saúde Brasil 360; Componente de vínculo e acompanhamento territorial; Componente de qualidade; Equipe de Saúde da Família; Equipe de Atenção Primária; Financiamento.

Observações Conceituais: O cofinanciamento federal é parte do financiamento da APS e suas regras podem mudar por alterações normativas. Os componentes possuem critérios próprios de elegibilidade, cálculo e repasse.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Manter fórmulas, valores, pesos, classificações, critérios de elegibilidade e períodos de transição nas fichas dos respectivos indicadores e componentes, com referência à normativa vigente.

Previne Brasil

Atenção Básica, Financiamento
Descontinuado
Proposto

Definição: Modelo federal de financiamento da Atenção Primária à Saúde utilizado anteriormente pelo Ministério da Saúde, estruturado em componentes como capitação ponderada, pagamento por desempenho e incentivos para ações estratégicas. No contexto da SESAU Recife, permanece relevante para análise histórica, comparação de séries anteriores e interpretação de indicadores produzidos sob sua vigência.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A série histórica dos indicadores da APS inclui períodos calculados sob a lógica do Previne Brasil."

Exclusões: Não deve ser usado como referência para regras vigentes de cofinanciamento, salvo em análises históricas.

Termos Correlatos: Cofinanciamento federal da APS; indicadores de desempenho; APS; Saúde Brasil 360.

Observações Conceituais: Deve ser tratado como modelo anterior de financiamento da APS, não como regra vigente para análise atual de cofinanciamento.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Manter no glossário para preservar rastreabilidade histórica e evitar confusão entre regras antigas e regras atuais.

Saúde Brasil 360

Atenção Básica, Financiamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estratégia do Ministério da Saúde voltada ao fortalecimento da Atenção Primária à Saúde a partir das necessidades das pessoas e dos territórios. Reúne diferentes frentes de atuação destinadas a ampliar o acesso, a capacidade de cuidado e a integração da APS, incluindo o novo modelo de cofinanciamento federal, investimentos em saúde digital, equipamentos e infraestrutura, fortalecimento das equipes multiprofissionais, valorização e provimento da força de trabalho e articulação entre Atenção Primária e Atenção Especializada. Em resumo, Saúde Brasil 360 é uma estratégia ampla de fortalecimento da APS, e não apenas um modelo de financiamento.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: A estratégia Saúde Brasil 360 reúne iniciativas de financiamento, infraestrutura, saúde digital e qualificação do cuidado na Atenção Primária.

Exclusões: Não deve ser usado como sinônimo de Cofinanciamento federal da Atenção Primária à Saúde, Componente de Qualidade ou Componente de Vínculo e Acompanhamento Territorial.

Termos Correlatos: Cofinanciamento federal da Atenção Primária à Saúde; Equipe Multiprofissional; Atenção Primária à Saúde; Atenção Especializada; Saúde Digital.

Observações Conceituais: O novo cofinanciamento federal da Atenção Primária integra a estratégia Saúde Brasil 360, mas os conceitos não são equivalentes. As regras específicas de financiamento devem ser tratadas no verbete próprio e nas fichas dos respectivos componentes e indicadores.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A estratégia pode incorporar ou reorganizar iniciativas ao longo do tempo. Evitar listar exaustivamente programas, valores ou ações específicas na definição; manter essas informações em documentação atualizada da política.

Componente de vínculo e acompanhamento territorial

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Componente do cofinanciamento federal da Atenção Primária à Saúde voltado a estimular a territorialização, a qualificação do cadastro e o acompanhamento contínuo da população vinculada às equipes. Considera dimensões relacionadas ao vínculo entre população, equipe e território e influencia o valor do repasse federal conforme as regras vigentes.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O resultado do componente de vínculo e acompanhamento territorial foi analisado por equipe e quadrimestre."

Exclusões: Não deve ser confundido com o componente de qualidade nem com um indicador isolado de cadastro.

Termos Correlatos: Saúde Brasil 360; Cofinanciamento federal da APS; Cadastro; Acompanhamento; SIAPS; eSF; eAP.

Observações Conceituais: O componente combina dimensões de cadastro e acompanhamento, mas suas regras específicas de pontuação e ponderação devem ser tratadas nas fichas de indicadores.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Registrar nas fichas dos indicadores as dimensões, pesos, critérios de vulnerabilidade, períodos de acompanhamento e demais regras vigentes. Esses parâmetros podem ser alterados por atualização normativa.

Componente de qualidade

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Componente do cofinanciamento federal da Atenção Primária à Saúde cujo valor é influenciado pelo desempenho das equipes em indicadores de qualidade definidos pelo Ministério da Saúde. Busca induzir a melhoria dos processos de trabalho e dos resultados assistenciais por meio da avaliação periódica das equipes.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "As equipes foram classificadas no componente de qualidade conforme o desempenho no quadrimestre."

Exclusões: Não corresponde ao conjunto completo do cofinanciamento federal da APS nem ao componente de vínculo e acompanhamento territorial.

Termos Correlatos: Saúde Brasil 360; cofinanciamento federal da APS; indicadores de qualidade; eSF; eSB; eMulti; eCnR.

Observações Conceituais: O componente de qualidade envolve desempenho das equipes em indicadores pactuados e classificação conforme regras federais vigentes.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Manter nas fichas dos indicadores, e não na definição geral, a relação de modalidades de equipe avaliadas, indicadores, pesos, classificações, períodos de apuração e valores de repasse vigentes.

Cadastro Individual (MICI) na atenção básica

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Registro nominal do cidadão no Modelo de Informação de Cadastro Individual (MICI) do e-SUS APS/SIAPS. Contém identificadores pessoais e sociodemográficos mínimos necessários para vinculação à equipe de Atenção Primária à Saúde e para composição dos indicadores de vínculo e acompanhamento territorial no âmbito do cofinanciamento federal da APS. Deve ser realizado por profissional de saúde ou Agente Comunitário de Saúde (ACS) vinculado à APS e habilitado no e-SUS APS

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O Cadastro Individual é necessário para identificação nominal da pessoa na APS."

Exclusões: Não equivale, sozinho, ao cadastro domiciliar, ao cadastro completo ou ao cadastro atualizado.

Termos Correlatos: MICI; Cadastro Individual; MICDT; cadastro completo; cadastro atualizado; SIAPS; e-SUS APS.

Observações Conceituais: O MICI é registro nominal do cidadão e deve ser diferenciado do cadastro domiciliar e territorial.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A ficha deve explicitar se considera cadastro registrado, válido, completo ou atualizado.

Cadastro Domiciliar e Territorial (MICDT) na atenção básica

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Registro estruturado do domicílio, de seus moradores e de sua localização territorial no Modelo de Informação de Cadastro Domiciliar e Territorial (MICDT) do e-SUS APS/SIAPS. Permite associar indivíduos a um território de responsabilidade sanitária de uma equipe da atenção básica. Deve ser realizado prioritariamente por Agente Comunitário de Saúde (ACS) ou por outro profissional de APS, podendo ser feito tanto no tablet disponibilizado aos ACS como em computadores.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O Cadastro Domiciliar e Territorial permite vincular moradores ao domicílio e ao território."

Exclusões: Não substitui o Cadastro Individual da pessoa.

Termos Correlatos: MICDT; MICI; domicílio; território; ACS; cadastro completo; e-SUS APS.

Observações Conceituais: O MICDT organiza a dimensão territorial e domiciliar do cadastro, complementando o Cadastro Individual.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A ficha deve definir se o indicador exige MICDT válido, atualizado ou apenas existente.

Pessoa cadastrada (registro válido) na atenção básica

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Indivíduo que possui Cadastro Individual (MICI) registrado e validado no SIAPS conforme critérios vigentes de integridade, consistência e completude definidos pelo Ministério da Saúde. É elegível para contabilização no componente de vínculo do cofinanciamento federal da APS. Esse status não depende de um profissional específico, mas do processamento e validação automática pelo SIAPS/SISAB a partir dos registros feitos pelas equipes.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O indicador considera apenas pessoas cadastradas com registro válido."

Exclusões: Não inclui cadastros simplificados, incompletos ou rejeitados pelos critérios oficiais.

Termos Correlatos: Cadastro Individual; MICI; cadastro válido; cadastro completo; cadastro atualizado; SIAPS.

Observações Conceituais: A validade do cadastro depende dos critérios definidos pelo processamento oficial do Ministério da Saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Evitar criar regra local divergente da validação oficial quando o indicador estiver vinculado ao cofinanciamento federal.

Cadastro completo na atenção básica

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Situação cadastral em que o indivíduo possui simultaneamente Cadastro Individual (MICI) e Cadastro Domiciliar e Territorial (MICDT), ambos considerados válidos no SIAPS. Caracteriza vinculação nominal ao cidadão e vinculação territorial ao domicílio e à área adscrita da equipe de saúde. Na prática, resulta do trabalho combinado entre profissionais de APS, responsáveis pelo MICI, e os ACS, responsáveis pelo MICDT.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A equipe ampliou a proporção de usuários com cadastro completo."

Exclusões: Não equivale apenas ao Cadastro Individual nem apenas ao Cadastro Domiciliar e Territorial.

Termos Correlatos: MICI; MICDT; cadastro válido; cadastro atualizado; usuário com informações cadastrais qualificadas.

Observações Conceituais: O cadastro completo depende da combinação entre informações individuais e domiciliares/territoriais.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A ficha deve indicar se a completude será avaliada segundo regra local ou critério oficial do SIAPS.

Cadastro atualizado na atenção básica

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Cadastro (MICI e/ou MICDT) que tenha sido inserido ou alterado em um intervalo temporal normatizado pelo Ministério da Saúde (por ex: últimos 24 meses), para fins de cofinanciamento. A atualização é avaliada de forma independente para cada tipo de cadastro. Pode ser realizada por qualquer profissional de APS com acesso ao e-SUS APS, conforme seu perfil de acesso.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O cadastro atualizado considera registros inseridos ou revisados no período definido."

Exclusões: Não equivale necessariamente a cadastro completo ou cadastro válido.

Termos Correlatos: Cadastro Individual; Cadastro Domiciliar e Territorial; cadastro completo; cadastro válido; SIAPS.

Observações Conceituais: A atualização cadastral deve ser interpretada conforme janela temporal definida pelo Ministério da Saúde ou pela regra pactuada localmente.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A ficha deve explicitar a janela temporal adotada, como 24 meses ou outro período normativo vigente.

Usuário com informações cadastrais qualificadas

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Usuário que apresenta informações estruturadas e válidas tanto no Cadastro Individual (MICI) quanto no Cadastro Domiciliar e Territorial (MICDT) no SIAPS. Atende ao padrão de qualidade exigido pelo Ministério da Saúde para fins de monitoramento e cofinanciamento da APS. Depende do trabalho articulado da equipe de saúde, especialmente ACS, enfermeiros e eventuais profissionais responsáveis pelo cadastramento e territorialização.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O monitoramento avaliou a quantidade de usuários com informações cadastrais qualificadas."

Exclusões: Não inclui usuários com cadastro simplificado, incompleto ou sem validação suficiente.

Termos Correlatos: Cadastro completo; cadastro válido; cadastro atualizado; MICI; MICDT; SIAPS.

Observações Conceituais: O conceito expressa qualidade cadastral e não apenas existência de registro no sistema.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Definir na ficha quais critérios caracterizam "qualificação" cadastral e se eles seguem regra oficial ou pactuação local.

Cadastro simplificado

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Registro simplificado de identificação do cidadão realizado em fluxo de "cadastro rápido/simplificado", geralmente no módulo de cadastro do cidadão do e-SUS APS (PEC). Utiliza um conjunto reduzido de campos e não atende integralmente aos requisitos de validação do Cadastro Individual (MICI) no SIAPS. Serve para identificação preliminar e apoio ao atendimento/registro, mas não equivale à "pessoa cadastrada (cadastro válido)" para fins do componente de vínculo. Pode ser realizado por recepcionistas, técnicos administrativos, digitadores ou profissionais de acolhimento com acesso ao módulo de cadastro rápido. Não exige formação em saúde e não é atividade exclusiva de ACS ou profissionais clínicos.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O usuário possuía cadastro simplificado no PEC, mas ainda não tinha Cadastro Individual válido."

Exclusões: Não equivale a Cadastro Individual válido, cadastro completo ou cadastro atualizado.

Termos Correlatos: Cadastro rápido; Cadastro Individual; MICI; cadastro válido; PEC e-SUS APS.

Observações Conceituais: O cadastro simplificado apoia o atendimento e a identificação inicial, mas não atende integralmente aos critérios de cadastro válido para fins de cofinanciamento.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Evitar contabilizar cadastro simplificado como cadastro válido em indicadores de vínculo ou cofinanciamento.

Atende Gestante

Saúde Digital, Média e Alta Complexidade, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Canal de atendimento digital da Secretaria de Saúde do Recife, realizado via WhatsApp, voltado a gestantes e puérperas residentes no município. O serviço oferece orientação, monitoramento, educação em saúde e atendimento remoto, organizando a demanda em etapas de atendimento automatizado, recepção digital e consultório digital, conforme necessidade da usuária.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O Atende Gestante acompanhou gestantes e puérperas por WhatsApp no período analisado"

Exclusões: Não inclui atendimentos presenciais realizados diretamente nas unidades, salvo quando houver encaminhamento registrado pelo serviço.

Termos Correlatos: SUSi do Atende Gestante; Recepção Digital do Atende Gestante; Consultório Digital do Atende Gestante; Saúde Digital; teleorientação; telemonitoramento.

Observações Conceituais: O Atende Gestante é um serviço digital de cuidado e orientação, não uma unidade física de saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com GGSD e área técnica materno-infantil se o público-alvo e os níveis de atendimento permanecem vigentes.

Atendimentos do Atende Gestante

Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de interações assistenciais realizadas no âmbito do Atende Gestante, correspondentes aos atendimentos efetuados em quaisquer dos seus três níveis de atenção: SUSi (chatbot), Recepção Digital e Consultório Digital. Cada atendimento é contabilizado de acordo com a etapa em que foi finalizado.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O total de atendimentos do Atende Gestante foi desagregado por etapa de finalização."

Exclusões: Não corresponde necessariamente ao número de usuárias únicas atendidas, pois uma mesma usuária pode gerar mais de um atendimento.

Termos Correlatos: Atende Gestante; SUSi; Recepção Digital; Consultório Digital; Saúde Digital.

Observações Conceituais: A contagem de atendimentos deve considerar a etapa em que o atendimento foi finalizado, evitando dupla contagem entre SUSi, Recepção Digital e Consultório Digital.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A ficha de indicador deve definir se a unidade de contagem é atendimento, conversa, usuária, episódio ou demanda.

SUSi do Atende Gestante

Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Primeira etapa do Atende Gestante, composta por atendimento automatizado via chatbot (SUSi), voltada à escuta inicial, orientação básica e triagem das demandas das usuárias. Quando a demanda não é resolvida no fluxo automatizado, a usuária pode ser encaminhada para atendimento humano na Recepção Digital.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "Parte dos atendimentos foi finalizada ainda na SUSi, sem necessidade de transbordo para a equipe humana."

Exclusões: Não inclui atendimentos realizados pela Recepção Digital ou pelo Consultório Digital.

Termos Correlatos: Atende Gestante; chatbot; Recepção Digital; Consultório Digital.

Observações Conceituais: A SUSi representa atendimento automatizado, sem interação humana direta quando a demanda é resolvida nessa etapa.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Padronizar a grafia “SUSi” e validar se essa é a nomenclatura oficial do chatbot.

Recepção digital do Atende Gestante

Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Etapa de atendimento humano do Atende Gestante voltada ao acolhimento, orientação, esclarecimento de dúvidas e organização das demandas recebidas após o atendimento automatizado. Quando necessário, a Recepção Digital encaminha a usuária para atendimento clínico remoto no Consultório Digital ou para outro fluxo assistencial.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A demanda foi resolvida na Recepção Digital, sem necessidade de consulta remota."

Exclusões: Não inclui atendimentos finalizados apenas pelo chatbot nem atendimentos clínicos do Consultório Digital.

Termos Correlatos: Atende Gestante; SUSi do Atende Gestante; Consultório Digital do Atende Gestante.

Observações Conceituais: A Recepção Digital não deve ser confundida com atendimento clínico remoto, embora possa orientar e direcionar a usuária para esse atendimento

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com GGSD a composição da equipe e os critérios de finalização do atendimento nessa etapa.

Consultório Digital do Atende Gestante

Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Etapa de atendimento clínico remoto do Atende Gestante, realizada por profissionais de saúde habilitados, como enfermeiras, médicas obstetras e outros profissionais definidos pelo serviço. Nessa etapa podem ocorrer teleconsulta, teleorientação e telemonitoramento, com possibilidade de encaminhamento para atendimento presencial quando necessário.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A usuária foi encaminhada ao Consultório Digital para avaliação clínica remota."

Exclusões: Não inclui atendimentos automatizados da SUSi nem orientações não clínicas da Recepção Digital.

Termos Correlatos: Atende Gestante; Teleconsulta; Telemonitoramento; Recepção Digital; SUSi.

Observações Conceituais: A composição profissional do Consultório Digital pode variar conforme ampliação ou reorganização do serviço.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com GGSD e área técnica se nutrição, odontologia ou outras categorias devem constar nominalmente. Necessário especificar a categoria profissional dos profissionais que atendem no Consultório Digital do Atende Gestante.

Chamados no Fale Com Sua Equipe

Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Solicitações iniciadas por usuários no serviço Fale Com Sua Equipe, por meio das quais o cidadão entra em contato com sua equipe de saúde para registrar dúvidas, demandas ou pedidos de orientação. Cada chamado corresponde a uma demanda aberta no canal digital, independentemente de já ter sido respondida pela equipe.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O total de chamados no Fale Com Sua Equipe aumentou no último mês."

Exclusões: Não inclui acessos ao aplicativo que não geraram solicitação.

Termos Correlatos: Atendimentos no Fale Com Sua Equipe; chamados em aberto; Saúde Digital; Equipe de saúde.

Observações Conceituais: Chamado não é sinônimo de atendimento concluído. Um chamado pode estar aberto, respondido, encerrado ou pendente, conforme o fluxo da ferramenta.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Evitar definir chamado apenas como “acesso”, pois acesso pode significar clique ou visita sem abertura de demanda.

Atendimentos no Fale Com Sua Equipe

Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Chamados do Fale Com Sua Equipe que receberam resposta ou condução por profissional da equipe de saúde, caracterizando interação assistencial ou orientadora entre a equipe e o cidadão no canal digital.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A taxa de atendimento no Fale Com Sua Equipe considera os chamados respondidos pelas equipes."

Exclusões: Não inclui chamados ainda não respondidos nem acessos sem abertura de chamado.

Termos Correlatos: Chamados no Fale Com Sua Equipe; chamados em aberto; Tempo de resposta; Saúde Digital.

Observações Conceituais: O atendimento pressupõe algum tipo de resposta ou ação da equipe. Deve ser diferenciado de chamado aberto, chamado pendente e simples acesso à ferramenta.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A ficha de indicador deve definir se múltiplas respostas no mesmo chamado contam como um único atendimento ou como interações múltiplas.

HÓRUS

Assistência Farmacêutica, Saúde Digital, Almoxarifado Central
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica desenvolvido pelo Ministério da Saúde para apoiar o controle e o acompanhamento de processos relacionados à gestão de medicamentos e insumos, incluindo movimentações como entrada, distribuição e dispensação. No Recife, o sistema é utilizado em processos da Assistência Farmacêutica e possui relação histórica particular com o município, que participou de sua concepção inicial juntamente com o Ministério da Saúde, a Emprel e outras instituições.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: O monitoramento do estoque e da movimentação de medicamentos utilizou registros do HÓRUS.

Exclusões: Não representa, por si só, consumo efetivo pelo paciente, adesão ao tratamento ou necessidade clínica da população.

Termos Correlatos: Assistência Farmacêutica; Farmácia da Família; Dispensário; Farmácia Distrital; Conecta Medicamentos; Cobertura de estoque.

Observações Conceituais: O HÓRUS possui diferentes módulos e funcionalidades. Por isso, análises de estoque, distribuição ou dispensação devem informar qual tipo de registro ou processo está sendo considerado.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Manter atualizada a relação de módulos e funcionalidades efetivamente utilizados pela SESAU. Mudanças tecnológicas nacionais ou locais devem ser registradas sem alterar a definição geral enquanto o sistema permanecer em uso.

Conecta Medicamentos

Assistência Farmacêutica, Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Solução digital relacionada à Assistência Farmacêutica do Recife, voltada a apoiar a consulta, solicitação, acompanhamento ou organização de informações sobre medicamentos, conforme as diretrizes operacionais e regras do sistema. Deve ser entendida como ferramenta de apoio ao acesso à informação e/ou ao fluxo de medicamentos, e não como substituta dos registros oficiais de estoque, distribuição e dispensação quando estes permanecerem sob responsabilidade do HÓRUS ou de outro sistema institucional.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "É possível agendar a retirada de losartana na unidade mais próxima do meu trabalho pelo Conecta Medicamentos."

Exclusões: Não deve ser usado como sinônimo de HÓRUS, Farmácia da Família, dispensário ou estoque físico da unidade.

Termos Correlatos: HÓRUS; Assistência Farmacêutica; Farmácia da Família; dispensação; medicamentos.

Observações Conceituais: O Conecta Medicamentos é uma solução digital voltada ao cidadão e integrada aos serviços digitais do Recife. Permite consultar a disponibilidade de medicamentos na rede municipal e, quando aplicável, organizar sua retirada por meio de funcionalidades como reserva e agendamento. Deve ser distinguido dos sistemas utilizados internamente para registrar e controlar estoque, distribuição e dispensação. Assim, uma informação apresentada ao cidadão pelo Conecta Medicamentos pode ser alimentada por processos e sistemas institucionais de retaguarda, sem que a ferramenta se torne a fonte primária desses registros.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A definição precisa ser validada com base no documento “Conecta Medicamentos - Diretrizes Operacionais e Regras do Sistema”, pois o escopo exato da ferramenta depende das funcionalidades oficialmente implantadas. Conecta Medicamentos - Diretrizes Operacionais e Regras do Sistema

Fale Com Sua Equipe

Saúde Digital, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Serviço de acolhimento e recepção digital da Saúde Digital do Recife que permite ao cidadão entrar em contato com sua equipe de saúde de referência para registrar dúvidas, demandas e pedidos de orientação.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O cidadão abriu uma demanda no Fale Com Sua Equipe para tirar dúvida com sua equipe de referência."

Exclusões: Não deve ser usado como sinônimo de HopChat, ConectaZap, chamado aberto ou atendimento concluído.

Termos Correlatos: Conecta Recife; ConectaZap; HopChat; Chamados no Fale Com Sua Equipe; Atendimentos no Fale Com Sua Equipe

Observações Conceituais: O Fale Com Sua Equipe é o serviço voltado ao cidadão. A operação do atendimento pelos profissionais ocorre na plataforma HopChat. Deve ser diferenciado dos conceitos de chamados e atendimentos no Fale Com Sua Equipe.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: O acesso ocorre pelo Conecta Recife, com direcionamento ao WhatsApp da Prefeitura, ou diretamente pelo menu Saúde do canal oficial de WhatsApp. A identificação do usuário permite vincular a demanda à sua equipe de saúde de referência.

Teleconsulta

Saúde Digital, Atenção Básica, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Atendimento clínico remoto realizado diretamente entre profissional de saúde e usuário, por meio de tecnologia de comunicação a distância. No Recife, deve ser entendida como modalidade de cuidado mediado por tecnologia, atualmente associada principalmente aos serviços de Saúde Digital, como o Atende Gestante, conforme validação da área responsável.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: "A gestante foi atendida por teleconsulta no Consultório Digital do Atende Gestante."

Exclusões: Não inclui troca de mensagens administrativas, acolhimento digital sem avaliação clínica ou discussão de caso entre profissionais.

Termos Correlatos: Telessaúde; telemonitoramento; teleinterconsulta; Atende Gestante; Consultório Digital; Saúde Digital.

Observações Conceituais: A teleconsulta envolve interação clínica direta com o usuário. Deve ser diferenciada de teleorientação, telemonitoramento e teleinterconsulta.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com GGSD se a teleconsulta permanece restrita ao Atende Gestante ou se já é utilizada em outros serviços da rede.

Telemonitoramento

Saúde Digital, Atenção Básica, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Acompanhamento remoto de usuários ou grupos de usuários por profissionais ou serviços de saúde, com o objetivo de observar evolução, orientar cuidados, identificar riscos e apoiar a continuidade do cuidado. Pode envolver contatos ativos, registros sistemáticos e uso de ferramentas digitais, conforme fluxo definido pelo serviço.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: "O serviço realizou telemonitoramento de usuárias acompanhadas pelo Atende Gestante."

Exclusões: Não deve ser usado como sinônimo de teleconsulta, mensagem automática isolada ou simples envio de informação.

Termos Correlatos: Telessaúde; teleconsulta; Teleorientação; Saúde Digital; Atende Gestante; Acompanhamento remoto.

Observações Conceituais: O telemonitoramento pressupõe acompanhamento remoto intencional de uma condição, situação de saúde ou grupo de usuários, sob orientação ou supervisão de profissional ou serviço de saúde. Pode ocorrer por contatos síncronos ou assíncronos e não exige necessariamente uma consulta clínica completa a cada interação. Mensagens automáticas, lembretes ou comunicações isoladas não caracterizam, por si só, telemonitoramento, a menos que integrem um processo estruturado de acompanhamento e vigilância da situação de saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: O conceito deve ser validado quanto à inclusão ou não de mensagens automatizadas. Em sentido mais estrito, telemonitoramento pressupõe acompanhamento sistemático de uma condição, demanda ou grupo prioritário.

Teleinterconsulta

Saúde Digital, Atenção Básica, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Modalidade de telessaúde em que um profissional da Atenção Primária à Saúde discute dúvidas de manejo ou casos clínicos com profissional especialista, por meio de tecnologia de comunicação a distância. No Recife, a teleinterconsulta é ofertada pelo Núcleo Municipal de Telessaúde e pode ocorrer por demanda espontânea ou por captação a partir de fluxos como SISREG e Atende Gestante.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O médico da APS solicitou teleinterconsulta para discutir um caso com especialista."

Exclusões: Não inclui consulta direta do usuário com especialista nem atendimento remoto entre profissional e cidadão.

Termos Correlatos: Telessaúde; TINC; teleconsulta; telemonitoramento; SISREG; Atende Gestante; Núcleo Municipal de Telessaúde.

Observações Conceituais: A teleinterconsulta ocorre entre profissionais, não diretamente entre profissional e usuário. Deve ser diferenciada de teleconsulta e telemonitoramento.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A Nota Técnica disponível no Conecta Saúde sobre teleinterconsulta descreve modalidades de teleinterconsulta por demanda espontânea e por captação. Validar com GGSD e Telessaúde quais modalidades seguem vigentes.

HopChat

Saúde Digital, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Plataforma operacional utilizada pelos profissionais da rede municipal para atendimento humano por chat no âmbito de serviços digitais, como o Fale Com Sua Equipe. Permite que profissionais visualizem demandas em fila, assumam atendimentos e respondam usuários encaminhados pelo canal digital.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O profissional acessou o HopChat para responder demandas do Fale Com Sua Equipe."

Exclusões: Não deve ser usado como sinônimo de Fale Com Sua Equipe, ConectaZap ou WhatsApp da Prefeitura.

Termos Correlatos: Fale Com Sua Equipe; ConectaZap

Observações Conceituais: HopChat é a plataforma de atendimento usada pelos profissionais, não o serviço acessado pelo cidadão. No caso do Fale Com Sua Equipe, o cidadão acessa o serviço pelo Conecta Recife ou WhatsApp, enquanto o profissional atende pela plataforma.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com GGSD/EMPREL se o HopChat permanece como plataforma oficial (e única) de operação do atendimento humano.

ConectaZap

Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Canal oficial de atendimento da Prefeitura do Recife no WhatsApp, por meio do qual cidadãos acessam serviços públicos municipais de forma automatizada ou orientada por menus. Na área da saúde, pode direcionar o usuário para serviços como Fale Com Sua Equipe, agendamentos, resultados de exames e orientações.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O usuário acessou o menu Saúde pelo ConectaZap e foi direcionado ao Fale Com Sua Equipe."

Exclusões: Não corresponde, por si só, a um serviço de saúde, prontuário eletrônico ou plataforma de atendimento profissional.

Termos Correlatos: Conecta Recife; Fale Com Sua Equipe; HopChat

Observações Conceituais: ConectaZap é o canal de WhatsApp da Prefeitura. Não deve ser confundido com os serviços específicos acessados por meio dele, nem com as plataformas internas usadas pelos profissionais.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar periodicamente número, nomenclatura oficial e serviços disponíveis no canal.

ADI

Gestão do Trabalho
Vigente/atual
Proposto

Definição: Adicional de Incentivo destinado a servidores ocupantes dos cargos de Agente Comunitário de Saúde (ACS) e Agente de Saúde Ambiental e Combate às Endemias (ASACE), conforme regras municipais. O pagamento está associado ao atendimento de requisitos funcionais e ao alcance de metas definidas em portaria específica da Secretaria de Saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O resultado das metas do ADI foi usado para subsidiar o pagamento do adicional aos ACS."

Exclusões: Não deve ser usado como sinônimo de salário-base, produtividade geral ou gratificação de qualquer categoria profissional.

Termos Correlatos: ACS; ASACE; Atenção Básica; Vigilância em Saúde.

Observações Conceituais: O ADI é uma gratificação/adicional vinculado ao cumprimento de metas e critérios funcionais. As regras específicas variam conforme categoria, lotação, ciclo de avaliação e normativo vigente.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar o nome completo da sigla ADI na base normativa municipal. A Portaria nº 027/2025-GAB/SS institui e atualiza metas e procedimento para pagamento do ADI-ACS/ASACE, com regras específicas para ACS, ASACE e supervisores.

Horas de Saúde Digital

Gestão do Trabalho, Atenção Básica, Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Carga horária semanal destinada pelos profissionais das equipes de saúde da família e saúde bucal ao desenvolvimento de atividades de Saúde Digital. No Recife, a Nota Técnica Conjunta SECOGE/SEAB nº 02/2023 define 2 horas semanais para atividades de Saúde Digital no âmbito da Estratégia Saúde da Família.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "Os profissionais dedicam parte das Horas de Saúde Digital com orientações aos usuários via Fale Com Sua Equipe."

Exclusões: Não corresponde a horas extras, banco de horas ou atividade fora da carga horária regular do profissional.

Termos Correlatos: Saúde Digital; Fale Com Sua Equipe; Carteira de Serviços; Carga horária semanal; eSF; eSB.

Observações Conceituais: As Horas de Saúde Digital compõem a carga horária semanal dos profissionais e devem ser destinadas a atividades digitais previstas na carteira de serviços, como Fale Com Sua Equipe e Teleinterconsulta, conforme regra vigente.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A Nota Técnica informa que as 2h semanais são obrigatórias para profissionais das equipes de saúde da família e saúde bucal e fazem parte da carga horária semanal. Validar se a regra segue vigente e se houve atualização posterior

Carteira de Serviços

Gestão do Trabalho, Atenção Básica, Média e Alta Complexidade, Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Documento ou instrumento institucional que organiza e descreve os serviços ofertados pela rede municipal de saúde, indicando escopo, público-alvo, formas de acesso, responsabilidades e parâmetros de funcionamento. No Recife, há Carteira de Serviços da Atenção Básica e Carteira de Serviços da Média e Alta Complexidade.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: A Carteira de Serviços da Atenção Básica define as ofertas esperadas nas unidades da rede.

Exclusões: Não deve ser confundida com lista de indicadores, escala de profissionais ou agenda diária de atendimentos.

Termos Correlatos: Atenção Básica; Média e Alta Complexidade; Saúde Digital; Carteira de Serviços de Saúde Digital

Observações Conceituais: O termo correto é Carteira de Serviços, não Carta de Serviços. Deve ser tratado como referência institucional da oferta de serviços.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar qual carteira está sendo referenciada em cada produto informacional: Atenção Básica, Média e Alta Complexidade ou Saúde Digital.

Portaria de Gratificação

Gestão do Trabalho, Atenção Básica, Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Ato normativo municipal que estabelece critérios, metas, procedimentos e condições para pagamento de gratificação ou adicional a funções de gestão da Secretaria de Saúde. Pode servir como referência para monitoramento de metas, apuração de resultados e análise de elegibilidade para pagamento.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A meta de visitas domiciliares foi definida conforme Portaria de Gratificação vigente."

Exclusões: Não corresponde ao pagamento em si, ao resultado do indicador ou à folha de pagamento.

Termos Correlatos: Metas; Gratificação

Observações Conceituais: A Portaria de Gratificação deve ser tratada como documento normativo, não como indicador.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Os indicadores e metas derivados dela devem ser documentados em fichas próprias. Sempre registrar número, data e vigência da portaria utilizada como referência para evitar uso de regra desatualizada.

Gerente-Geral Distrital

Distritos Sanitários, Gestão da Rede, Vigilância em Saúde, Média e Alta Complexidade, Assistência Farmacêutica, Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Função de gestão responsável pela coordenação administrativa e territorial de um Distrito Sanitário, articulando unidades, equipes, setores distritais e áreas técnicas da Secretaria de Saúde no território sob sua responsabilidade.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O Gerente de Distrito Sanitário acompanhou os resultados das unidades do território."

Exclusões: Não deve ser confundido com gerente de unidade, coordenador de equipe ou direção de serviço assistencial específico.

Termos Correlatos: Gerente de Distrito Sanitário; Distrito Sanitário; Gerência Adjunta; Gestão territorial

Observações Conceituais: O Gerente de Distrito Sanitário atua como referência de gestão territorial, não como unidade assistencial ou equipe de saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Definir se a nomenclatura preferida é "Gerente-Geral Distrital" ou "Gerente-Geral de Distrito Sanitário". O outro termo pode permanecer como título correlato.

Gerente Adjunto Distrital

Distritos Sanitários
Vigente/atual
Proposto

Definição: Função de gestão que apoia o Gerente Geral Distrital na coordenação das atividades sanitárias, administrativas e intersetoriais do Distrito Sanitário.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O Gerente Adjunto articulou a resolução das demandas identificadas pelos setores distritais."

Exclusões: Não substitui automaticamente o Gerente Geral Distrital em todas as atribuições.

Termos Correlatos: Gerente Geral Distrital; Distrito Sanitário; Gestão territorial

Observações Conceituais: Atua junto à Gerência Geral Distrital e pode coordenar setores, processos e analistas sob sua responsabilidade.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar a distribuição formal de responsabilidades entre Gerência Geral e Gerência Adjunta.

Analista de Gestão Distrital

Distritos Sanitários, Atenção Básica, Regulação, Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Profissional que monitora condições de funcionamento das unidades de saúde, processos de trabalho, recursos, sistemas, abastecimento, satisfação dos usuários e demandas regulatórias de um determinado distrito sanitário.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O Analista de Gestão realizou visita à unidade para identificar necessidades de estrutura e abastecimento."

Exclusões: Não deve ser confundido com auditor, gestor de unidade ou profissional assistencial da equipe.

Termos Correlatos: Gestão territorial; Distrito Sanitário

Observações Conceituais: Atua como apoio à gestão distrital, identificando problemas, acompanhando providências e subsidiando a tomada de decisão.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Definir instrumentos, sistemas e rotinas de monitoramento utilizados pelos analistas.

Assistente da Ouvidoria Distrital

Ouvidoria, Distritos Sanitários, Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Profissional responsável por receber, encaminhar, acompanhar e qualificar as demandas de Ouvidoria relacionadas ao território do Distrito Sanitário.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O Assistente da Ouvidoria Distrital acompanhou o prazo de resposta da manifestação."

Exclusões: Não é responsável pela execução da solução assistencial demandada pelo usuário.

Termos Correlatos: Responsividade; Ouvidoria; Manifestação

Observações Conceituais: Acompanha prazos, solicita respostas às áreas técnicas e apoia o encerramento das manifestações.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com GGD a respeito.

Coordenação Distrital do Controle Social

Distritos Sanitários, Controle Social
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estrutura distrital responsável por apoiar o funcionamento do Conselho Distrital de Saúde, a participação social e a organização de conferências e atividades de controle social no território.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A Coordenação do Controle Social organizou a reunião do Conselho Distrital de Saúde."

Exclusões: Não substitui o Conselho Distrital de Saúde nem delibera em seu lugar.

Termos Correlatos: Conselho Distrital de Saúde; Controle social; Participação social; Conferência de saúde.

Observações Conceituais: Apoia conselheiros, reuniões, documentos, visitas e demandas relacionadas ao Conselho Distrital de Saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar a nomenclatura e a relação formal com o Conselho Municipal de Saúde.

Coordenação Distrital de Saúde Digital

Distritos Sanitários, Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estrutura distrital responsável por apoiar a implantação, o uso e o funcionamento das ferramentas e sistemas de Saúde Digital nas unidades e no Distrito Sanitário.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A Coordenação de Saúde Digital apoiou a implantação de uma ferramenta nas unidades do distrito."

Exclusões: Não substitui a equipe central responsável pelo desenvolvimento ou manutenção dos sistemas.

Termos Correlatos: Saúde Digital; Gestão territorial; Distrito Sanitário

Observações Conceituais: Inclui apoio a capacitações, suporte aos profissionais e acompanhamento do parque tecnológico do território.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com GGSD e GGD os limites entre suporte distrital, suporte central e manutenção tecnológica.

Coordenação Distrital de Farmácia

Distritos Sanitários, Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estrutura distrital responsável por apoiar a organização e o acompanhamento das ações de Assistência Farmacêutica no território do Distrito Sanitário.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A Coordenação de Farmácia acompanhou uma demanda relacionada ao abastecimento de medicamentos."

Exclusões: Não deve ser confundida com Farmácia da Família, Farmácia Distrital ou Central de Assistência Farmacêutica.

Termos Correlatos: Assistência Farmacêutica; Farmácia Distrital; CAF; Medicamentos; HÓRUS.

Observações Conceituais: Trata-se de estrutura de gestão e apoio técnico no âmbito distrital. Sua atuação deve ser diferenciada tanto das estruturas centrais da Assistência Farmacêutica quanto dos serviços que realizam diretamente armazenamento ou dispensação de medicamentos. Pode apoiar o acompanhamento do abastecimento, dos fluxos, dos serviços farmacêuticos e das demandas das unidades do território, conforme a divisão institucional de responsabilidades vigente.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar atribuições com SEAF/GGAF e sua relação com a estrutura distrital existente.

Supervisão Distrital de Atenção Básica, Vigilância em Saúde, Média e Alta Complexidade e Assistência Farmacêutica

Atenção Básica, Vigilância em Saúde, Média e Alta Complexidade, Assistência Farmacêutica, Distritos Sanitários
Vigente/atual
Proposto

Definição: Função de supervisão responsável por articular, acompanhar e avaliar processos, projetos, ações e indicadores das áreas técnicas sob sua responsabilidade no território do Distrito Sanitário.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A Supervisão acompanhou os indicadores estratégicos das áreas sob sua responsabilidade."

Exclusões: Não substitui as divisões e coordenações técnicas específicas de cada área.

Termos Correlatos: DDAB; DDVS; DDMAC; Assistência Farmacêutica; Distrito Sanitário; Gestão distrital.

Observações Conceituais: Função de supervisão e articulação gerencial sobre diferentes áreas técnicas no território, não à fusão conceitual ou administrativa dessas áreas. Atenção Básica, Vigilância em Saúde, Média e Alta Complexidade e Assistência Farmacêutica mantêm atribuições e referências técnicas próprias. A supervisão distrital atua transversalmente no acompanhamento dos processos, resultados e necessidades dessas áreas conforme a organização definida para o Distrito Sanitário.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar se será uma única supervisão ou funções separadas por área técnica. A nomenclatura apresentada na minuta de portaria das atribuições distritais é extensa e deve ser padronizada antes da validação final.

Coordenação Distrital de Políticas e Programas de Saúde

Distritos Sanitários, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estrutura da Divisão Distrital de Atenção Básica voltada ao apoio, acompanhamento e operacionalização de políticas, programas e projetos de saúde no território.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: A Coordenação Distrital de Políticas e Programas de Saúde acompanhou com as unidades a implantação de uma estratégia prioritária da Atenção Básica e identificou dificuldades para sua execução no território.

Exclusões: Não deve ser confundida com a Gestão de Rede da Atenção Básica.

Termos Correlatos: DDAB; Gestão de rede; Gestão distrital; Distrito Sanitário

Observações Conceituais: A Coordenação atua na dimensão distrital da implementação e do acompanhamento de políticas, programas e projetos de saúde, apoiando sua tradução para a realidade dos territórios. Não assume, necessariamente, a responsabilidade técnica central pela formulação de cada política, que permanece com as respectivas áreas técnicas da SESAU.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar atribuições, equipe vinculada e exemplos de uso.

Coordenação Distrital de Gestão de Rede da Atenção Básica

Distritos Sanitários, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estrutura distrital responsável por apoiar a organização, o funcionamento, o monitoramento e a integração da Rede de Atenção Básica no território.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A Coordenação de Gestão de Rede acompanhou a implantação de um novo fluxo assistencial nas unidades."

Exclusões: Não substitui a gestão direta das unidades de saúde.

Termos Correlatos: DDAB; Apoio de Território; Unidade de saúde; Rede de Atenção Básica; Gestão distrital; Distrito Sanitário

Observações Conceituais: Atua em articulação com Apoios de Território, unidades, políticas públicas e demais setores distritais.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar a nomenclatura “Apoio de Território” caso ela também entre no Glossário.

Apoio de Território

Distritos Sanitários, Atenção Básica, Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Função de apoio técnico à organização e qualificação da Atenção Básica nos territórios do Recife, exercida em articulação com as equipes e unidades de saúde, a gestão distrital e a Secretaria Executiva de Atenção Básica (SEAB). O Apoio de Território acompanha o funcionamento da rede local, contribui para identificar necessidades e problemas do território e apoia a implantação e o acompanhamento de processos, projetos, políticas e estratégias prioritárias da Atenção Básica. Na prática, atua como elo entre as equipes que realizam o cuidado, a gestão do Distrito Sanitário e o nível central, apoiando a melhoria dos processos de trabalho, do acesso e da resolutividade da atenção.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: A Coordenação Distrital de Gestão da Rede discutiu com os Apoios de Território a implantação de um novo processo de trabalho nas unidades.

Exclusões: Não corresponde à gerência de uma unidade de saúde, à coordenação administrativa do Distrito Sanitário ou a uma equipe assistencial responsável diretamente por uma população adscrita. Também não é sinônimo da Gerência de Apoio ao Território da SEAB.

Termos Correlatos: Coordenação Distrital de Gestão de Rede da Atenção Básica; Divisão Distrital de Atenção Básica; Distrito Sanitário; Gestão do Cuidado; Territorialização

Observações Conceituais: O Apoio de Território não deve ser confundido com a Gerência de Apoio ao Território da SEAB. A Gerência corresponde a uma estrutura organizacional do nível central, enquanto o Apoio de Território corresponde à função de apoio desenvolvida junto aos territórios e à rede distrital. Seu trabalho possui caráter técnico e articulador e pode envolver planejamento, monitoramento, discussão de processos de trabalho, implantação de estratégias, educação permanente e articulação entre equipes, coordenações distritais e áreas técnicas. A documentação recente da organização distrital relaciona os Apoios de Território à Gestão da Rede da Atenção Básica.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: O Regimento Interno da SESAU vigente em 2025 formaliza a Gerência de Apoio ao Território na estrutura da SEAB, e documentos institucionais registram a atuação de Apoios de Território na Atenção Básica e sua articulação com a gestão distrital. Antes da validação final, confirmar com SEAB e SECOGE/GGD o vínculo organizacional atualmente adotado para os Apoios de Território, a denominação oficial da função e se existe documento vigente que detalhe individualmente suas atribuições. Evitar confundir as atribuições do Apoio de Território com as atribuições da Gerência de Apoio ao Território.

Gestão do Cuidado

Gestão do Cuidado, Atenção Básica, Saúde Mental, Saúde Digital, Gestão da Rede, Regulação, Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de estratégias, processos e ações voltados à organização, coordenação e acompanhamento do cuidado em saúde, com o objetivo de garantir atenção integral, contínua, oportuna e centrada nas necessidades do usuário ao longo da Rede de Atenção à Saúde. Em outras palavras, significa organizar o percurso do usuário na rede para que ele receba o cuidado certo, no momento certo, pelo serviço mais adequado, de forma integrada e sem fragmentação da assistência.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Acompanhamento de uma gestante desde o pré-natal na Atenção Básica, passando pelo parto em maternidade de referência e pelo acompanhamento puerperal, com integração entre os serviços e continuidade do cuidado. Outro exemplo é o acompanhamento de uma pessoa com diabetes pela equipe de Saúde da Família, com encaminhamento para consulta especializada quando necessário e retorno à equipe de referência para seguimento clínico.

Exclusões: Não corresponde apenas à gestão administrativa dos serviços de saúde, à regulação assistencial ou ao gerenciamento de filas. Também não se restringe à atuação de um único profissional ou serviço.

Termos Correlatos: Coordenação do Cuidado, Longitudinalidade do Cuidado, Integralidade do Cuidado, Continuidade do Cuidado

Observações Conceituais: Envolve a articulação entre equipes, serviços e níveis de atenção, incluindo ações como coordenação do cuidado, planejamento terapêutico, definição de linhas de cuidado, acompanhamento longitudinal, referência e contrarreferência, compartilhamento de informações clínicas e monitoramento da trajetória do usuário na rede. Seu foco é garantir que o cuidado seja centrado nas necessidades da pessoa e não na organização isolada dos serviços.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito estruturante das Redes de Atenção à Saúde e das políticas de Atenção Primária do SUS. No Glossário da SESAU, recomenda-se utilizá-lo como conceito abrangente, distinguindo-o de Coordenação do Cuidado (integração entre serviços e profissionais), Longitudinalidade do Cuidado (acompanhamento contínuo pela equipe de referência), Integralidade do Cuidado (atendimento às necessidades da pessoa em sua totalidade) e Continuidade do Cuidado (manutenção do cuidado ao longo dos diferentes pontos da rede).

Matriciamento

Média e Alta Complexidade, Atenção Básica, Educação em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Processo de apoio técnico-pedagógico entre equipes e profissionais, voltado ao compartilhamento de conhecimentos, à construção conjunta de condutas e ao fortalecimento da capacidade de cuidado.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Matriciamento em saúde mental realizado pelo CAPS junto às equipes de Saúde da Família.

Exclusões: Não corresponde à consulta especializada, encaminhamento ou teleinterconsulta.

Termos Correlatos: Cuidado multiprofissional; Equipe Multiprofissional; Núcleo de Apoio à Saúde da Família; Equipe de Referência.

Observações Conceituais: Constitui estratégia organizacional para ampliar a resolutividade das equipes sem substituir a responsabilidade assistencial da equipe de referência.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Utilizar conforme a Política Nacional de Atenção Básica e diretrizes municipais.

Educação permanente

Gestão do Trabalho, Educação em Saúde, Vigilância em Saúde, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Processo contínuo de aprendizagem baseado nos problemas do trabalho, destinado ao aprimoramento das práticas profissionais e da organização dos serviços de saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Oficina para qualificação do registro clínico no PEC e-SUS APS.

Exclusões: Não corresponde à educação popular em saúde nem ao treinamento exclusivamente expositivo.

Observações Conceituais: Baseia-se na reflexão sobre o processo de trabalho e não apenas na oferta de cursos.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Adotar conceito da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde.

Educação popular em saúde

Participação Social, Educação em Saúde, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estratégia de promoção da saúde baseada no diálogo entre saberes técnicos e populares, valorizando a participação social e a construção coletiva do cuidado.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Roda de conversa com moradores sobre prevenção das arboviroses.

Exclusões: Não corresponde à educação permanente dos trabalhadores.

Observações Conceituais: Fundamenta-se na autonomia dos usuários e na participação comunitária.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 21/08/2026

Visita domiciliar

Atenção Básica, Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Atividade realizada no domicílio pelo profissional ou equipe de saúde para avaliação, acompanhamento, orientação ou desenvolvimento de ações de promoção, prevenção, assistência ou vigilância.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Visita do ACS para atualização cadastral ou acompanhamento de gestante.

Exclusões: Não corresponde, necessariamente, ao atendimento domiciliar.

Observações Conceituais: Pode possuir finalidade assistencial, preventiva, educativa ou de vigilância.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Atendimento domiciliar

Atenção Básica, Gestão do Cuidado, Rede de Atenção à Saúde, Saúde Bucal, Saúde da Criança, Saúde da Mulher, Saúde do Idoso
Vigente/atual
Proposto

Definição: Atendimento assistencial prestado no domicílio ao usuário, destinado à avaliação, tratamento, acompanhamento clínico ou reabilitação quando indicado.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Consulta médica ou atendimento de enfermagem realizado na residência do paciente.

Exclusões: Não corresponde às visitas exclusivamente administrativas ou cadastrais. Não corresponde à visita domiciliar realizada por agente comunitário de saúde

Observações Conceituais: Envolve prestação direta de cuidado em saúde no domicílio.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Pré-natal

Atenção Básica, Rede Materno-Infantil, Saúde da Mulher, Saúde da Criança
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de ações de acompanhamento da gestação destinadas à promoção da saúde materna e fetal, prevenção de riscos e identificação precoce de intercorrências.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: A equipe acompanha as gestantes do território durante o pré-natal, monitora consultas e exames e articula o encaminhamento para atenção especializada quando identifica situação de alto risco

Exclusões: Não corresponde apenas à consulta médica, à realização de exames ou ao acompanhamento realizado exclusivamente por obstetra. Também não termina conceitualmente na identificação de uma gestação de alto risco, pois o cuidado passa a ser compartilhado com a atenção especializada.

Termos Correlatos: Puerpério; Pré-natal de alto risco; Atenção Básica; Referência; Contrarreferência; Rede de Atenção à Saúde

Observações Conceituais: O pré-natal envolve acompanhamento contínuo durante a gestação e não se resume à realização de consultas ou exames isolados. Inclui identificação de riscos, ações preventivas, educação em saúde, acompanhamento clínico, realização e avaliação de exames, vacinação, planejamento para o parto e articulação com outros pontos da rede. A classificação de risco pode mudar durante a gestação. Mesmo quando a gestante necessita de acompanhamento especializado por alto risco, a Atenção Primária permanece envolvida na continuidade e coordenação do cuidado.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Pré-natal de alto risco

Atenção Básica, Rede Materno-Infantil, Saúde da Mulher, Saúde da Criança
Vigente/atual
Proposto

Definição: Acompanhamento especializado de gestantes com condições clínicas, obstétricas ou sociais que aumentem o risco de complicações maternas ou fetais. No Recife, este acompanhamento é feito, via de regra, em unidades da média e alta complexidade, que dispõem de profissionais médicos e enfermeiros obstetras.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Uma gestante com condição clínica que exige acompanhamento especializado é encaminhada ao pré-natal de alto risco e permanece também acompanhada pela equipe de Atenção Primária de referência

Exclusões: Não corresponde necessariamente a urgência obstétrica, internação hospitalar ou indicação de parto cesáreo. Também não significa transferência integral da responsabilidade pelo cuidado da Atenção Primária para a atenção especializada.

Termos Correlatos: Pré-natal; Atenção Especializada; Referência; Contrarreferência; Regulação; Centro Obstétrico; Gestão do Cuidado.

Observações Conceituais: A classificação como alto risco decorre da presença de condições maternas, fetais, obstétricas ou outras situações que demandem acompanhamento especializado e maior intensidade de cuidado. O acompanhamento especializado não rompe o vínculo da gestante com a Atenção Primária: o cuidado deve ser compartilhado entre a equipe de referência e os serviços especializados. A classificação de risco pode ser revista ao longo da gestação conforme a evolução clínica.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Puerpério

Atenção Básica, Rede Materno-Infantil, Saúde da Mulher
Vigente/atual
Proposto

Definição: Período de aproximadamente 6 semanas (42 dias) que sucede o parto, caracterizado pela recuperação materna e pelo acompanhamento das condições de saúde da puérpera e do recém-nascido.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: A equipe realizou consulta puerperal para avaliar a recuperação da mulher, amamentação, saúde emocional, planejamento reprodutivo e outras necessidades após o parto.

Exclusões: Não corresponde apenas à consulta de revisão pós-parto nem ao acompanhamento de saúde do recém-nascido. Também não deve ser entendido somente como período de recuperação física do parto.

Termos Correlatos: Pré-natal; Puericultura

Observações Conceituais: O puerpério envolve mudanças físicas, emocionais e sociais após o parto e requer acompanhamento próprio da saúde da mulher. Embora o período de aproximadamente 42 dias seja uma referência amplamente utilizada, determinadas necessidades de cuidado relacionadas ao pós-parto podem demandar acompanhamento por período maior. O cuidado puerperal deve articular-se à atenção ao recém-nascido, sem que os dois conceitos sejam equivalentes.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Puericultura

Atenção Básica, Rede Materno-Infantil, Saúde da Criança
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de ações de acompanhamento sistemático do crescimento, desenvolvimento e condições de saúde da criança.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: A equipe acompanha peso, crescimento, desenvolvimento, vacinação e alimentação da criança durante as consultas de puericultura

Exclusões: Não corresponde exclusivamente à consulta pediátrica nem se restringe à avaliação de peso e altura. Também não representa somente atendimento de crianças que apresentam doença ou queixa clínica.

Observações Conceituais: A puericultura corresponde ao acompanhamento integral e periódico da saúde da criança, com atenção ao crescimento, desenvolvimento, alimentação, vacinação, prevenção de agravos, relações familiares e identificação precoce de situações que demandem intervenção. Não é voltada apenas a crianças doentes e possui forte caráter de promoção da saúde e prevenção.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Grupo de doenças de longa duração e evolução geralmente lenta, não transmitidas entre pessoas, que demandam acompanhamento contínuo. As DCNTs mais incidentes incluem doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, neoplasias (diversos tipos de câncer) e doenças respiratórias crônicas (como asma). Essas condições possuem múltiplas causas e estão fortemente associadas a fatores de risco comportamentais modificáveis, como tabagismo, alimentação inadequada, sedentarismo, consumo nocivo de álcool.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: O monitoramento das DCNT considera a ocorrência de doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas e seus principais fatores de risco.

Exclusões: Não corresponde a todas as doenças crônicas existentes nem apenas a hipertensão e diabetes. Também não deve ser confundida com o conjunto das doenças e agravos não transmissíveis, categoria que pode abranger, além das DCNT, acidentes e violências.

Observações Conceituais: DCNT é uma categoria epidemiológica ampla que reúne principalmente doenças cardiovasculares, neoplasias, diabetes e doenças respiratórias crônicas. Essas condições possuem diferentes causas, evoluções e formas de cuidado, mas compartilham importância elevada para a morbimortalidade e relação com fatores de risco e proteção individuais, sociais e ambientais. Nem toda condição de longa duração deve ser automaticamente classificada como DCNT.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Divisão Distrital de Atenção Básica (DDAB)

Distritos Sanitários, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Setor administrativo do Distrito Sanitário responsável por apoiar, acompanhar e articular as ações da Atenção Básica no território, incluindo unidades, equipes, processos de trabalho, indicadores e demandas relacionadas à organização da APS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A DDAB acompanhou os indicadores das equipes de saúde da família do distrito."

Exclusões: Não deve ser confundida com SEAB, unidade de saúde, eSF ou gerência de unidade.

Termos Correlatos: Distrito Sanitário; Atenção Básica; SEAB; eSF; USF; gestão distrital.

Observações Conceituais: A DDAB é uma estrutura distrital de gestão e apoio técnico-administrativo, não uma unidade de saúde ou equipe assistencial.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com GGD e SEAB a nomenclatura e atribuições oficiais da divisão.

Divisão Distrital de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde (DDGTES)

Distritos Sanitários, Gestão do Trabalho
Vigente/atual
Proposto

Definição: Setor administrativo do Distrito Sanitário responsável por apoiar processos relacionados à gestão do trabalho e educação em saúde no território, incluindo acompanhamento de trabalhadores, demandas de pessoal, capacitações, educação permanente e articulação com áreas responsáveis da SESAU.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A DDGTES acompanhou demandas de capacitação das equipes do distrito."

Exclusões: Não deve ser confundida com setor central de gestão de pessoas ou com escola de saúde.

Termos Correlatos: Distrito Sanitário; Gestão do trabalho; SEGTES.

Observações Conceituais: A DDGTES atua no apoio à gestão do trabalho e à educação em saúde no âmbito distrital.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Validar com GGD e SEGTES o escopo oficial da divisão.

Divisão Distrital de Vigilância em Saúde (DDVS)

Vigilância em Saúde, Distritos Sanitários
Vigente/atual
Proposto

Definição: Setor administrativo do Distrito Sanitário responsável por apoiar, acompanhar e articular ações de Vigilância em Saúde no território, incluindo vigilância epidemiológica, ambiental, sanitária ou outras frentes conforme organização municipal.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A DDVS acompanhou as ações de vigilância no território do Distrito Sanitário."

Exclusões: Não deve ser confundida com a Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde ou com uma unidade assistencial.

Termos Correlatos: Distrito Sanitário; Vigilância em Saúde; SEVS; território; Vigilância Ambiental; Vigilância Epidemiológica.

Observações Conceituais: A DDVS atua como referência distrital para ações de vigilância, articulando-se com a estrutura central da Vigilância em Saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Divisão Distrital de Administração e Finanças (DDAF)

Distritos Sanitários
Vigente/atual
Proposto

Definição: Setor administrativo do Distrito Sanitário responsável por apoiar processos administrativos, logísticos, orçamentários, financeiros e de funcionamento das estruturas distritais e unidades vinculadas ao território.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: A DDAF acompanhou uma demanda administrativa necessária ao funcionamento de uma unidade do Distrito Sanitário.

Observações Conceituais: A DDAF é uma estrutura de suporte à gestão distrital e ao funcionamento administrativo das unidades e setores do território. Sua atuação pode envolver diferentes processos administrativos, financeiros e logísticos conforme as competências formalmente atribuídas, sem assumir as responsabilidades técnicas das áreas assistenciais.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Divisão Distrital de Média e Alta Complexidade (DDMAC)

Distritos Sanitários, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Setor administrativo do Distrito Sanitário responsável por apoiar, acompanhar e articular ações e serviços relacionados à Média e Alta Complexidade no território, conforme organização da rede municipal.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: A DDMAC acompanhou uma demanda relacionada ao funcionamento de um serviço especializado existente no território do Distrito Sanitário.

Observações Conceituais: A DDMAC atua como estrutura distrital de gestão, acompanhamento e articulação da rede de Média e Alta Complexidade relacionada ao território. Sua existência não significa que os serviços especializados ou hospitalares estejam subordinados tecnicamente à divisão em todas as suas dimensões; as responsabilidades dependem da organização institucional da SESAU e da esfera de gestão de cada serviço.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Divisão Distrital de Regulação (DDR)

Distritos Sanitários, Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Setor administrativo do Distrito Sanitário responsável por apoiar processos de regulação no território, incluindo acompanhamento de solicitações, fluxos de acesso, filas, encaminhamentos e articulação com a rede regulada, conforme organização municipal.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: A DDR orientou às unidades o protocolo correto de solicitação regulada.

Observações Conceituais: A DDR atua no apoio e acompanhamento dos processos regulatórios no território, servindo como ponto de articulação entre unidades, gestão distrital e estruturas centrais de regulação. Suas atribuições devem ser diferenciadas das decisões regulatórias que cabem à Central de Regulação ou aos profissionais reguladores conforme o fluxo vigente.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGD

Data de Criação: 21/08/2026

Exame Mais Perto

Regulação, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Programa municipal voltado à ampliação do acesso da população a exames, aproximando a oferta dos territórios e facilitando o atendimento dos usuários na rede municipal.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: Uma equipe itinerante do Exame Mais Perto realizou ultrassonografias em uma USF, atendendo usuários previamente inseridos no fluxo regulatório.

Exclusões: Não corresponde à realização rotineira de qualquer exame pela própria equipe da Atenção Básica nem significa que a unidade onde ocorre a ação tenha se tornado um serviço de Atenção Especializada. Também não caracteriza, por si só, acesso por demanda espontânea.

Observações Conceituais: O Exame Mais Perto utiliza uma estratégia itinerante para aproximar a realização de exames especializados dos territórios da Atenção Básica. O fato de o exame ser realizado fisicamente em uma unidade de Atenção Básica não altera sua natureza como oferta especializada nem necessariamente seu fluxo de acesso regulado. O conjunto de exames, unidades participantes, capacidade e frequência da oferta pode variar ao longo da execução do programa.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Programa lançado no Recife em 31 de março de 2026, inicialmente estruturado para ampliar a realização descentralizada de ultrassonografias por equipes itinerantes em unidades da Atenção Básica, com acesso organizado pelo SISREG. Manter quantitativos, tipos de exames, unidades participantes, periodicidade e composição das equipes fora da definição, pois podem ser ampliados ou modificados ao longo do programa.

Equipe de Saúde

Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de profissionais de saúde que atuam de forma articulada na oferta de cuidado, ações assistenciais, preventivas, educativas, territoriais ou de apoio à população. Pode ter composição multiprofissional e variar conforme o serviço, nível de atenção, unidade ou política pública.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: A equipe de saúde discutiu conjuntamente as necessidades do usuário e definiu o plano de acompanhamento.

Exclusões: Não deve ser utilizada automaticamente como sinônimo de Equipe de Saúde da Família, Equipe Multiprofissional ou qualquer outra modalidade específica cadastrada no CNES.

Observações Conceituais: “Equipe de Saúde” é expressão abrangente e não identifica, por si só, uma modalidade oficial específica de equipe. Dependendo do contexto, pode se referir a uma eSF, eSB, eMulti, equipe hospitalar ou outro conjunto organizado de profissionais. Quando a modalidade da equipe for relevante para uma análise, deve ser informada explicitamente.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Medicamentos

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Produtos utilizados para prevenção, diagnóstico, tratamento, controle ou alívio de condições de saúde, conforme indicação terapêutica e normas sanitárias aplicáveis. No contexto da rede municipal, o termo é utilizado especialmente em processos de seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição, dispensação e monitoramento pela Assistência Farmacêutica.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: O medicamento integra a REMUME e pode ser dispensado nas unidades definidas pela Assistência Farmacêutica.

Exclusões: Não corresponde a todo material ou produto utilizado na assistência. A presença de um medicamento na REMUME também não significa que ele esteja disponível em estoque em todas as unidades ou para qualquer indicação clínica.

Observações Conceituais: Medicamento é uma categoria específica de produto de saúde e deve ser distinguida de materiais médico-hospitalares, equipamentos e outros insumos. Também é importante distinguir diferentes situações relacionadas ao medicamento: estar padronizado na REMUME, possuir estoque disponível, ter sido prescrito, reservado, dispensado ou efetivamente utilizado pelo usuário são eventos diferentes.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 21/08/2026

Material médico-hospitalar (MMH)

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de materiais, insumos e produtos utilizados na assistência à saúde, em procedimentos, atendimentos, curativos, coletas, administração de medicamentos ou outras atividades assistenciais, sem se enquadrar como medicamento. Na rede municipal, é relevante para processos de programação, aquisição, armazenamento, distribuição e controle de estoque.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Seringas, luvas, gazes e determinados materiais utilizados em procedimentos foram acompanhados no estoque de MMH.

Exclusões: Não deve incluir automaticamente equipamentos permanentes, mobiliário ou qualquer material administrativo utilizado em uma unidade de saúde

Observações Conceituais: A classificação de um item como material médico-hospitalar depende da padronização adotada pela instituição. Em geral, abrange materiais utilizados na assistência que não são classificados como medicamentos, podendo incluir itens de consumo destinados a procedimentos, curativos, administração de medicamentos e outras atividades. Para análises de estoque e abastecimento, deve-se utilizar a classificação institucional vigente.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 21/08/2026

Relação Municipal de Medicamentos (REMUME)

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Relação Municipal de Medicamentos, composta pelos medicamentos selecionados como referência para oferta, programação, aquisição e dispensação no âmbito da rede municipal de saúde, conforme pactuação e normativos locais vigentes.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: A Assistência Farmacêutica consultou a REMUME para verificar se o medicamento integra a relação padronizada pelo Recife.

Observações Conceituais: A REMUME expressa a seleção municipal de medicamentos padronizados e orienta processos da Assistência Farmacêutica, como programação, aquisição e dispensação. Sua composição considera referências nacionais, especialmente a RENAME, e necessidades de saúde e decisões técnicas locais. A inclusão de um medicamento na REMUME não corresponde à garantia de estoque permanente em todas as unidades. Sempre que necessário, deve ser indicada a edição da relação utilizada.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 21/08/2026

Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME)

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Relação Nacional de Medicamentos Essenciais, utilizada como referência nacional para seleção, organização e oferta de medicamentos no SUS pelo Governo Federal. Serve como parâmetro para comparação com listas municipais e para análise da política de Assistência Farmacêutica.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: A equipe técnica comparou a REMUME do Recife com a RENAME para analisar a padronização municipal de medicamentos.

Exclusões: Não representa, por si só, estoque disponível, medicamento dispensado ou lista municipal vigente.

Termos Correlatos: REMUME; Medicamentos; Assistência Farmacêutica; HÓRUS; SUS; Governo Federal

Observações Conceituais: A RENAME é referência nacional para a organização da oferta de medicamentos e insumos no SUS e apresenta também informações relacionadas às responsabilidades de financiamento. Sua existência não significa que cada município mantenha todos os itens disponíveis em todas as unidades. A relação é atualizada periodicamente, portanto análises devem considerar a edição ou versão correspondente ao período. A versão nacional atualmente indicada pelo Ministério da Saúde é a RENAME 2024.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Fazer referência à versão (ano) da RENAME em análises e materiais institucionais, quando for o caso.

eGestor

Gestão da Rede, Financiamento, Atenção Básica, Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Plataforma nacional do Ministério da Saúde voltada à gestão de informações, programas, repasses e instrumentos relacionados especialmente à Atenção Primária à Saúde. Pode ser utilizada por gestores municipais para acompanhamento de dados, adesões, credenciamentos, programas e informações administrativas vinculadas a políticas federais.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A informação de homologação das equipes de saúde da família foi consultada no eGestor."

Exclusões: Não deve ser confundido com SISAB, SIAPS, PEC e-SUS APS ou SISREG.

Observações Conceituais: O eGestor deve ser tratado como plataforma nacional de gestão, não como sistema de prontuário, produção assistencial ou registro clínico.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Cobertura de estoque

Almoxarifado Central, Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Indicador que estima por quanto tempo o estoque disponível de um item é suficiente para atender ao consumo previsto, considerando o ritmo médio de utilização em determinado período.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: "O medicamento apresenta cobertura de estoque para 45 dias."; "A cobertura de estoque está abaixo do parâmetro definido."

Exclusões: Não corresponde à quantidade física em estoque nem ao consumo médio isoladamente.

Observações Conceituais: A cobertura de estoque auxilia o planejamento de compras e reposições, reduzindo riscos de desabastecimento ou excesso de materiais. Em outras palavras, indica quantos dias ou meses o estoque atual consegue atender à demanda esperada.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Importante definir a fórmula institucional utilizada (dias, semanas ou meses de cobertura) específicos nas fichas de indicadores.

Núcleo de Apoio à Saúde da Família / Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF/NASF-AB)

Atenção Básica, Gestão do Cuidado
Descontinuado
Proposto

Definição: Arranjo multiprofissional histórico da Atenção Básica criado para ampliar a capacidade de cuidado das equipes de referência por meio da atuação integrada de profissionais de diferentes áreas, utilizando estratégias como apoio matricial, discussão de casos e cuidado compartilhado. Inicialmente denominado Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), passou posteriormente a ser denominado Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB). Em 2023, o Ministério da Saúde instituiu as eMulti, retomando e dando continuidade ao cuidado multiprofissional desenvolvido pelos NASF, mas com reformulações no modelo.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Psicólogo e nutricionista do NASF participavam de discussão de caso e atendimento compartilhado com a Equipe de Saúde da Família.

Exclusões: Não corresponde a unidade de saúde, ambulatório especializado ou denominação vigente das atuais eMulti.

Termos Correlatos: Equipe Multiprofissional; Matriciamento; Cuidado multiprofissional; Equipe de Saúde da Família.

Observações Conceituais: NASF/NASF-AB e eMulti não são denominações equivalentes de uma mesma modalidade. Existe continuidade na lógica de cuidado multiprofissional, mas a eMulti possui regulamentação, organização e financiamento próprios.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Utilizar NASF e NASF-AB apenas em referência histórica, documental ou a bases produzidas durante sua vigência. Utilizar eMulti para equipes instituídas segundo a regulamentação atual.

Sanitarista

Gestão da Rede, Vigilância em Saúde, Gestão do Trabalho
Vigente/atual
Proposto

Definição: Profissional com formação ou especialização em Saúde Pública ou Saúde Coletiva, que atua no planejamento, gestão, vigilância, avaliação e organização das políticas, programas e serviços de saúde. Em outras palavras, é o profissional que trabalha para organizar, planejar, avaliar e melhorar o funcionamento do sistema de saúde, considerando as necessidades da população.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Sanitarista atuando no planejamento das ações de Vigilância em Saúde ou na coordenação de uma política estratégica de saúde na gestão da rede municipal.

Exclusões: Não corresponde exclusivamente ao profissional graduado em Saúde Coletiva nem se restringe aos profissionais da Vigilância em Saúde.

Observações Conceituais: O termo refere-se à área de atuação profissional e não necessariamente a uma categoria profissional específica. Um sanitarista pode ter diferentes formações de graduação (como Enfermagem, Medicina, Farmácia, Odontologia, Psicologia ou outras profissões da saúde) ou ser graduado em Saúde Coletiva, desde que atue no campo da Saúde Pública.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Utilizar o termo para caracterizar o campo de atuação em Saúde Coletiva, evitando empregá-lo como sinônimo de cargo, função ou categoria profissional específica, salvo quando assim definido em norma institucional.

Assistência

Atenção Básica, Atenção Hospitalar, Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de ações e serviços destinados à promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados em saúde aos usuários do SUS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: A organização da rede deve garantir assistência adequada às necessidades de saúde da população.

Exclusões: Não corresponde exclusivamente ao atendimento médico nem abrange, isoladamente, todas as atividades administrativas, regulatórias, financeiras ou de gestão que dão suporte ao funcionamento do sistema.

Termos Correlatos: Produção assistencial; Gestão do Cuidado; Atenção Básica; Atenção Especializada; Atenção Hospitalar

Observações Conceituais: Expressão ampla que pode assumir significados diferentes conforme o contexto. No Glossário, refere-se de forma geral às ações diretamente relacionadas ao cuidado em saúde oferecido à população. Sempre que houver risco de ambiguidade, recomenda-se utilizar expressão mais específica, como assistência hospitalar, assistência farmacêutica, atenção ambulatorial ou cuidado em determinada área.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Cuidado multiprofissional

Atenção Básica, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Modelo de atenção à saúde em que profissionais de diferentes categorias atuam de forma integrada, complementar e coordenada para atender às necessidades do usuário, compartilhando informações, planejando intervenções e articulando ações conforme suas competências. Em outras palavras, significa que o cuidado é construído por diferentes profissionais trabalhando em conjunto, e não pela soma de atendimentos isolados.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Usuário com diabetes acompanhado simultaneamente por médico, enfermeiro, nutricionista e educador físico, com definição conjunta de metas de cuidado e acompanhamento pela equipe de Saúde da Família.

Exclusões: Não corresponde apenas à existência de uma equipe multiprofissional ou à realização de atendimentos por diferentes profissionais de forma independente, sem comunicação ou planejamento compartilhado. Também não deve ser confundido com apoio matricial, que é uma estratégia específica de suporte técnico entre equipes.

Termos Correlatos: Equipe Multiprofissional; Matriciamento; Gestão do Cuidado; Equipe de Referência.

Observações Conceituais: O cuidado multiprofissional pressupõe comunicação entre os profissionais envolvidos, definição compartilhada de objetivos terapêuticos e atuação coordenada em benefício do usuário. Pode envolver médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, dentistas, agentes comunitários de saúde, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, farmacêuticos e outros profissionais, conforme as necessidades do caso e a organização da rede. O grau de integração pode variar desde discussões de caso e elaboração conjunta de planos de cuidado até atendimentos compartilhados.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Utilizar este conceito para representar a forma de organização do cuidado, e não a composição da força de trabalho. Sempre que possível, diferenciá-lo dos conceitos de Equipe Multiprofissional, Apoio Matricial e Projeto Terapêutico Singular (PTS), que representam aspectos distintos da organização da assistência.

População em situação de rua

Atenção Básica, Saúde Mental, Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, utilizando logradouros públicos, espaços degradados ou unidades de acolhimento como local de moradia temporária ou permanente. Em outras palavras, são pessoas que vivem nas ruas ou em locais de acolhimento (por ex: abrigos) por não disporem de moradia adequada e que, frequentemente, enfrentam situações de elevada vulnerabilidade social e de saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Acompanhamento de uma pessoa em situação de rua por equipe de Consultório na Rua, com encaminhamento para CAPS, vacinação, acompanhamento clínico e articulação com a assistência social.

Exclusões: Não corresponde a toda pessoa em situação de vulnerabilidade social, nem às pessoas em acolhimento institucional temporário que não se enquadrem na definição da Política Nacional para a População em Situação de Rua.

Observações Conceituais: É um grupo prioritário para políticas públicas de saúde e requer estratégias específicas de acesso, acolhimento e cuidado. Na Atenção Primária, o atendimento pode ocorrer tanto pelas equipes de Saúde da Família quanto pelas equipes de Consultório na Rua, em articulação com os demais pontos da Rede de Atenção à Saúde e da rede intersetorial.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Utilizar a definição da Política Nacional para a População em Situação de Rua e evitar terminologias estigmatizantes, como "morador de rua". Sempre que possível, adotar a expressão pessoa em situação de rua, reforçando a centralidade da pessoa e o caráter transitório ou superável dessa condição.

Produção assistencial

Atenção Básica, Atenção Hospitalar, Média e Alta Complexidade, Gestão da Rede, Financiamento, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto dos atendimentos, procedimentos, ações e serviços de saúde realizados e registrados pelos estabelecimentos e profissionais de saúde no âmbito da assistência à população.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A produção assistencial da unidade aumentou no último trimestre."; "O painel apresenta a produção assistencial por estabelecimento."

Exclusões: Não corresponde ao número de usuários cadastrados, à capacidade instalada ou às vagas ofertadas. Não inclui procedimentos não realizados ou não registrados.

Observações Conceituais: A produção assistencial é registrada em sistemas oficiais de informação e subsidia o monitoramento da assistência, o planejamento, a avaliação de desempenho e, em determinados casos, o financiamento dos serviços. Sua composição varia conforme o nível de atenção e o sistema de informação utilizado. Em resumo: representa tudo o que foi efetivamente realizado pelos serviços de saúde e registrado nos sistemas oficiais.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Relacionar aos sistemas oficiais (PEC e-SUS APS, SIA/SUS, SIH/SUS etc.) conforme o contexto do indicador.

Triagem

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Processo inicial de avaliação ou seleção da demanda destinado a direcionar o usuário ao fluxo assistencial adequado conforme critérios previamente definidos. O significado e o método utilizados podem variar de acordo com o tipo de serviço.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Triagem realizada antes do atendimento em uma policlínica para direcionar o usuário ao profissional adequado.

Exclusões: Não corresponde ao conceito de acolhimento da Atenção Básica. Não corresponde, necessariamente, à classificação de risco, ao diagnóstico clínico ou à consulta profissional, embora possa fazer parte desses processos.

Observações Conceituais: O significado e a finalidade da triagem variam conforme o contexto assistencial. Em serviços de urgência, pode incluir classificação de risco; em ambulatórios e unidades básicas, pode envolver acolhimento, identificação da demanda e definição do fluxo assistencial. O termo deve ser utilizado considerando o protocolo adotado por cada serviço.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Área adscrita

Territorialização, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Território geográfico e população sob responsabilidade sanitária de uma equipe de saúde, utilizados para organizar o acesso, o acompanhamento dos usuários, o planejamento das ações e a coordenação do cuidado. Em outras palavras, é a área pela qual uma equipe é responsável, conhecendo sua população e desenvolvendo ações contínuas de promoção, prevenção, assistência e vigilância em saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Atualização da população residente na área adscrita de uma equipe de Saúde da Família para revisão das microáreas e planejamento das visitas domiciliares.

Exclusões: Não corresponde aos limites administrativos do Distrito Sanitário, do bairro ou do município. Também não se confunde com microárea, que representa uma subdivisão da área adscrita, geralmente vinculada à atuação do Agente Comunitário de Saúde.

Observações Conceituais: A adscrição da população permite identificar a equipe de referência de cada usuário, favorecendo a longitudinalidade, a coordenação do cuidado e o planejamento das ações de saúde. A delimitação da área adscrita considera critérios geográficos, demográficos, sociais e organizacionais definidos pelo gestor municipal.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A delimitação das áreas adscritas deve permanecer alinhada ao cadastro territorial oficial do município e às definições vigentes da Política Nacional de Atenção Básica.

Contagem rápida

Territorialização, Gestão da Rede, Geoprocessamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Metodologia de levantamento territorial utilizada para estimar ou atualizar informações populacionais, domiciliares ou cadastrais em áreas específicas.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: A equipe realizou contagem rápida de domicílios e moradores para apoiar a revisão das microáreas e o planejamento da territorialização.

Exclusões: Não corresponde a censo demográfico, estimativa populacional oficial do IBGE ou atualização automática dos cadastros do e-SUS APS.

Termos Correlatos: Territorialização; Reterritorialização; Microárea; Área adscrita; População adscrita na APS; Georreferenciamento.

Observações Conceituais: A contagem rápida é uma metodologia de levantamento situacional utilizada quando é necessário obter uma estimativa territorial atualizada em prazo reduzido. Sua precisão depende do método utilizado, da cobertura do levantamento e da qualidade dos registros produzidos. Por isso, seus resultados devem ser tratados como estimativas ou levantamentos operacionais quando não houver metodologia que permita equipará-los a uma contagem populacional oficial.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Organizações Sociais de Saúde (OSS)

Organizações Sociais, Média e Alta Complexidade, Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Entidades privadas sem fins lucrativos qualificadas pelo Poder Público para celebrar contratos de gestão destinados à execução de atividades e serviços de interesse público, incluindo serviços de saúde. Em outras palavras, são instituições privadas que administram determinados serviços públicos de saúde por meio de contratos firmados com a Administração Pública, mantendo o atendimento gratuito aos usuários do SUS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: No Recife, parte da rede municipal é gerida por Organizações Sociais de Saúde, incluindo unidades como o Hospital da Mulher do Recife, o Hospital da Criança do Recife, o Hospital do Idoso e algumas Unidades Públicas de Atendimento Especializado (UPAEs), conforme contratos de gestão vigentes.

Exclusões: Não corresponde a hospitais privados conveniados, clínicas particulares credenciadas ao SUS, Organizações da Sociedade Civil (OSC) ou empresas terceirizadas prestadoras de serviços específicos.

Observações Conceituais: No SUS, as OSS podem ser responsáveis pela gestão administrativa e operacional de estabelecimentos de saúde, conforme contratos de gestão celebrados com o ente público. Embora a administração da unidade seja realizada por uma OSS, os serviços continuam integrando a rede pública de saúde e permanecem sujeitos às diretrizes, metas, indicadores, fiscalização e regulação do gestor do SUS.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A gestão por OSS não altera a natureza pública do serviço prestado nem a responsabilidade da Secretaria de Saúde pelo planejamento, contratualização, monitoramento, avaliação e fiscalização dos serviços. Sempre que aplicável, recomenda-se identificar a OSS responsável e o respectivo contrato de gestão vigente, uma vez que essas informações podem variar ao longo do tempo.

Interoperabilidade

Saúde Digital, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Capacidade de diferentes sistemas, aplicativos e bases de dados de trocar informações e utilizá-las de forma integrada, seguindo padrões e regras comuns. Em outras palavras, é a capacidade de fazer sistemas diferentes “conversarem” entre si, permitindo que uma informação registrada em um sistema possa ser utilizada por outro quando houver autorização e compatibilidade.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Integração entre sistemas de prontuário eletrônico e o Registro Eletrônico em Saúde (RES); utilização de informações do CNES em diferentes sistemas; compartilhamento de dados entre sistemas assistenciais e de regulação.

Exclusões: Não corresponde à simples existência de vários sistemas em uma mesma instituição nem à integração informal ou manual de informações por meio de planilhas.

Observações Conceituais: A interoperabilidade pode envolver a troca de dados entre diferentes sistemas, como prontuários eletrônicos, sistemas de regulação, sistemas nacionais e bases de dados da Secretaria de Saúde. Ela não significa necessariamente que todos os sistemas sejam iguais ou que compartilhem todas as informações, mas que conseguem trocar dados de forma padronizada e controlada.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A interoperabilidade deve observar padrões técnicos, regras de segurança da informação, controle de acesso e a legislação de proteção de dados pessoais. Sempre que possível, devem ser priorizados identificadores e padrões oficiais, como CNS, CPF, CNES e INE, conforme a finalidade do dado.

Conecta Saúde

Saúde Digital, Gestão da Rede, Educação Permanente
Vigente/atual
Proposto

Definição: Portal institucional da Secretaria de Saúde do Recife destinado a profissionais e gestores da rede municipal, reunindo conteúdos técnicos, protocolos, notas técnicas, manuais, guias, documentos normativos, links de sistemas e ferramentas de apoio ao processo de trabalho em saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O protocolo clínico está disponível no Conecta Saúde."; "O profissional consultou a nota técnica publicada no Conecta Saúde."; "Os links dos sistemas utilizados pela rede estão disponíveis no portal."

Exclusões: Não é um prontuário eletrônico. Não é um sistema de regulação ou assistência. Não substitui sistemas transacionais de saúde, como PEC e-SUS APS ou sistemas de gestão assistencial. Não confundir com o app Conecta Recife, que possui uma seção Saúde, a qual oferta serviços de saúde digitalizados para o cidadão recifense.

Observações Conceituais: Atua como ambiente centralizado de acesso ao conhecimento institucional e aos recursos digitais utilizados pelos trabalhadores da saúde. Reúne materiais assistenciais, administrativos e operacionais para apoiar a tomada de decisão, padronização de condutas e qualificação dos processos de trabalho.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito deve ser classificado como portal de conhecimento institucional, não como sistema de informação assistencial. Pode ser relacionado à gestão do conhecimento e educação permanente.

Conecta Recife

Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Plataforma digital e aplicativo da Prefeitura do Recife que reúne serviços públicos municipais digitais, incluindo funcionalidades relacionadas à saúde, permitindo ao cidadão acessar informações, solicitações e serviços disponibilizados pela administração municipal.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O cidadão realizou o agendamento online com o médico da Unidade de Saúde da Família pelo aplicativo Conecta Recife."; "O agendamento foi disponibilizado pelo Conecta Recife."

Exclusões: Não é um sistema assistencial de registro clínico. Não substitui o PEC e-SUS APS, sistemas de regulação ou prontuários eletrônicos.

Termos Correlatos: ConectaZap; Fale Com Sua Equipe

Observações Conceituais: Plataforma transversal da Prefeitura do Recife, não restrita à área da saúde. Na saúde, pode disponibilizar serviços como acesso a informações, agendamentos e outros serviços digitais conforme oferta vigente.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Diferenciar Conecta Recife (plataforma municipal de serviços) de Conecta Saúde (solução específica da saúde, quando aplicável).

Integra.ai

Sistemas de Informação, Gestão do Cuidado, Atenção Básica, Saúde Digital, Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Assistente inteligente de apoio ao preenchimento clínico no Prontuário Eletrônico (PEC e-SUS APS), desenvolvido para auxiliar profissionais de saúde na qualificação dos registros clínicos, apoio à tomada de decisão e integração com fluxos de regulação, utilizando protocolos definidos pela Secretaria de Saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O profissional utilizou o Integra.ai para apoiar o preenchimento do atendimento no PEC e-SUS APS."; "O Integra.ai auxilia na qualificação dos registros clínicos."

Exclusões: Não realiza atendimento ao usuário. Não substitui o profissional de saúde nem funciona como sistema autônomo de diagnóstico ou regulação.

Observações Conceituais: Ferramenta de apoio ao profissional de saúde, não substituindo a avaliação clínica, decisão profissional ou protocolos institucionais. Atua como recurso de qualificação da informação registrada e dos encaminhamentos realizados.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Registrar como ferramenta de apoio à decisão clínica (CDSS), não como sistema assistencial principal. Avaliar necessidade de governança específica de IA e dados.

Fila de espera (Regulação)

Regulação, Média e Alta Complexidade, Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de solicitações de consultas, exames, procedimentos ou internações que aguardam atendimento pela Rede de Atenção à Saúde, conforme critérios assistenciais, disponibilidade da oferta e protocolos de regulação. Em outras palavras, é a lista de usuários que aguardam a realização de um serviço de saúde após sua solicitação ter sido registrada no sistema de regulação.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Usuário aguardando consulta com cardiologista ou realização de exame de ressonância magnética na fila regulada do município.

Exclusões: Não corresponde à agenda de uma unidade de saúde nem ao simples tempo de espera para atendimento no dia da consulta.

Termos Correlatos: Solicitação (Regulação); Autorização (Regulação); Central de Regulação; SISREG

Observações Conceituais: As filas de espera são organizadas conforme protocolos assistenciais, critérios de prioridade clínica e disponibilidade da rede prestadora. Seu monitoramento subsidia o planejamento da oferta de serviços e a gestão do acesso à Atenção Especializada.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Os indicadores de fila devem considerar critérios padronizados para definição de entrada, permanência, priorização e saída da fila, evitando interpretações divergentes entre sistemas.

Solicitação (Regulação)

Regulação, Média e Alta Complexidade, Gestão da Rede, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Registro formal de uma demanda por consulta, exame, procedimento, internação ou outro serviço de saúde que depende da atuação da regulação para definição do acesso. Em outras palavras, é o pedido realizado por um profissional ou serviço de saúde para que um usuário tenha acesso a um atendimento especializado ou regulado.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Médico da Unidade de Saúde da Família registra uma solicitação de consulta em endocrinologia para um usuário com diabetes de difícil controle.

Exclusões: Não corresponde ao encaminhamento clínico (referência), ao agendamento da consulta ou à autorização da vaga.

Termos Correlatos: Referência; Autorização (Regulação); Fila de espera; SISREG

Observações Conceituais: A solicitação representa o início do processo regulatório e deve conter informações clínicas e administrativas suficientes para subsidiar a avaliação do regulador. Dependendo do fluxo assistencial, uma solicitação poderá ser autorizada, devolvida para complementação, cancelada ou permanecer em fila de espera.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Sempre que possível, as solicitações devem ser registradas em sistemas oficiais de regulação, utilizando protocolos clínicos e critérios de priorização padronizados.

Autorização (Regulação)

Regulação, Média e Alta Complexidade, Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Decisão do processo regulatório que, após análise da solicitação segundo critérios assistenciais e administrativos, aprova o prosseguimento do acesso ao serviço solicitado. A autorização pode anteceder ou ocorrer conjuntamente ao agendamento, conforme o fluxo adotado.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Autorização de uma consulta em ortopedia após análise da solicitação registrada no sistema de regulação.

Exclusões: Não corresponde ao pedido inicial (solicitação), ao atendimento efetivamente realizado ou ao comparecimento do usuário ao serviço.

Termos Correlatos: Solicitação (Regulação); Agendamento; Fila de espera; SISREG

Observações Conceituais: A autorização ocorre após a análise da solicitação pela regulação e pode resultar no agendamento do serviço, na disponibilização da vaga ou em outro encaminhamento previsto no fluxo assistencial. Sua emissão depende da conformidade da solicitação com os protocolos e da disponibilidade da rede.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A autorização deve observar critérios clínicos, protocolos regulatórios e princípios de equidade e transparência. Para fins de monitoramento, recomenda-se distinguir a data da solicitação, a data da autorização e a data da realização do procedimento, permitindo análises mais precisas sobre o acesso aos serviços de saúde.

Fila de espera automática (Regulação)

Regulação, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Etapa do processo regulatório em que a solicitação permanece aguardando atendimento de forma automática no sistema, sem necessidade de análise individual por um médico regulador, sendo priorizada conforme regras previamente estabelecidas e disponibilidade da oferta. Em outras palavras, é a fila em que o próprio sistema organiza a ordem de atendimento das solicitações de acordo com critérios definidos pela gestão.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Solicitação de exame inserida em fila automática até que haja disponibilidade de agenda.

Exclusões: Não corresponde à fila de médico regulador nem ao agendamento efetivo do procedimento.

Observações Conceituais: A fila automática é utilizada para procedimentos cujo fluxo regulatório dispensa avaliação clínica individualizada pelo médico regulador, permitindo maior agilidade no acesso e na gestão da oferta.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Os critérios para inclusão na fila automática devem ser definidos pela gestão da regulação e parametrizados nos sistemas utilizados.

Fila de médico regulador (Regulação)

Regulação, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Etapa do processo regulatório em que a solicitação aguarda análise de um médico regulador antes da definição do acesso ao serviço solicitado. Em outras palavras, é a fila de solicitações que precisam ser avaliadas por um médico para verificar sua indicação clínica, prioridade e adequação aos protocolos de regulação.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Solicitação de cirurgia eletiva aguardando análise por médico regulador.

Exclusões: Não corresponde à fila automática nem ao atendimento já autorizado ou realizado.

Observações Conceituais: A avaliação do médico regulador pode resultar na autorização da solicitação, devolução para complementação de informações, redirecionamento do fluxo ou indeferimento, conforme protocolos assistenciais e disponibilidade da rede.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: O tempo de permanência na fila de médico regulador representa um importante indicador da capacidade operacional da Central de Regulação e da eficiência do processo regulatório.

Devolução (Regulação)

Regulação, Média e Alta Complexidade, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Ato da Central de Regulação de retornar uma solicitação de um exame / procedimento / consulta especializada à unidade solicitante para complementação, correção ou esclarecimento de informações necessárias à análise regulatória. Em outras palavras, é quando a regulação devolve o pedido ao profissional ou à unidade porque faltam informações ou porque é necessário ajustar a solicitação antes que ela possa ser analisada ou autorizada.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Solicitação devolvida ao médico solicitante para inclusão de exame complementar ou detalhamento da hipótese diagnóstica antes da análise pelo médico regulador.

Exclusões: Não corresponde ao cancelamento da solicitação, ao indeferimento definitivo nem à autorização do procedimento.

Observações Conceituais: A devolução não representa o indeferimento da solicitação. Trata-se de uma etapa intermediária do processo regulatório, destinada a garantir que a solicitação contenha informações clínicas e administrativas suficientes para subsidiar uma decisão adequada. Após a complementação das informações, a solicitação retorna ao fluxo de análise.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: O monitoramento das devoluções pode subsidiar ações de qualificação dos solicitantes, revisão de protocolos regulatórios e melhoria da qualidade das solicitações encaminhadas à Central de Regulação.

SISREG

Regulação, Média e Alta Complexidade, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema Nacional de Regulação desenvolvido pelo Ministério da Saúde para apoiar a gestão do acesso aos serviços especializados do SUS, permitindo o registro, análise, autorização, agendamento e acompanhamento de consultas, exames, procedimentos e internações reguladas. Em outras palavras, é o sistema utilizado para organizar e controlar o acesso dos usuários aos serviços especializados do SUS por meio da regulação assistencial.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Registro de solicitação de consulta especializada no SISREG para posterior análise pela Central de Regulação.

Exclusões: Não corresponde ao prontuário eletrônico, ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) ou a sistemas de gestão hospitalar.

Observações Conceituais: O SISREG é adotado por estados e municípios para operacionalizar a regulação assistencial. No Recife, é utilizado como um dos principais sistemas para gerenciamento das solicitações, filas de espera, autorizações e agendamentos de serviços regulados.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: As informações registradas no SISREG subsidiam indicadores de acesso, tempos de espera, produção regulatória e planejamento da oferta de serviços especializados.

e-SUS Regulação

Regulação, Média e Alta Complexidade, Sistemas de Informação, Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema nacional desenvolvido pelo Ministério da Saúde para modernizar e integrar os processos de regulação assistencial do SUS, apoiando o gerenciamento de solicitações, filas de espera, autorizações, agendamentos e demais fluxos regulatórios. Em outras palavras, é a nova plataforma nacional de regulação que está sendo implantada para substituir gradualmente o SISREG e integrar a regulação aos demais sistemas da estratégia e-SUS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Município que passa a utilizar o e-SUS Regulação para gerenciamento das solicitações e filas reguladas em substituição ao SISREG.

Exclusões: Não corresponde ao e-SUS APS nem ao Registro Eletrônico em Saúde (RES).

Observações Conceituais: O e-SUS Regulação faz parte da estratégia de transformação digital do SUS e busca ampliar a interoperabilidade entre sistemas, melhorar a gestão das filas de espera e qualificar o acesso aos serviços especializados. Sua implantação ocorre de forma gradual pelos entes federativos.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Por se tratar da plataforma nacional em implantação, recomenda-se identificar nos documentos da SESAU qual sistema de regulação está efetivamente em uso (SISREG, e-SUS Regulação ou outro), evitando ambiguidades em indicadores e processos. Além disso, recomenda-se manter ambos os conceitos no Glossário durante o período de transição tecnológica.

Consulta especializada

Regulação, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Consulta realizada por profissional médico especialista para avaliação, diagnóstico, acompanhamento ou tratamento de condições de saúde que demandam conhecimentos específicos, geralmente mediante encaminhamento da Atenção Primária ou de outro serviço da Rede de Atenção à Saúde. Em outras palavras, é a consulta com um médico especialista, como cardiologista, endocrinologista ou ortopedista, quando o usuário necessita de uma avaliação além daquela realizada pela equipe de referência.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Consulta com cardiologista, neurologista, endocrinologista ou dermatologista agendada por meio da Central de Regulação.

Exclusões: Não corresponde à consulta realizada na Atenção Primária, aos atendimentos de urgência ou aos exames especializados.

Observações Conceituais: As consultas especializadas integram a Atenção Ambulatorial Especializada e, em muitos casos, são acessadas por meio da regulação assistencial. Após o atendimento, recomenda-se que haja contrarreferência à equipe responsável pelo acompanhamento longitudinal do usuário.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Os indicadores relacionados às consultas especializadas devem considerar as diferentes etapas do processo de acesso, como solicitação, autorização, agendamento, realização e absenteísmo.

Exame especializado

Regulação, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Exame diagnóstico realizado mediante utilização de equipamentos, técnicas ou conhecimentos especializados para apoiar a investigação, confirmação, acompanhamento ou monitoramento de condições de saúde. Em outras palavras, é um exame que exige estrutura especializada, como tomografia, ressonância magnética, colonoscopia ou ecocardiograma.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia especializada, endoscopia digestiva e ecocardiograma.

Exclusões: Não corresponde aos exames laboratoriais ou procedimentos diagnósticos de rotina realizados na Atenção Primária, salvo quando classificados como especializados pela organização da rede.

Observações Conceituais: Os exames especializados normalmente são solicitados por profissionais de saúde e podem depender de autorização e regulação para sua realização, conforme protocolos e disponibilidade da rede.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Os indicadores de exames especializados devem distinguir as etapas de solicitação, autorização, agendamento, realização e tempo de espera, permitindo o monitoramento do acesso e da capacidade instalada da rede.

Escola de Saúde do Recife (ESR)

Gestão do Trabalho, Educação Permanente
Vigente/atual
Proposto

Definição: Unidade organizacional da Secretaria de Saúde do Recife responsável por coordenar ações de formação, educação permanente, integração ensino-serviço, pesquisa e desenvolvimento de competências para trabalhadores, residentes, estudantes e gestores do SUS municipal. Em outras palavras, é a estrutura da SESAU que organiza e apoia a qualificação das pessoas que atuam na rede de saúde do Recife, contribuindo para o fortalecimento dos serviços e da gestão.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: Organização de cursos para profissionais da rede municipal; coordenação de programas de residência em saúde; articulação de campos de estágio; apoio a pesquisas desenvolvidas nos serviços da SESAU.

Exclusões: Não corresponde a uma instituição de ensino superior nem substitui universidades ou escolas técnicas. Também não se restringe à oferta de cursos, abrangendo ações de integração ensino-serviço, pesquisa e desenvolvimento institucional.

Observações Conceituais: A Escola de Saúde do Recife promove e apoia ações de educação permanente, programas de residência, estágios, pesquisas, integração ensino-serviço-comunidade e outras iniciativas voltadas ao desenvolvimento institucional e à qualificação da força de trabalho em saúde. Atua em articulação com instituições de ensino, serviços da rede municipal e demais áreas da Secretaria de Saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Utilizar sempre a denominação Escola de Saúde do Recife (ESR) em sua primeira ocorrência. Considerar a ESR como a unidade de referência da SESAU para ações de educação permanente, integração ensino-serviço e desenvolvimento de competências no âmbito da rede municipal de saúde.

Responsividade (Ouvidoria)

Ouvidoria, Participação Social
Vigente/atual
Proposto

Definição: Capacidade da Ouvidoria de responder às manifestações dos cidadãos de forma tempestiva, adequada e compatível com os prazos e procedimentos estabelecidos. Em outras palavras, representa o quanto a Ouvidoria consegue dar retorno às demandas recebidas dentro do prazo e com informações claras ao cidadão.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Monitoramento do percentual de manifestações respondidas dentro do prazo legal.

Exclusões: Não corresponde à resolução efetiva do problema apresentado pelo cidadão.

Observações Conceituais: A responsividade está relacionada à tempestividade da resposta, refletindo a capacidade institucional de acolher e processar as manifestações dos cidadãos.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GOS

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Deve ser mensurada conforme critérios e prazos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Ouvidorias do SUS e pelas normas da Ouvidoria municipal.

Resolutividade (Ouvidoria)

Ouvidoria, Participação Social
Vigente/atual
Proposto

Definição: Capacidade da Ouvidoria de contribuir para a solução ou o encaminhamento adequado das manifestações apresentadas pelos cidadãos. Em outras palavras, representa o quanto as demandas recebidas pela Ouvidoria resultam em providências, esclarecimentos ou soluções efetivas para o problema apresentado.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Manifestação sobre dificuldade de acesso que resulta em providências adotadas pela área responsável e retorno ao cidadão.

Exclusões: Não corresponde apenas ao encerramento administrativo de uma manifestação nem ao envio de resposta dentro do prazo.

Observações Conceituais: A resolutividade depende da atuação articulada entre a Ouvidoria e as áreas técnicas responsáveis pela análise e tratamento das manifestações.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GOS

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Deve ser analisada em conjunto com indicadores de responsividade e satisfação do usuário, evitando associar resolutividade apenas ao tempo de resposta.

Manifestação em Ouvidoria

Ouvidoria, Participação Social
Vigente/atual
Proposto

Definição: Registro formal realizado pelo cidadão junto à Ouvidoria para comunicar, solicitar ou avaliar aspectos relacionados às ações e aos serviços de saúde. Em outras palavras, é toda comunicação feita pelo cidadão à Ouvidoria sobre os serviços do SUS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Registro de reclamação sobre demora para realização de exame; envio de elogio ao atendimento de uma Unidade de Saúde da Família.

Exclusões: Não corresponde a processos administrativos internos, protocolos assistenciais ou solicitações registradas em sistemas de regulação.

Observações Conceituais: As manifestações podem ser classificadas em diferentes tipos, como reclamação, denúncia, sugestão, elogio, solicitação, informação ou simplificação, conforme a legislação e os sistemas utilizados.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GOS

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Toda manifestação deve possuir identificação única, classificação, histórico de tramitação e situação atual, conforme os padrões adotados pelo Sistema OuvidorSUS.

Conselho Municipal de Saúde

Participação Social, Controle Social
Vigente/atual
Proposto

Definição: Órgão colegiado permanente e deliberativo do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável por promover a participação da sociedade na formulação, acompanhamento, fiscalização e avaliação das políticas públicas de saúde em âmbito municipal. Em outras palavras, é o espaço onde representantes dos usuários, trabalhadores, gestores e prestadores de serviços discutem e deliberam sobre os rumos da saúde no município.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Apreciação do Plano Municipal de Saúde, do Relatório Anual de Gestão (RAG) e da Programação Anual de Saúde (PAS) pelo Conselho Municipal de Saúde.

Exclusões: Não corresponde a órgão executivo da Secretaria de Saúde nem substitui as competências administrativas da gestão municipal.

Observações Conceituais: O Conselho Municipal de Saúde possui composição paritária, com predominância da representação dos usuários, conforme legislação do SUS. Atua na apreciação de planos, relatórios de gestão, prestação de contas, políticas públicas e demais temas estratégicos da saúde municipal.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Constitui instância formal de controle social do SUS, com competências definidas pela Lei nº 8.142/1990 e pela legislação municipal.

Conselho Distrital de Saúde

Participação Social, Controle Social, Distritos Sanitários
Vigente/atual
Proposto

Definição: Instância colegiada de participação e controle social vinculada a cada Distrito Sanitário do Recife, responsável por acompanhar, discutir e contribuir para o planejamento, monitoramento e avaliação das ações e serviços de saúde desenvolvidos em seu território. Em outras palavras, é o espaço onde representantes da comunidade, trabalhadores e gestores discutem as necessidades e os desafios da saúde de cada Distrito Sanitário do Recife.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: Discussão sobre o funcionamento das Unidades de Saúde da Família, acesso aos serviços especializados ou necessidades prioritárias de saúde de um Distrito Sanitário.

Exclusões: Não corresponde ao Conselho Municipal de Saúde nem às instâncias administrativas dos Distritos Sanitários.

Observações Conceituais: Os Conselhos Distritais de Saúde aproximam o controle social da realidade dos territórios, permitindo que demandas locais sejam debatidas e encaminhadas ao Conselho Municipal de Saúde e à gestão da Secretaria de Saúde. Cada Distrito Sanitário do Recife possui seu próprio Conselho Distrital.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Os Conselhos Distritais fortalecem a descentralização da participação social no Recife, subsidiando o planejamento e a avaliação das ações de saúde em âmbito territorial.

Absens

Atenção Básica, Média e Alta Complexidade, Saúde Digital, Gestão da Rede, Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema ou ferramenta destinada ao acompanhamento e gestão de ausências, faltas ou não comparecimentos de usuários em atendimentos agendados na rede de saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O Absens foi utilizado para monitorar faltas em consultas especializadas."; "O indicador de absenteísmo foi analisado a partir dos dados do Absens."

Exclusões: Não corresponde ao cancelamento administrativo de agendas sem ausência do usuário. Não substitui sistemas oficiais de agendamento ou prontuário.

Observações Conceituais: Pode ser utilizado para monitoramento de absenteísmo e apoio à otimização da oferta assistencial, especialmente em serviços regulados e agendados.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Conferência de Saúde

Participação Social, Controle Social
Vigente/atual
Proposto

Definição: Instância periódica de participação social destinada a avaliar a situação de saúde e formular propostas para o aperfeiçoamento das políticas públicas e da organização do Sistema Único de Saúde (SUS). Em outras palavras, é um processo em que usuários, trabalhadores, gestores e prestadores se reúnem para discutir os principais desafios da saúde e propor diretrizes para os anos seguintes.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Realização da Conferência Municipal de Saúde do Recife para discussão de propostas que subsidiarão o Plano Municipal de Saúde e a participação na Conferência Estadual de Saúde.

Exclusões: Não corresponde às reuniões ordinárias dos Conselhos de Saúde nem a eventos técnicos, seminários ou capacitações promovidos pela gestão.

Observações Conceituais: As Conferências de Saúde ocorrem em diferentes esferas de governo (municipal, estadual e nacional) e subsidiam a formulação de políticas públicas, planos de saúde e prioridades para o SUS. As propostas aprovadas orientam a atuação dos Conselhos de Saúde e dos gestores.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: As Conferências de Saúde são previstas na Lei nº 8.142/1990 e constituem um dos principais mecanismos de participação e controle social do SUS. Suas deliberações subsidiam o planejamento e a formulação das políticas públicas de saúde.

Vigilância em Saúde

Vigilância em Saúde, Territorialização, Sistemas de Informação, Gestão da Rede, Atenção Básica, Promoção da Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Constitui um modelo de atuação integrado do SUS, articulando vigilância epidemiológica, vigilância ambiental, vigilância sanitária e vigilância da saúde do trabalhador. Atua sobre riscos, determinantes e condicionantes do processo saúde-doença. Em resumo, coordena o monitoramento dos principais riscos e problemas de saúde da população para orientar ações de prevenção, controle e promoção da saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A Vigilância em Saúde monitora indicadores epidemiológicos e fatores de risco do território."; "As ações de Vigilância em Saúde orientam medidas de prevenção e controle de agravos."

Exclusões: Não corresponde apenas ao setor administrativo denominado "Vigilância em Saúde". Não se restringe à notificação de doenças.

Observações Conceituais: Constitui um modelo de atuação integrado do SUS, articulando vigilância epidemiológica, vigilância ambiental, vigilância sanitária e vigilância da saúde do trabalhador. Atua sobre riscos, determinantes e condicionantes do processo saúde-doença.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 21/08/2026

Vigilância Ambiental

Vigilância em Saúde, Territorialização, Promoção da Saúde, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Busca identificar relações entre ambiente e saúde, subsidiando ações de prevenção e controle de riscos ambientais. Inclui programas e ações específicas conforme prioridades epidemiológicas e territoriais. Em resumo, acompanha fatores do ambiente que podem afetar a saúde das pessoas.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A Vigilância Ambiental realizou monitoramento da qualidade da água para consumo humano."; "Foram avaliados riscos ambientais relacionados ao território."

Exclusões: Não corresponde à fiscalização sanitária de estabelecimentos ou produtos. Não é sinônimo de preservação ambiental ou gestão ambiental.

Termos Correlatos: Arboviroses; Agente de Saúde Ambiental e Combate às Endemias

Observações Conceituais: Busca identificar relações entre ambiente e saúde, subsidiando ações de prevenção e controle de riscos ambientais. Inclui programas e ações específicas conforme prioridades epidemiológicas e territoriais.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Pode envolver áreas como VIGIAGUA, vigilância de desastres, contaminantes ambientais e controle de vetores, conforme estrutura municipal.

Vigilância Epidemiológica

Vigilância em Saúde, Territorialização, Atenção Básica, Gestão do Cuidado, Saúde da Criança, Saúde do Idoso, Promoção da Saúde, Saúde da Mulher, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Envolve coleta, análise e interpretação de dados epidemiológicos, investigação de casos, monitoramento de agravos e apoio à tomada de decisão em saúde pública. Em resumo, monitora doenças e agravos para identificar problemas de saúde e orientar medidas de prevenção e controle.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A Vigilância Epidemiológica acompanha os casos notificados de doenças de interesse em saúde pública."; "A investigação epidemiológica orientou as medidas de controle do surto."

Exclusões: Não corresponde apenas ao registro de notificações. Não se limita às doenças transmissíveis.

Observações Conceituais: Envolve coleta, análise e interpretação de dados epidemiológicos, investigação de casos, monitoramento de agravos e apoio à tomada de decisão em saúde pública.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Associada a sistemas como SINAN, SIM, SINASC, entre outros, conforme o agravo ou evento monitorado.

Vigilância Sanitária

Vigilância em Saúde, Territorialização, Atenção Hospitalar, Assistência Farmacêutica, Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Atua na regulação, fiscalização, monitoramento e controle de produtos, serviços e ambientes sujeitos à vigilância sanitária, visando proteger a saúde da população. Em resumo, fiscaliza e controla produtos, serviços e estabelecimentos para reduzir riscos à saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A Vigilância Sanitária realizou inspeção em estabelecimento de saúde."; "O serviço foi avaliado conforme normas sanitárias vigentes."

Exclusões: Não corresponde à vigilância epidemiológica de doenças ou ao acompanhamento clínico individual dos usuários. Não é apenas fiscalização de estabelecimentos.

Observações Conceituais: Atua na regulação, fiscalização, monitoramento e controle de produtos, serviços e ambientes sujeitos à vigilância sanitária, visando proteger a saúde da população.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Inclui áreas como alimentos, medicamentos, serviços de saúde, produtos sujeitos à vigilância sanitária e ambientes regulados.

Absenteísmo

Gestão do Cuidado, Regulação, Gestão da Rede, Atenção Básica, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Ausência do usuário a um atendimento, consulta, exame ou procedimento previamente agendado, sem que o atendimento seja realizado. Em outras palavras, ocorre quando o usuário tinha um atendimento marcado, mas não comparece.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Usuário que não comparece a uma consulta especializada ou a um exame previamente agendado.

Exclusões: Não corresponde ao cancelamento realizado previamente pelo usuário ou pelo serviço, nem à ausência do profissional responsável pelo atendimento.

Termos Correlatos: Overbooking

Observações Conceituais: O absenteísmo pode gerar desperdício de uma vaga assistencial e contribuir para o aumento do tempo de espera de outros usuários. Sua análise deve considerar, sempre que possível, o tipo de serviço, o perfil dos usuários, o tempo entre o agendamento e o atendimento e as formas de comunicação utilizadas para lembrar o usuário.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Os indicadores de absenteísmo devem definir claramente o denominador utilizado e distinguir faltas de cancelamentos, reagendamentos e situações em que o atendimento não ocorreu por responsabilidade do serviço.

Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)

Gestão da Rede, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema de informação do Ministério da Saúde responsável pelo cadastro e manutenção das informações dos estabelecimentos de saúde públicos e privados que prestam serviços ao SUS ou à saúde suplementar. Em outras palavras, é o cadastro oficial que identifica e reúne informações sobre hospitais, unidades de saúde, policlínicas, laboratórios e demais estabelecimentos de saúde existentes no país.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Consulta ao CNES para verificar os serviços habilitados de uma unidade de saúde ou para identificar seu código oficial.

Exclusões: Não corresponde ao código individual de um estabelecimento (Código CNES), ao cadastro de profissionais nem ao cadastro de usuários do SUS. Além disso, por se tratar de um sistema nacional, há várias classificações e tipologias da própria rede do Recife que não necessariamente estão contempladas no CNES, como a tipologia de Unidade de Saúde da Família Mais (USF+), por exemplo, que possui a mesma classificação que as USF no CNES.

Termos Correlatos: Código CNES; Identificador Nacional de Equipes; Unidade de saúde; Equipe de saúde.

Observações Conceituais: O CNES registra informações sobre estabelecimentos, serviços, equipes, profissionais, equipamentos, leitos e habilitações, servindo de base para o planejamento, financiamento, monitoramento e produção assistencial do SUS.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/DCNES

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: As informações do CNES devem permanecer atualizadas, pois subsidiam diversos sistemas nacionais de informação, indicadores e processos de financiamento do SUS.

Identificador Nacional de Equipes (INE)

Gestão da Rede, Sistemas de Informação, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Identificador numérico único atribuído pelo Ministério da Saúde às equipes de saúde cadastradas no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Em outras palavras, é o código oficial que identifica cada equipe de saúde no SUS, permitindo seu acompanhamento nos sistemas nacionais de informação.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Utilização do INE para consolidar indicadores por equipe de Saúde da Família ou acompanhar a produção assistencial de uma equipe específica.

Exclusões: Não corresponde ao Código CNES do estabelecimento, ao Cartão Nacional de Saúde (CNS) dos usuários ou ao registro profissional dos trabalhadores.

Observações Conceituais: O INE identifica equipes como Equipes de Saúde da Família (eSF), Equipes de Saúde Bucal (eSB), Equipes Multiprofissionais (eMulti), Consultório na Rua, entre outras modalidades cadastradas no CNES. O identificador permanece associado à equipe, independentemente das alterações em sua composição de profissionais.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/DCNES

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: O INE deve ser utilizado como identificador oficial das equipes em integrações de dados, indicadores e sistemas corporativos, favorecendo a padronização e a interoperabilidade das informações.

Cartão Nacional de Saúde (CNS)

Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Também conhecido como "Cartão SUS", é o identificador nacional único atribuído aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), utilizado para registrar, integrar e acompanhar informações sobre atendimentos e serviços de saúde. Em outras palavras, é o número que identifica cada cidadão nos sistemas do SUS e permite reunir seu histórico de atendimento em diferentes serviços de saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Identificação do usuário no prontuário eletrônico durante um atendimento ou registro de vacinação utilizando o número do CNS.

Exclusões: Não corresponde ao CPF, ao Número de Identificação Social (NIS), ao Código CNES dos estabelecimentos ou ao INE das equipes.

Observações Conceituais: O CNS é utilizado em diversos sistemas do SUS para identificar os usuários e integrar informações de saúde. Desde 2025, o Ministério da Saúde vem adotando o CPF como identificador primário do cidadão em diversas soluções nacionais, mantendo sua integração com o CNS para garantir a identificação unívoca dos usuários e a continuidade dos registros assistenciais.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: O CNS deve ser utilizado como identificador preferencial do usuário em sistemas de informação em saúde, observadas as normas de proteção de dados pessoais e as diretrizes de interoperabilidade do SUS.

Código CNES

Gestão da Rede, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Identificador numérico único atribuído a cada estabelecimento cadastrado no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Em outras palavras, é o número que identifica oficialmente uma unidade de saúde no cadastro nacional do Ministério da Saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Registro do Código CNES de uma Unidade de Saúde da Família em sistemas assistenciais ou painéis de monitoramento.

Exclusões: Não corresponde ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), que é o sistema de cadastro, nem ao Cartão Nacional de Saúde (CNS) ou ao Identificador Nacional de Equipes (INE).

Termos Correlatos: Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde; Identificador Nacional de Equipes; Unidade de saúde; Equipe de saúde.

Observações Conceituais: O Código CNES é utilizado para identificar estabelecimentos de saúde em sistemas de informação, bases de dados, registros assistenciais, produção ambulatorial e hospitalar, faturamento e indicadores.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/DCNES

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Sempre que possível, utilizar o Código CNES como identificador oficial dos estabelecimentos nas bases de dados institucionais, evitando identificadores locais duplicados.

Cadastro vinculado

Sistemas de Informação, Atenção Básica, Territorialização
Vigente/atual
Proposto

Definição: Situação em que o cadastro de uma pessoa na Atenção Primária à Saúde está associado a uma equipe de referência, permitindo identificar qual equipe possui vínculo com aquele cidadão para fins de organização do cuidado, acompanhamento e processamento das informações da APS. Em outras palavras, além de a pessoa estar identificada nos sistemas da Atenção Primária, o vínculo permite reconhecer a equipe à qual ela está associada. As regras nacionais buscam estabelecer uma vinculação unívoca, evitando que a mesma pessoa seja contabilizada simultaneamente como vinculada a diferentes equipes.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: O usuário possui cadastro vinculado à Equipe de Saúde da Família responsável por seu território.

Exclusões: Não corresponde apenas à existência de um Cadastro Individual no sistema. Também não significa, por si só, que o cadastro esteja completo ou atualizado, nem comprova que a pessoa tenha recebido acompanhamento assistencial recente pela equipe.

Termos Correlatos: Cadastro Individual (MICI) na atenção básica; Pessoa cadastrada (registro válido) na atenção básica; Cadastro completo na atenção básica; Cadastro atualizado na atenção básica; População cadastrada na APS; Equipe de Referência.

Observações Conceituais: Cadastro vinculado não é sinônimo de Cadastro Individual, cadastro válido, cadastro completo ou cadastro atualizado. Uma pessoa pode possuir diferentes características cadastrais, enquanto a vinculação responde especificamente à pergunta “a qual equipe esta pessoa está vinculada?”. As regras utilizadas para definir a equipe de referência podem considerar informações cadastrais e assistenciais e variam conforme o processamento e a versão dos sistemas nacionais. Atualmente, o e-SUS APS também registra explicitamente uma equipe de referência para o cidadão.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Centro Obstétrico

Atenção Hospitalar, Média e Alta Complexidade, Rede Materno-Infantil
Vigente/atual
Proposto

Definição: Setor hospitalar destinado à assistência ao trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, dispondo de estrutura física, equipamentos e equipe multiprofissional para atendimento obstétrico. Em outras palavras, é a área do hospital preparada para realizar partos e prestar assistência à gestante e ao recém-nascido durante e logo após o nascimento.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Encaminhamento da gestante ao Centro Obstétrico para realização do parto.

Exclusões: Não corresponde ao Centro de Parto Normal (CPN), às enfermarias obstétricas ou ao acompanhamento pré-natal.

Observações Conceituais: O Centro Obstétrico pode realizar partos vaginais e cesarianas, além de prestar assistência às intercorrências obstétricas, conforme o perfil assistencial da unidade.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Sua organização deve observar as diretrizes da Rede de Atenção Materna e Infantil e as normas assistenciais vigentes.

Centro de Parto Normal (CPN)

Média e Alta Complexidade, Rede Materno-Infantil
Vigente/atual
Proposto

Definição: Serviço de saúde destinado à assistência ao parto de risco habitual, com foco na atenção humanizada à gestante, ao parto, ao nascimento e ao puerpério imediato, conduzido principalmente por enfermeiros obstetras e obstetrizes, com retaguarda para encaminhamento quando necessário. Em outras palavras, é um serviço preparado para realizar partos normais de baixo risco de forma segura, acolhedora e baseada nas boas práticas obstétricas.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Gestante de risco habitual encaminhada para parto em Centro de Parto Normal.

Exclusões: Não corresponde ao Centro Obstétrico destinado ao atendimento de gestações de alto risco ou de intercorrências obstétricas complexas.

Observações Conceituais: O CPN destina-se às gestantes de risco habitual e integra a Rede de Atenção Materna e Infantil,

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A implantação e o funcionamento dos CPN devem observar as normas e critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde para atenção ao parto e nascimento.

Equipo Odontológico

Saúde Bucal, Gestão da Rede, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto integrado de equipamentos utilizados para atendimento odontológico, normalmente composto por cadeira odontológica, refletor, equipo de pontas, unidade auxiliar, cuspideira e demais componentes necessários à assistência clínica.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A unidade possui dois equipos odontológicos em funcionamento."; "O equipo odontológico passou por manutenção preventiva."

Exclusões: Não corresponde apenas à cadeira odontológica nem aos instrumentais odontológicos.

Observações Conceituais: A composição pode variar conforme o fabricante e o modelo do equipamento, mantendo os componentes essenciais para o atendimento odontológico. Em resumo, é o conjunto de equipamentos que compõe um consultório odontológico.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Integralidade do cuidado

Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Princípio do SUS que orienta a oferta de ações e serviços de promoção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação, cuidados paliativos e vigilância, considerando as necessidades do usuário de forma integral e articulada entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. Em outras palavras, significa cuidar da pessoa como um todo, oferecendo o conjunto de cuidados de que ela necessita e garantindo a integração entre os diferentes serviços e profissionais da rede

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Acompanhamento de uma gestante que recebe assistência pré-natal na Atenção Básica, realiza exames especializados quando necessário e mantém seguimento após o parto pela equipe de referência.

Exclusões: Não corresponde apenas à oferta de múltiplos procedimentos ou ao encaminhamento entre serviços. Também não se restringe à atuação multiprofissional, embora possa envolvê-la.

Observações Conceituais: A integralidade pressupõe que o cuidado não se limite ao tratamento da doença, mas considere o contexto biopsicossocial do usuário, promovendo a articulação entre equipes, serviços e níveis de atenção para atender às suas necessidades de saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito estruturante do SUS, previsto na Constituição Federal, na Lei nº 8.080/1990 e nas diretrizes das Redes de Atenção à Saúde. Deve ser utilizado de forma consistente em indicadores e documentos institucionais relacionados à organização do cuidado.

Residência Terapêutica (RT) ou Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT)

Saúde Mental, Gestão do Cuidado, Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Serviço de moradia inserido na comunidade destinado a pessoas com transtornos mentais graves, egressas de longas internações psiquiátricas ou em situação de vulnerabilidade, oferecendo suporte para a vida cotidiana e reinserção social.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O usuário foi encaminhado para um Serviço Residencial Terapêutico."; "A RT integra a rede de atenção em saúde mental."

Exclusões: Não corresponde a hospitais psiquiátricos, instituições de longa permanência ou abrigos sociais.

Observações Conceituais: Os Serviços Residenciais Terapêuticos integram a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e constituem estratégia da política de desinstitucionalização no SUS. Em outras palavras, são moradias assistidas que permitem às pessoas viverem em comunidade com apoio das equipes de saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Recomenda-se padronizar a nomenclatura oficial como Serviço Residencial Terapêutico (SRT), registrando "Residência Terapêutica (RT)" como termo equivalente.

Média e Alta Complexidade

Financiamento, Média e Alta Complexidade, Sistemas de Informação, Regulação, Atenção Hospitalar, Gestão do Cuidado, Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Expressão historicamente utilizada no SUS para agrupar ações e serviços de maior densidade tecnológica e, especialmente, para organizar aspectos de financiamento, registro e processamento da produção ambulatorial e hospitalar. Abrange grande parte dos serviços especializados, mas não deve ser tratada como sinônimo exato de Atenção Especializada.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O procedimento foi realizado na rede de Média e Alta Complexidade."; "O painel apresenta indicadores da MAC."

Exclusões: Não corresponde exclusivamente à atenção hospitalar. Não inclui os serviços típicos da Atenção Básica.

Observações Conceituais: A Média e Alta Complexidade compreende serviços especializados de diferentes níveis tecnológicos, incluindo consultas especializadas, exames, procedimentos diagnósticos, terapêuticos, cirúrgicos e internações. Historicamente, também corresponde a um componente de financiamento federal do SUS, Em resumo: engloba os serviços especializados e hospitalares que exigem maior estrutura técnica e tecnológica do que a Atenção Básica.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Frequentemente o termo "MAC" é utilizado tanto para designar o nível assistencial quanto o componente de financiamento. Dependendo do contexto, pode ser necessário distinguir esses dois significados.

Atenção Especializada

Média e Alta Complexidade, Atenção Hospitalar, Regulação, Gestão da Rede, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Componente da Rede de Atenção à Saúde responsável por cuidados que demandam conhecimentos, profissionais, procedimentos ou recursos especializados, em articulação com a Atenção Primária e os demais pontos da rede. Pode compreender atenção ambulatorial especializada, atenção hospitalar e outros serviços especializados conforme a organização do SUS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O paciente foi encaminhado para a Atenção Especializada."; "A Atenção Especializada oferece consultas, exames e procedimentos especializados."

Exclusões: Não corresponde apenas à atenção hospitalar. Não inclui as ações rotineiras da Atenção Básica.

Observações Conceituais: A Atenção Especializada atua de forma articulada com a Atenção Básica e os demais pontos da Rede de Atenção à Saúde, garantindo continuidade do cuidado por meio de consultas especializadas, exames, procedimentos e internações quando indicados. Em resumo, reúne os serviços especializados para atendimento de necessidades que vão além da capacidade resolutiva da Atenção Básica.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito mais amplo que Média e Alta Complexidade, pois contempla toda a atenção especializada independentemente do modelo de financiamento.

Ouvidoria SUS

Ouvidoria, Participação Social
Vigente/atual
Proposto

Definição: Serviço institucional responsável por receber, registrar, analisar, encaminhar e acompanhar manifestações dos cidadãos relativas às ações e aos serviços do Sistema Único de Saúde, contribuindo para o controle social e para o aprimoramento da gestão. Em outras palavras, é o canal oficial por meio do qual a população pode apresentar reclamações, denúncias, sugestões, elogios, solicitações e demais manifestações sobre os serviços de saúde. No Recife, a Ouvidoria SUS é gerida por um setor específico da SESAU, responsável por receber as manifestações, encaminhá-las às áreas competentes para análise e providências, acompanhar seu tratamento e garantir o retorno ao cidadão.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Registro de reclamação sobre dificuldade para agendamento de consulta especializada.

Exclusões: Não corresponde à Central de Regulação, ao serviço de atendimento ao usuário ou aos canais administrativos de protocolo.

Observações Conceituais: Além de atender o cidadão, a Ouvidoria produz informações que subsidiam a melhoria dos serviços, o monitoramento da gestão e a formulação de políticas públicas.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GOS

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: As manifestações devem ser registradas e tratadas conforme as diretrizes do Sistema Nacional de Ouvidorias do SUS e da legislação aplicável.

Sistema OuvidorSUS

Sistemas de Informação, Ouvidoria, Participação Social
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema de informação oficial do Ministério da Saúde utilizado para registrar, classificar, tramitar, acompanhar e monitorar as manifestações recebidas pelas Ouvidorias do SUS. Em outras palavras, é a plataforma utilizada pelas Ouvidorias do SUS (do nível federal, estadual e municipal) para gerenciar as manifestações dos cidadãos e acompanhar seu tratamento até a conclusão.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Registro e acompanhamento de uma reclamação no Sistema OuvidorSUS até sua conclusão pela área técnica responsável.

Exclusões: Não corresponde aos sistemas de regulação assistencial, prontuários eletrônicos ou sistemas de atendimento clínico.

Termos Correlatos: Ouvidoria SUS; Manifestação em Ouvidoria; Responsividade; Resolutividade; Participação Social

Observações Conceituais: O Sistema OuvidorSUS é a ferramenta informatizada utilizada para operacionalizar o registro e a tramitação de manifestações nas Ouvidorias do SUS. Deve ser distinguido da própria Ouvidoria enquanto estrutura institucional e do Sistema Nacional de Ouvidorias enquanto rede de unidades. Os dados produzidos no sistema dependem das classificações, situações e regras de tratamento das manifestações, que devem ser consideradas na construção de indicadores. O Ministério da Saúde mantém atualmente o OuvidorSUS como sistema da rede de Ouvidorias do SUS.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GOS

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Recomenda-se utilizar a denominação oficial Sistema OuvidorSUS (sem espaço), por ser o nome adotado pelo Ministério da Saúde. Os indicadores produzidos a partir do sistema devem considerar os conceitos e classificações oficiais utilizados pela Rede Nacional de Ouvidorias do SUS.

Longitudinalidade do Cuidado

Atenção Básica, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Atributo essencial da Atenção Primária à Saúde que consiste no acompanhamento contínuo do usuário ao longo do tempo por uma equipe de referência, independentemente da ocorrência de episódios específicos de doença. Em outras palavras, significa que a pessoa é acompanhada de forma contínua pela mesma equipe de saúde, que conhece seu histórico, seu contexto de vida e suas necessidades, fortalecendo o vínculo e promovendo um cuidado mais qualificado ao longo da vida.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Uma pessoa com hipertensão é acompanhada durante vários anos pela mesma equipe de Saúde da Família, que realiza consultas periódicas, monitora sua evolução e coordena encaminhamentos quando necessários.

Exclusões: Não corresponde apenas ao retorno para consultas sucessivas ou ao acompanhamento de um episódio específico de doença. Também não deve ser confundida com continuidade do cuidado entre diferentes serviços da rede.

Observações Conceituais: A longitudinalidade favorece a criação de vínculo entre usuário e equipe, melhora a coordenação do cuidado e contribui para a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento de condições agudas e crônicas. Não depende apenas da frequência de consultas, mas da manutenção da responsabilidade da equipe pelo cuidado ao longo do tempo.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito estruturante da Atenção Primária à Saúde, previsto na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). Recomenda-se utilizá-lo de forma distinta de continuidade do cuidado, que enfatiza a articulação entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde, enquanto a longitudinalidade enfatiza a relação contínua entre o usuário e sua equipe de referência.

Continuidade do Cuidado

Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Garantia de que o usuário receba atenção articulada e sequencial entre diferentes profissionais, serviços e níveis de atenção conforme suas necessidades.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Retorno do usuário à sua unidade de saúde da família de referência, na rede de Atenção Básica, após atendimento especializado na rede de Média e Alta Complexidade.

Exclusões: Não corresponde apenas à realização de consultas sucessivas.

Observações Conceituais: Depende da integração entre os pontos da Rede de Atenção à Saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Favorecida por mecanismos de interoperabilidade e compartilhamento de informações clínicas.

Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)

Saúde Mental, Gestão do Cuidado, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Rede temática do SUS destinada à organização e integração das ações e serviços voltados à promoção da saúde mental, prevenção, cuidado, reabilitação psicossocial e atenção às pessoas com sofrimento ou transtorno mental e/ou necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas. Em outras palavras, é o conjunto de serviços que atua de forma articulada para oferecer cuidado integral em saúde mental, desde a Atenção Básica até os serviços especializados.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Usuário acompanhado pela equipe de Saúde da Família e pelo CAPS, com plano de cuidado compartilhado e acompanhamento articulado entre os serviços da RAPS.

Exclusões: Não corresponde apenas aos CAPS nem se restringe ao atendimento de pessoas com transtornos mentais graves. Também não deve ser confundida com um estabelecimento de saúde específico.

Observações Conceituais: A RAPS é composta por diferentes pontos de atenção que atuam de forma integrada, incluindo Atenção Básica, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), leitos de saúde mental em hospitais gerais, unidades de acolhimento, serviços de urgência e emergência e outros dispositivos previstos na política nacional. A Atenção Básica exerce papel central na coordenação do cuidado e na articulação com os demais componentes da rede.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito instituído pela Portaria GM/MS nº 3.088/2011 e demais normas que regulamentam a Rede de Atenção Psicossocial. Nos documentos da SESAU, recomenda-se utilizar a sigla RAPS sempre associada ao nome completo em sua primeira ocorrência.

Equipe de Referência

Rede de Atenção à Saúde, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Equipe responsável pelo acompanhamento longitudinal do usuário, coordenando o cuidado e articulando o acesso aos demais pontos da Rede de Atenção.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: A equipe de referência acompanhou o retorno do usuário após consulta especializada.

Exclusões: Não corresponde à equipe matricial

Observações Conceituais: Na APS, normalmente corresponde à Equipe de Saúde da Família responsável pela área adscrita.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Manter coerência com os conceitos de adscrição territorial e coordenação do cuidado.

Coordenação do Cuidado

Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Atributo essencial da Atenção Primária à Saúde que consiste na capacidade da equipe de referência de organizar, integrar e acompanhar o cuidado do usuário entre os diferentes profissionais, serviços e níveis de atenção da Rede de Atenção à Saúde. Em outras palavras, significa garantir que o usuário tenha seu cuidado articulado ao longo da rede, evitando fragmentação, perda de informações e descontinuidade da assistência.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Após encaminhar um usuário para cardiologia, a equipe de Saúde da Família acompanha o agendamento, analisa o retorno da consulta especializada, ajusta o plano terapêutico e mantém o acompanhamento clínico.

Exclusões: Não corresponde apenas ao encaminhamento para outro serviço nem à regulação de vagas. Também não se restringe ao uso de sistemas informatizados, embora estes possam apoiar a coordenação do cuidado.

Observações Conceituais: A coordenação do cuidado pressupõe comunicação entre serviços, compartilhamento de informações clínicas, acompanhamento dos encaminhamentos, retorno das consultas especializadas (contrarreferência) e manutenção da responsabilidade da equipe de referência pelo usuário. A Atenção Primária exerce papel central nessa coordenação, mesmo quando parte do cuidado ocorre em outros pontos da rede.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito estruturante da Política Nacional de Atenção Básica e das Redes de Atenção à Saúde. Na SESAU Recife, sua efetividade depende da integração entre Atenção Básica, Atenção Especializada, Regulação e soluções de interoperabilidade, como o Registro Eletrônico em Saúde (RES).

Referência

Regulação, Atenção Básica, Média e Alta Complexidade, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Processo pelo qual um usuário é encaminhado de um serviço ou equipe de saúde para outro ponto da Rede de Atenção à Saúde, com o objetivo de receber avaliação, procedimento ou cuidado que não pode ser realizado no serviço de origem. Em outras palavras, é o encaminhamento do usuário para outro serviço quando ele necessita de um cuidado mais adequado à sua condição de saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Encaminhamento de uma gestante de alto risco da Unidade de Saúde da Família para ambulatório de pré-natal de alto risco localizado numa unidade da rede de média e alta complexidade.

Exclusões: Não corresponde ao agendamento, à autorização regulatória ou à transferência administrativa do usuário entre unidades.

Termos Correlatos: Contrarreferência; Solicitação (Regulação); Coordenação do Cuidado

Observações Conceituais: A referência integra a coordenação do cuidado e deve ocorrer conforme protocolos assistenciais e fluxos definidos na Rede de Atenção à Saúde. Pode envolver consultas, exames, procedimentos, internações ou outros serviços especializados.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Utilizar de forma distinta de Solicitação (Regulação). A referência representa o processo assistencial de encaminhamento; a solicitação é um registro operacional que pode materializar esse processo em um sistema de regulação.

Contrarreferência

Regulação, Atenção Básica, Média e Alta Complexidade, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Processo pelo qual o serviço que recebeu o usuário devolve informações clínicas, orientações e a responsabilidade pelo acompanhamento ao serviço ou equipe de origem, assegurando a continuidade e a coordenação do cuidado. Em outras palavras, é o retorno do usuário e das informações sobre seu atendimento para a equipe que acompanha seu cuidado regularmente.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Após consulta com cardiologista na rede de média e alta complexidade, o especialista registra as condutas adotadas e orienta o seguimento do usuário pela equipe de Saúde da Família.

Exclusões: Não corresponde apenas ao encerramento de uma solicitação no sistema de regulação nem ao retorno físico do usuário à unidade de origem.

Termos Correlatos: Referência

Observações Conceituais: A contrarreferência deve conter informações suficientes para que a equipe de referência dê continuidade ao cuidado, incluindo diagnóstico, condutas adotadas, orientações e necessidade de seguimento. É um componente essencial da coordenação do cuidado e da integração da Rede de Atenção à Saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A efetividade da contrarreferência depende da interoperabilidade entre sistemas, do compartilhamento de informações clínicas e da adoção de fluxos assistenciais padronizados. Deve ser distinguida da simples conclusão de um processo regulatório.

Registro Eletrônico em Saúde (RES)

Sistemas de Informação, Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de informações de saúde de um indivíduo registradas e armazenadas em formato eletrônico, permitindo o acompanhamento longitudinal do cuidado, compartilhamento de informações e suporte à assistência em saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O Registro Eletrônico em Saúde permite acompanhar o histórico assistencial do usuário."; "Os dados do RES apoiam a continuidade do cuidado."

Exclusões: Não se limita a um software específico. Não corresponde apenas ao cadastro administrativo do usuário.

Termos Correlatos: Prontuário eletrônico; Prontuário em Rede; Interoperabilidade; Continuidade do Cuidado.

Observações Conceituais: Conceito amplo que engloba diferentes formas de registro eletrônico assistencial, incluindo prontuários eletrônicos e sistemas integrados de informação em saúde. Deve observar requisitos de segurança, privacidade e interoperabilidade.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito estratégico para arquitetura de dados em saúde. Pode ser relacionado ao PEC e-SUS APS como exemplo de sistema que compõe um RES.

Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

Sistemas de Informação, Saúde Digital, Ouvidoria
Vigente/atual
Proposto

Definição: Lei Federal nº 13.709/2018 que estabelece regras sobre o tratamento de dados pessoais, incluindo dados pessoais sensíveis relacionados à saúde, visando proteger direitos fundamentais de liberdade, privacidade e desenvolvimento da personalidade.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O compartilhamento de dados de saúde deve observar os princípios da LGPD."; "Os painéis de gestão devem garantir conformidade com a LGPD."

Exclusões: Não impede o uso de dados em saúde quando há base legal e finalidade adequada. Não se aplica apenas a sistemas digitais.

Observações Conceituais: Dados de saúde são classificados como dados pessoais sensíveis e demandam medidas específicas de proteção, governança, controle de acesso e finalidade definida para tratamento.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito fundamental para governança de dados. Relacionar com anonimização, controle de acesso, segurança e publicação de dados.

Linha de Cuidado

Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Organização integrada de ações, serviços e fluxos assistenciais destinados ao cuidado de uma condição, população ou necessidade específica de saúde ao longo da Rede de Atenção.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Linha de cuidado da gestante ou da pessoa com diabetes.

Exclusões: Não corresponde ao fluxo administrativo de um serviço isolado.

Observações Conceituais: Define responsabilidades, fluxos assistenciais e pontos de atenção envolvidos no cuidado.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Sempre que possível, vincular à diretriz, protocolo ou política correspondente.

Mutirão

Regulação, Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estratégia temporária de organização dos serviços de saúde destinada a ampliar o acesso da população por meio da realização concentrada de atendimentos, procedimentos, exames ou outras ações assistenciais em período determinado. Em outras palavras, é uma ação organizada para atender um número maior de pessoas em um intervalo específico, reduzindo demandas acumuladas ou ampliando o acesso a determinados serviços.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Mutirão de consultas especializadas para redução da fila de espera; mutirão de cirurgias eletivas; mutirão de vacinação.

Exclusões: Não corresponde ao funcionamento rotineiro dos serviços de saúde (oferta regular) nem à ampliação permanente da capacidade instalada da rede.

Observações Conceituais: Os mutirões são utilizados para enfrentar demandas reprimidas, ampliar a oferta de serviços ou desenvolver ações específicas de saúde. Podem envolver consultas, exames, cirurgias, vacinação, ações preventivas ou outras atividades, conforme planejamento da gestão. Constituem estratégia complementar e não substituem a oferta regular dos serviços de saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Sempre que possível, registrar o objetivo, o período de realização, o público-alvo, os serviços ofertados e os resultados alcançados, permitindo distinguir a produção decorrente de mutirões da produção assistencial regular.

Classificação de risco

Regulação, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Processo de avaliação realizado para identificar a gravidade, o risco e a prioridade de atendimento de uma pessoa, considerando suas condições clínicas e outros critérios definidos em protocolos assistenciais. É utilizado principalmente em serviços de urgência, emergência e outros serviços especializados para definir a prioridade de atendimento. Em outras palavras, é uma forma de organizar o atendimento para que as pessoas em situação mais grave ou urgente sejam atendidas primeiro, e não necessariamente pela ordem de chegada.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Avaliação de um usuário na chegada a um Serviço de Pronto Atendimento de uma Policlínica para definir a prioridade de atendimento conforme sua condição clínica.

Exclusões: Não corresponde ao acolhimento realizado na Atenção Básica, à triagem administrativa ou ao simples atendimento por ordem de chegada.

Observações Conceituais: A classificação de risco é mais frequentemente utilizada em serviços de urgência e emergência, como Policlínicas, hospitais e maternidades, embora alguns serviços especializados também possam adotar protocolos semelhantes de priorização. Na Atenção Básica, o conceito predominante é o de acolhimento, que busca identificar e responder às necessidades do usuário, mas não se restringe à definição de prioridade clínica.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Reuniões de Micro

Atenção Básica, Territorialização, Participação Social, Distritos Sanitários, Gestão da Rede, Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Encontros periódicos realizados pelas equipes de Atenção Básica, especialmente equipes de Saúde da Família, para análise do território de atuação, discussão das condições de saúde da população adscrita, planejamento das ações e organização do processo de trabalho.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A equipe realizou reunião de micro para discutir os principais problemas de saúde do território."; "As reuniões de micro apoiam o planejamento das ações da USF."

Exclusões: Não corresponde a reunião administrativa geral da unidade. Não se limita a encontros entre agentes comunitários de saúde.

Observações Conceituais: As reuniões de micro possibilitam o acompanhamento de áreas menores de responsabilidade sanitária, com participação dos profissionais envolvidos no cuidado e planejamento das ações no território. Podem envolver análise de indicadores, situações prioritárias e definição de intervenções.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Pode ter relação direta com ACS e microáreas do território.

Territorialização

Territorialização, Distritos Sanitários, Promoção da Saúde, Gestão do Cuidado, Atenção Básica, Vigilância em Saúde, Geoprocessamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Processo de reconhecimento, análise e organização do território de atuação de uma equipe ou serviço de saúde, considerando aspectos populacionais, sociais, epidemiológicos, ambientais e de infraestrutura para planejamento das ações de saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A territorialização permitiu identificar áreas prioritárias para ações de saúde."; "A equipe realizou o diagnóstico territorial da sua área de abrangência."

Exclusões: Não corresponde apenas à divisão geográfica de bairros ou regiões administrativas. Não é somente criação de mapas.

Observações Conceituais: É uma diretriz da organização da Atenção Primária e envolve a definição de áreas de abrangência, população adscrita e identificação das necessidades de saúde do território.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito estratégico para organização da APS. Deve ser relacionado a cadastro territorial, população adscrita e microáreas.

Reterritorialização

Territorialização, Distritos Sanitários, Promoção da Saúde, Gestão do Cuidado, Atenção Básica, Gestão da Rede, Geoprocessamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Processo de revisão e atualização da organização territorial dos serviços de saúde, envolvendo redefinição de áreas de abrangência, equipes responsáveis, população adscrita e fluxos assistenciais conforme mudanças demográficas, epidemiológicas ou organizacionais.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A unidade passou por processo de reterritorialização após alteração da área de cobertura."; "A reterritorialização ajustou a população adscrita das equipes."

Exclusões: Não significa apenas atualização cadastral de usuários. Não corresponde somente à mudança física de endereço de uma unidade.

Observações Conceituais: Deve ocorrer quando há mudanças significativas no território, como expansão populacional, alteração da rede de serviços, criação/extinção de equipes ou necessidade de reorganização da cobertura assistencial.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito frequentemente utilizado em processos de reorganização da APS. Importante para análises históricas de equipes e territórios.

Georreferenciamento

Territorialização, Saúde Digital, Sistemas de Informação, Vigilância em Saúde, Atenção Básica, Geoprocessamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Processo de associar informações a uma localização geográfica específica, utilizando coordenadas ou referências espaciais, permitindo a representação e análise desses dados em mapas.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "Os usuários foram georreferenciados para análise da distribuição territorial."; "O georreferenciamento dos equipamentos de saúde permitiu identificar vazios assistenciais."

Exclusões: Não corresponde ao simples cadastro de endereço textual. Não é sinônimo de geoprocessamento.

Observações Conceituais: Permite relacionar dados de saúde a espaços geográficos, como domicílios, unidades de saúde, áreas de abrangência e eventos epidemiológicos.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito técnico relacionado ao dado espacial. Depende da qualidade dos endereços e coordenadas disponíveis.

Geoprocessamento

Territorialização, Saúde Digital, Sistemas de Informação, Vigilância em Saúde, Atenção Básica, Geoprocessamento, Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de técnicas, métodos e tecnologias utilizadas para coleta, armazenamento, processamento, análise e representação de informações geográficas, permitindo análises espaciais aplicadas ao planejamento e gestão.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O geoprocessamento foi utilizado para identificar áreas com maior vulnerabilidade social."; "A análise espacial apoiou o planejamento da rede de saúde."

Exclusões: Não é apenas produção de mapas. Não se restringe ao georreferenciamento de dados.

Observações Conceituais: Abrange o uso de Sistemas de Informação Geográfica (SIG), análise espacial, produção cartográfica e integração de dados territoriais para apoio à decisão.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito mais amplo que georreferenciamento: georreferenciar é uma etapa possível dentro do geoprocessamento.

ArcGIS

Territorialização, Saúde Digital, Sistemas de Informação, Vigilância em Saúde, Atenção Básica, Geoprocessamento, Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Plataforma de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) utilizada para criar, visualizar, analisar e gerenciar informações associadas a localizações geográficas. Em outras palavras, é uma ferramenta que permite transformar dados relacionados a lugares em mapas e análises para compreender melhor os territórios. Na SESAU, o ArcGIS é usado para a elaboração de mapas de cobertura das microáreas das equipes de saúde da família e consequentemente das unidades de saúde da família, dentre outros usos.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Mapeamento da localização de unidades de saúde; análise da distribuição territorial de usuários ou eventos de saúde; apoio à definição e análise de áreas de abrangência das equipes.

Exclusões: Não corresponde ao georreferenciamento em si, que é o processo de associar uma informação a uma localização geográfica, nem ao geoprocessamento, que é o conjunto mais amplo de técnicas de análise de dados espaciais.

Observações Conceituais: O ArcGIS permite trabalhar com camadas geográficas e dados associados a pontos, áreas e territórios, possibilitando análises espaciais e produção de mapas. Pode ser utilizado para apoiar a territorialização, o planejamento da rede, a análise da distribuição de serviços, análise epidemiológica e visualização de indicadores geográficos.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Os dados geográficos utilizados devem possuir fonte, período de referência e critérios de atualização definidos. Quando houver dados pessoais ou informações sensíveis associados à localização, seu uso deve observar os princípios da LGPD e as regras institucionais de segurança e acesso.

Protocolo de Acolhimento

Atenção Básica, Atenção Hospitalar, Gestão do Cuidado, Saúde da Mulher, Saúde da Criança
Vigente/atual
Proposto

Definição: Documento institucional que padroniza o acolhimento dos usuários nos serviços de saúde, estabelecendo diretrizes, critérios e fluxos para a avaliação inicial, identificação das necessidades de saúde e definição do encaminhamento adequado. Pode ser específico para determinado público, serviço ou linha de cuidado.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: "A equipe segue o Protocolo de Acolhimento da unidade."; "O atendimento foi realizado conforme o Protocolo de Acolhimento."

Exclusões: Não corresponde ao acolhimento em si nem substitui o julgamento clínico do profissional.

Observações Conceituais: O conteúdo varia conforme o tipo de serviço e a linha de cuidado, podendo incluir classificação de risco, critérios clínicos e fluxos assistenciais. Em resumo, é o conjunto de orientações que padroniza como o usuário deve ser recebido e encaminhado no serviço de saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Pode haver protocolos específicos por serviço ou linha de cuidado.

Faturamento

Financiamento, Média e Alta Complexidade, Atenção Hospitalar, Gestão da Rede, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Processo de consolidação, processamento e envio da produção assistencial para fins de registro, apuração, financiamento, remuneração ou prestação de contas, conforme as regras estabelecidas pelo SUS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O faturamento da competência foi encerrado."; "A produção precisa ser faturada dentro do prazo estabelecido."

Exclusões: Não é sinônimo de pagamento realizado. Não corresponde apenas à emissão de documentos financeiros ou fiscais.

Observações Conceituais: No SUS, o faturamento está associado ao processamento da produção registrada nos sistemas oficiais e às regras de financiamento vigentes. Dependendo da modalidade de gestão e da natureza do prestador, pode resultar em transferência de recursos, comprovação da produção ou ambas. Em resumo: é o processo de transformar a produção registrada em informação válida para financiamento e prestação de contas.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Importante diferenciar produção registrada, produção aprovada, produção faturada e produção paga, especialmente em indicadores financeiros.

Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)

Saúde Mental, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Serviço de saúde de caráter aberto e comunitário destinado ao atendimento de pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, atuando na atenção psicossocial, cuidado em liberdade e integração com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "Usuário acompanhado pelo CAPS de referência"; "A rede conta com CAPS distribuídos nos territórios dos Distritos Sanitários."

Exclusões: Não inclui ambulatórios de saúde mental, hospitais psiquiátricos, unidades de acolhimento ou serviços exclusivamente clínicos sem característica de atenção psicossocial territorial.

Observações Conceituais: Os CAPS são pontos de atenção da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e substituem o modelo centrado em internações psiquiátricas. Possuem diferentes modalidades conforme porte populacional, público atendido e funcionamento.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito guarda-chuva utilizado para agrupamento das modalidades CAPS I, II, III, CAPS AD e CAPSi.

CAPS I

Saúde Mental, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Modalidade de Centro de Atenção Psicossocial destinada ao cuidado de pessoas de diferentes faixas etárias em intenso sofrimento psíquico, incluindo situações relacionadas a transtornos mentais graves e persistentes e ao uso prejudicial de álcool e outras drogas, conforme a organização da Rede de Atenção Psicossocial. É uma modalidade dimensionada nacionalmente para territórios de menor porte populacional.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: O município possui CAPS I como ponto especializado da Rede de Atenção Psicossocial.

Exclusões: Não corresponde a CAPS II, CAPS III, CAPS AD, CAPSi ou ambulatório de saúde mental.

Termos Correlatos: Centro de Atenção Psicossocial; Rede de Atenção Psicossocial; CAPS II; CAPS III; CAPS AD; CAPSi.

Observações Conceituais: As modalidades de CAPS se diferenciam por critérios como público, porte populacional de referência e regime de funcionamento.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A existência ou inexistência atual dessa modalidade no Recife deve ser registrada e atualizada em governança, e não incorporada à definição nacional.

CAPS II

Saúde Mental, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Modalidade de Centro de Atenção Psicossocial destinada ao cuidado territorial de pessoas em intenso sofrimento psíquico, incluindo transtornos mentais graves e persistentes, com capacidade assistencial dimensionada para territórios de maior porte populacional que aqueles de referência do CAPS I.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: O usuário é acompanhado pelo CAPS II de referência de seu território.

Exclusões: Não corresponde ao CAPS III, CAPS AD, CAPSi ou ambulatório convencional de psiquiatria.

Termos Correlatos: Centro de Atenção Psicossocial; Rede de Atenção Psicossocial; CAPS I; CAPS III.

Observações Conceituais: O CAPS II oferece cuidado multiprofissional comunitário em regime de funcionamento predominantemente diurno e deve ser diferenciado do CAPS III, que possui funcionamento contínuo com acolhimento noturno.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Informações sobre quais unidades do Recife são habilitadas como CAPS II devem permanecer na base da rede e ser atualizadas separadamente da definição.

CAPS III

Saúde Mental, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Modalidade de Centro de Atenção Psicossocial que oferece cuidado contínuo, com funcionamento 24 horas, inclusive em finais de semana e feriados, e possibilidade de acolhimento noturno para pessoas em intenso sofrimento psíquico. Atua territorialmente como ponto da Rede de Atenção Psicossocial e oferece suporte a situações que demandam cuidado intensivo, funcionando como alternativa comunitária à lógica centrada em internações psiquiátricas.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: O CAPS III pode acolher durante a noite uma pessoa em situação de crise que necessita cuidado intensivo em saúde mental.

Exclusões: Não corresponde a hospital psiquiátrico ou unidade convencional de internação hospitalar. Também deve ser diferenciado do CAPS AD III, voltado especificamente às necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas.

Termos Correlatos: Centro de Atenção Psicossocial; Rede de Atenção Psicossocial; CAPS II; CAPS AD.

Observações Conceituais: O funcionamento 24 horas e o acolhimento noturno são características centrais dessa modalidade.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A situação atual da oferta de CAPS III no Recife deve permanecer neste campo ou na base institucional da rede e ser revisada sempre que houver mudança de habilitação ou implantação.

CAPS AD

Saúde Mental, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas destinado ao atendimento de pessoas com necessidades relacionadas ao uso prejudicial ou dependência de álcool e outras drogas, promovendo cuidado integral, redução de danos e reinserção social.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "Usuários com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas são acompanhados pelo CAPS AD."

Exclusões: Não inclui comunidades terapêuticas, grupos de apoio comunitário ou serviços sem habilitação como CAPS AD.

Observações Conceituais: Serviço especializado da RAPS voltado para problemas relacionados ao consumo de substâncias psicoativas. Pode possuir diferentes modalidades (CAPS AD, CAPS AD III, CAPS AD IV conforme regulamentação).

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Não inclui comunidades terapêuticas, grupos de apoio comunitário ou serviços sem habilitação como CAPS AD.

CAPSi (Infantojuvenil)

Rede Materno-Infantil, Gestão do Cuidado, Saúde Mental
Vigente/atual
Proposto

Definição: Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil destinado ao atendimento de crianças e adolescentes com sofrimento ou transtornos mentais graves e persistentes, incluindo situações relacionadas ao uso de álcool e outras drogas nessa faixa etária.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O CAPSi realiza acompanhamento de crianças e adolescentes com demandas de saúde mental."

Exclusões: Não inclui atendimento psicológico escolar, ambulatórios pediátricos ou serviços exclusivos de assistência social.

Observações Conceituais: Serviço especializado da RAPS voltado ao público infantojuvenil, articulado com rede de educação, assistência social, proteção e saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Não inclui atendimento psicológico escolar, ambulatórios pediátricos ou serviços exclusivos de assistência social.

Residente em Saúde

Gestão do Trabalho
Vigente/atual
Proposto

Definição: Profissional de saúde regularmente matriculado em programa de residência, que desenvolve formação em serviço por meio de atividades teóricas e práticas supervisionadas em unidades do SUS. Em outras palavras, é um profissional já graduado que se especializa atuando diretamente nos serviços de saúde, sob supervisão de profissionais experientes.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Residente de Enfermagem atuando em Unidade de Saúde da Família como parte do Programa de Residência Multiprofissional.

Exclusões: Não corresponde a estudante de graduação, estagiário, interno de medicina ou profissional efetivo da equipe.

Observações Conceituais: O residente participa das atividades assistenciais, de ensino e, quando previsto, de pesquisa, conforme o projeto pedagógico do programa de residência. Sua atuação ocorre sob supervisão de preceptores e não substitui o quadro permanente de profissionais.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Quando aplicável, especificar a modalidade da residência (médica ou multiprofissional / uniprofissional).

Saúde Pública

Atenção Básica, Vigilância em Saúde, Regulação, Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de políticas, ações, programas e serviços organizados pelo Estado para promover, proteger, prevenir e recuperar a saúde da população. Em outras palavras, refere-se às ações desenvolvidas pelos governos e pelo SUS para melhorar as condições de saúde da população e enfrentar problemas de interesse coletivo.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Campanhas de vacinação, controle de epidemias, vigilância sanitária, planejamento das redes de atenção e ações de promoção da saúde desenvolvidas pelo SUS.

Exclusões: Não corresponde ao campo acadêmico da Saúde Coletiva nem às ações exclusivamente assistenciais de caráter individual.

Observações Conceituais: A Saúde Pública compreende a organização e execução de políticas e serviços voltados ao interesse coletivo, incluindo ações assistenciais, de vigilância, promoção da saúde, prevenção de doenças, regulação, fiscalização e resposta a emergências em saúde. No Brasil, é operacionalizada principalmente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Nos documentos da SESAU, recomenda-se utilizar Saúde Pública para se referir às políticas, serviços e ações governamentais de saúde, e Saúde Coletiva quando o enfoque estiver no campo de conhecimento, na produção científica ou na análise dos determinantes e da organização dos sistemas de saúde.

Saúde Coletiva

Educação Permanente, Atenção Básica, Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Campo interdisciplinar de conhecimentos e práticas voltado ao estudo e à intervenção sobre os processos de saúde e doença nas populações, considerando seus determinantes sociais, econômicos, culturais, ambientais e políticos. Em outras palavras, a Saúde Coletiva busca compreender e melhorar as condições de saúde da população como um todo, integrando assistência, vigilância, promoção da saúde, gestão e participação social.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Estudos sobre perfil epidemiológico da população, planejamento de políticas públicas, avaliação de programas de saúde e formação de sanitaristas.

Exclusões: Não corresponde apenas à assistência prestada à população nem se restringe às ações de Vigilância em Saúde ou de Saúde Pública governamental.

Observações Conceituais: A Saúde Coletiva constitui um campo científico e de atuação profissional que articula diferentes áreas do conhecimento, como Epidemiologia, Ciências Sociais e Humanas em Saúde e Planejamento e Gestão em Saúde. Seu foco ultrapassa a assistência individual, incorporando os determinantes sociais da saúde e a organização dos sistemas de saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Utilizar o termo quando o contexto envolver o campo científico, a formulação de políticas, a gestão do sistema de saúde ou a análise dos determinantes da saúde.

Unidade Amiga da Primeira Infância (UAPI)

Rede Materno-Infantil, Atenção Básica, Saúde da Criança
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estratégia do UNICEF, desenvolvida em parceria com municípios brasileiros, voltada à qualificação dos serviços públicos destinados à Primeira Infância por meio de ações de assistência técnica, capacitação, monitoramento e certificação. Em outras palavras, uma unidade de saúde reconhecida como Unidade Amiga da Primeira Infância foi reconhecida pelo UNICEF por adotar boas práticas para promover o desenvolvimento integral de gestantes, bebês e crianças na primeira infância

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Unidade de Saúde da Família reconhecida como UAPI que implementa ações de promoção do desenvolvimento infantil e recebe certificação após cumprir os critérios da iniciativa.

Exclusões: Não corresponde a uma habilitação do Ministério da Saúde nem a uma classificação do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Observações Conceituais: No Recife, a UAPI é desenvolvida em parceria entre a Prefeitura e o UNICEF, integrando ações das áreas de saúde, educação e assistência social. As unidades participantes recebem apoio técnico, passam por processos de capacitação, monitoramento e avaliação e, quando atendem aos critérios estabelecidos pela metodologia da iniciativa, podem ser certificadas como Unidades Amigas da Primeira Infância. A estratégia busca fortalecer a qualidade da atenção prestada às gestantes, crianças de até seis anos e suas famílias.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A metodologia, os critérios de avaliação e a certificação são definidos pela iniciativa UAPI, coordenada pelo UNICEF em parceria com os municípios participantes. No Recife, a estratégia é implementada de forma intersetorial, envolvendo saúde, educação e assistência social.

Primeira Infância

Rede Materno-Infantil, Atenção Básica, Saúde da Criança
Vigente/atual
Proposto

Definição: Período do desenvolvimento humano que compreende os primeiros seis anos de vida da criança, caracterizado por intensas transformações físicas, cognitivas, emocionais e sociais. Em outras palavras, é a fase em que o desenvolvimento da criança é mais acelerado e em que os cuidados com saúde, nutrição, proteção e estímulos têm maior impacto ao longo da vida.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Acompanhamento do desenvolvimento infantil durante consultas de puericultura; ações de promoção da parentalidade e do aleitamento materno; monitoramento da vacinação de crianças de até seis anos.

Exclusões: Não corresponde apenas ao período neonatal ou aos primeiros mil dias de vida, embora esses façam parte da Primeira Infância.

Observações Conceituais: A atenção à Primeira Infância envolve ações integradas de promoção do desenvolvimento infantil, acompanhamento do crescimento, vacinação, aleitamento materno, alimentação saudável, puericultura, desenvolvimento neuropsicomotor e articulação intersetorial com educação, assistência social e demais políticas públicas.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: O conceito deve observar o Marco Legal da Primeira Infância (Lei Federal nº 13.257/2016) e as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento integral da criança.

Programa Mãe Coruja

Rede Materno-Infantil, Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Programa do Governo de Pernambuco voltado à promoção da saúde materno-infantil, oferecendo acompanhamento intersetorial às gestantes e crianças na primeira infância, com ações de saúde, assistência social e educação.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: "A gestante foi vinculada ao Programa Mãe Coruja."; "O acompanhamento ocorreu em articulação com o Programa Mãe Coruja."

Exclusões: Não corresponde aos serviços regulares de pré-natal ou puericultura oferecidos pelo SUS, embora atue de forma complementar.

Observações Conceituais: Atua de forma integrada entre diferentes políticas públicas, buscando reduzir a mortalidade materna e infantil e promover o desenvolvimento integral da criança. Em resumo, é um programa estadual de acompanhamento de gestantes e crianças nos primeiros anos de vida.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Porta de entrada

Atenção Básica, Gestão da Rede, Média e Alta Complexidade, Gestão do Cuidado, Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Serviços e pontos de atenção pelos quais o usuário acessa inicialmente a Rede de Atenção à Saúde (RAS), sendo responsáveis pelo acolhimento, avaliação das necessidades de saúde e encaminhamento ou coordenação do cuidado quando necessário.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A Unidade de Saúde da Família é uma das principais portas de entrada do SUS."; "O usuário acessou a rede pela porta de entrada da Atenção Básica."

Exclusões: Não significa necessariamente o primeiro contato físico do usuário com qualquer serviço de saúde. Não corresponde apenas a unidades de recepção ou atendimento administrativo.

Observações Conceituais: No SUS, a Atenção Primária à Saúde é considerada principal porta de entrada preferencial da Rede de Atenção à Saúde, juntamente com outros serviços previstos conforme necessidade assistencial, como urgência e emergência.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito amplo. Evitar usar como sinônimo de "porta aberta".

Porta aberta

Atenção Básica, Gestão da Rede, Média e Alta Complexidade, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Modelo de acesso em que o serviço recebe usuários sem necessidade de encaminhamento prévio ou autorização de outro ponto da rede, realizando acolhimento e avaliação da demanda apresentada.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A Unidade de Saúde funciona como serviço de porta aberta para demandas espontâneas."; "O CAPS realiza acolhimento em modalidade de porta aberta."

Exclusões: Não significa atendimento sem critérios técnicos ou ausência de organização do acesso. Não equivale necessariamente a atendimento imediato.

Observações Conceituais: Caracteriza a forma de acesso ao serviço. Pode ocorrer em serviços de diferentes níveis de atenção, especialmente aqueles com atendimento espontâneo ou de demanda livre.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Termo frequentemente utilizado de forma operacional pelas equipes, mas possui interpretação variável conforme o serviço. Recomenda-se associar ao estabelecimento ou linha de cuidado.

Porta fechada

Regulação, Gestão da Rede, Média e Alta Complexidade, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Modelo de acesso em que o atendimento ocorre mediante encaminhamento, regulação, agendamento prévio ou critérios definidos de acesso pela rede de atenção.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O ambulatório especializado funciona como porta fechada, com acesso regulado pela Central de Regulação."; "O serviço recebe pacientes encaminhados pela rede."

Exclusões: Não significa serviço indisponível ou restrito; indica apenas que o acesso segue fluxo previamente definido.

Observações Conceituais: Utilizado para caracterizar serviços que não recebem demanda espontânea e dependem de mecanismos organizados de acesso, como regulação assistencial, agendamento prévio ou referência definida.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito operacional. Evitar interpretação negativa associada a restrição de acesso.

Central de Regulação

Regulação, Gestão da Rede, Média e Alta Complexidade, Gestão do Cuidado, Sistemas de Informação, Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estrutura responsável pela organização, coordenação e ordenamento do acesso dos usuários aos serviços de saúde, realizando a gestão das solicitações assistenciais conforme critérios técnicos, protocolos, disponibilidade de oferta e fluxos pactuados na rede de atenção à saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A Central de Regulação organiza o acesso dos usuários aos serviços especializados."; "As solicitações são avaliadas pela Central de Regulação conforme critérios de prioridade."

Exclusões: Não corresponde ao serviço assistencial que realiza o atendimento ou procedimento. Não é sinônimo de sistema informatizado de regulação.

Observações Conceituais: A Central de Regulação integra a Política Nacional de Regulação do SUS e pode atuar em diferentes modalidades, como regulação ambulatorial, hospitalar, de urgência e de procedimentos especializados.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Central de Regulação do Recife

Regulação, Gestão da Rede, Média e Alta Complexidade, Gestão do Cuidado, Sistemas de Informação, Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estrutura da Secretaria de Saúde do Recife responsável pela regulação do acesso dos usuários da Rede Municipal de Saúde do Recife aos serviços assistenciais, organizando solicitações, encaminhamentos e fluxos de acesso conforme protocolos, pactuações e disponibilidade da rede própria e contratualizada.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A solicitação de consulta especializada foi encaminhada para a Central de Regulação."; "A Central de Regulação municipal realiza o ordenamento do acesso aos serviços especializados."

Exclusões: Não inclui centrais estaduais ou federais de regulação. Não corresponde aos sistemas informatizados utilizados para registrar solicitações.

Observações Conceituais: Atua no âmbito da SESAU, coordenando processos de regulação municipal conforme as necessidades assistenciais e a organização da rede local. Pode envolver regulação de consultas, exames, procedimentos, internações e outros serviços conforme competência municipal. Via de regra, é chamada apenas de Regulação ou Central de Regulação.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Evitar confundir com CMCE estadual.

Central de Marcação de Consultas e Exames (CMCE)

Regulação, Gestão da Rede, Média e Alta Complexidade, Gestão do Cuidado, Sistemas de Informação, Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema de regulação utilizado pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) para operacionalização do acesso regulado a consultas, exames e procedimentos especializados, conforme fluxos estaduais de regulação.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "O usuário foi inserido na fila da CMCE para realização de exame especializado."; "A solicitação foi cadastrada no CMCE para avaliação da regulação estadual."

Exclusões: Não é a Central de Regulação enquanto estrutura organizacional. Não substitui os serviços executantes nem define isoladamente todos os critérios assistenciais de acesso.

Observações Conceituais: A CMCE é uma ferramenta/sistema operacional de regulação estadual, utilizada para registrar, organizar e acompanhar solicitações de acesso a serviços regulados pela rede estadual. Algumas solicitações de procedimentos e exames feitos à Central de Regulação do Recife pela própria rede municipal de saúde do Recife precisam ser inseridas no CMCE, pois são ofertados apenas pela Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco (SES-PE).

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Importante diferenciar CMCE (sistema) de Central de Regulação (estrutura/processo). Em bases de dados pode aparecer como sistema, fila ou módulo operacional.

Overbooking

Regulação, Média e Alta Complexidade, Gestão do Cuidado, Gestão da Rede, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estratégia de gestão de agendas em que são disponibilizados mais agendamentos do que a capacidade nominal de atendimento prevista, considerando a expectativa de faltas ou cancelamentos, com objetivo de reduzir ociosidade da oferta assistencial.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: "Foi utilizado overbooking na agenda de consultas para reduzir o impacto do absenteísmo."; "A estratégia de overbooking aumentou o aproveitamento das vagas disponíveis."

Exclusões: Não corresponde à duplicação indevida de agendamentos sem planejamento. Não deve comprometer a segurança assistencial ou o tempo adequado de atendimento.

Observações Conceituais: Deve ser aplicado conforme critérios técnicos e avaliação da capacidade operacional do serviço. Quando mal dimensionado, pode gerar atrasos, sobrecarga das equipes e insatisfação dos usuários.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Termo operacional de gestão de agendas. Recomenda-se vincular a indicadores como taxa de absenteísmo e taxa de ocupação da oferta.

Anonimização

Sistemas de Informação, Saúde Digital, Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Processo de tratamento de dados que remove ou altera informações de forma que o titular não possa ser identificado, direta ou indiretamente, considerando meios técnicos razoáveis disponíveis.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "Os dados foram anonimizados antes da publicação do painel."; "A base utilizada para pesquisa passou por anonimização."

Exclusões: Não corresponde à pseudonimização nem à simples remoção do nome do usuário quando ainda for possível identificá-lo por outros dados.

Termos Correlatos: Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)

Observações Conceituais: A anonimização é prevista pela LGPD e busca reduzir riscos à privacidade, especialmente em atividades de análise, pesquisa e divulgação de dados. Em outras palavras, é o processo de impedir que um dado seja associado a uma pessoa específica.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Arboviroses

Vigilância em Saúde, Promoção da Saúde, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de doenças causadas por arbovírus, transmitidos principalmente pela picada de artrópodes, como mosquitos, incluindo dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O município registrou aumento dos casos de arboviroses."; "As ações de combate às arboviroses foram intensificadas antes do período chuvoso."

Exclusões: Não inclui doenças transmitidas por contato direto, alimentos, água contaminada ou vias respiratórias.

Observações Conceituais: O monitoramento das arboviroses envolve ações integradas de vigilância epidemiológica, controle vetorial, assistência e educação em saúde. Em resumo, são doenças transmitidas por mosquitos ou outros artrópodes vetores.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 21/08/2026

Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN)

Sistemas de Informação, Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema nacional do SUS utilizado para registrar e acompanhar doenças, agravos e eventos de notificação compulsória, ou seja, situações que devem ser obrigatoriamente comunicadas aos serviços de vigilância em saúde. Exemplos incluem dengue, tuberculose, meningite, sífilis, violência interpessoal e acidentes com animais peçonhentos.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O caso foi registrado no SINAN."; "Os indicadores epidemiológicos foram calculados a partir do SINAN."

Exclusões: Não registra todos os atendimentos realizados no SUS nem substitui outros sistemas, como SIM ou SINASC.

Termos Correlatos: Notificação compulsória

Observações Conceituais: A notificação compulsória permite que os serviços de saúde acompanhem a ocorrência de doenças e outros eventos de interesse para a saúde pública, orientando ações de prevenção, investigação e controle. Em resumo, o SINAN ajuda a Vigilância em Saúde a identificar rapidamente problemas que precisam de acompanhamento pelo SUS.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 21/08/2026

Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM)

Sistemas de Informação, Vigilância em Saúde, Saúde da Mulher, Saúde do Idoso, Saúde da Criança
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema nacional de informação do SUS destinado ao registro, processamento e análise dos óbitos ocorridos no país, tendo como principal documento fonte a Declaração de Óbito (DO).

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "Os dados de mortalidade foram extraídos do SIM."; "O óbito foi registrado no SIM."

Exclusões: Não substitui a Declaração de Óbito nem corresponde ao sistema de investigação de óbitos.

Termos Correlatos: Comitê de Investigação de Óbitos

Observações Conceituais: É uma das principais fontes de informação para monitoramento da mortalidade e planejamento das ações de saúde. Em outras palavras, é o sistema oficial que registra e consolida os dados sobre óbitos no Brasil.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 21/08/2026

Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC)

Sistemas de Informação, Vigilância em Saúde, Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Rede Materno-Infantil
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema nacional de informação do SUS destinado ao registro e monitoramento dos nascimentos ocorridos no país, tendo como principal documento fonte a Declaração de Nascido Vivo (DNV).

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "Os indicadores de natalidade foram calculados com dados do SINASC."; "O nascimento foi registrado no SINASC."

Exclusões: Não corresponde ao prontuário da maternidade nem ao cadastro da criança na Atenção Básica.

Observações Conceituais: É utilizado para monitorar indicadores relacionados aos nascimentos e subsidiar políticas públicas voltadas à saúde materno-infantil. Em resumo, é o sistema oficial que registra os nascimentos ocorridos no Brasil.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 21/08/2026

Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN)

Sistemas de Informação, Vigilância em Saúde, Promoção da Saúde, Atenção Básica, Saúde do Idoso, Saúde da Criança
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema de informação do SUS destinado ao registro e monitoramento do estado nutricional e do consumo alimentar da população acompanhada pelos serviços de saúde, subsidiando ações de vigilância alimentar e nutricional.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "As crianças tiveram seus dados registrados no SISVAN."; "O relatório foi elaborado com base nas informações do SISVAN."

Exclusões: Não corresponde ao prontuário eletrônico nem aos sistemas de assistência farmacêutica.

Observações Conceituais: Os registros são utilizados para acompanhar o perfil nutricional da população e apoiar o planejamento de ações de alimentação e nutrição. Em outras palavras, é o sistema que acompanha o estado nutricional e a alimentação dos usuários do SUS.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 21/08/2026

Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI)

Sistemas de Informação, Atenção Básica, Saúde da Criança, Saúde do Idoso, Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema nacional de informação destinado ao registro, monitoramento e gestão das ações de vacinação realizadas no âmbito do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A dose foi registrada no SI-PNI."; "O painel de cobertura vacinal utiliza dados do SI-PNI."

Exclusões: Não corresponde ao Cartão Nacional de Vacinação nem ao sistema e-SUS APS, embora possa haver integração entre eles.

Observações Conceituais: Permite registrar doses aplicadas, controlar esquemas vacinais e apoiar o monitoramento das coberturas vacinais. Em resumo, é o sistema oficial utilizado para registrar e acompanhar a vacinação no SUS.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Competência

Sistemas de Informação, Financiamento, Atenção Básica, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Período de referência utilizado para registro, processamento, consolidação e análise de informações administrativas, assistenciais ou financeiras, normalmente correspondente a um mês calendário.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A produção foi registrada na competência de março de 2026."; "O faturamento da competência foi encerrado."

Exclusões: Não corresponde necessariamente à data em que o atendimento ocorreu nem ao período de pagamento.

Observações Conceituais: A competência pode representar o período de realização, processamento ou faturamento das informações, conforme as regras de cada sistema. Por isso, diferentes sistemas podem adotar competências distintas para o mesmo evento. Em resumo, é o mês ou período considerado como referência para registrar e analisar os dados.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito importante para BI. Recomenda-se diferenciar, quando necessário, competência assistencial, competência de processamento e competência financeira.

Espaço Mãe Coruja

Rede Materno-Infantil, Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Atenção Básica, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Unidade de atendimento do Programa Mãe Coruja destinada ao acolhimento e acompanhamento de gestantes, mães, crianças e famílias, oferecendo ações integradas de saúde, assistência social e orientação para o cuidado materno-infantil. Frequentemente está localizado em Unidades de Saúde, mas também pode estar dentro de outros equipamentos públicos, como o Compaz.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A gestante foi encaminhada para o Espaço Mãe Coruja."; "O acompanhamento ocorreu no Espaço Mãe Coruja do distrito."

Exclusões: Não corresponde ao Programa Mãe Coruja como política pública nem substitui os serviços assistenciais da rede de saúde.

Observações Conceituais: Funciona como ponto de apoio para execução das ações do Programa Mãe Coruja, promovendo acompanhamento intersetorial e fortalecimento do vínculo com as famílias. Em resumo, é o local onde são desenvolvidas as atividades do Programa Mãe Coruja junto às gestantes e crianças.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Comitê de Investigação de Óbitos

Vigilância em Saúde, Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Gestão do Cuidado, Rede Materno-Infantil
Vigente/atual
Proposto

Definição: Instância técnica multiprofissional responsável por analisar óbitos selecionados, identificar fatores contribuintes e propor recomendações para qualificar a assistência e prevenir ocorrências evitáveis.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O caso foi encaminhado ao Comitê de Investigação de Óbitos."; "O Comitê emitiu recomendações para qualificação da assistência."

Exclusões: Não realiza atendimento ao usuário nem substitui investigações policiais, judiciais ou médico-legais.

Observações Conceituais: Os comitês possuem caráter educativo e de melhoria da qualidade da atenção, não tendo finalidade punitiva ou pericial. Em outras palavras, são grupos técnicos que analisam óbitos para identificar oportunidades de melhoria na assistência.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Pode haver comitês específicos (materno, infantil, fetal etc.), conforme a organização local.

Investigação de Óbitos

Vigilância em Saúde, Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Gestão do Cuidado, Rede Materno-Infantil
Vigente/atual
Proposto

Definição: Processo sistemático de coleta, análise e complementação de informações sobre um óbito, com o objetivo de esclarecer suas circunstâncias, qualificar os registros e identificar fatores que subsidiem ações de prevenção e melhoria da assistência à saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O óbito entrou em processo de investigação."; "A investigação identificou oportunidades de melhoria no cuidado prestado."

Exclusões: Não corresponde à emissão da Declaração de Óbito nem à necropsia ou investigação criminal da causa da morte.

Observações Conceituais: A investigação pode envolver análise documental, revisão de prontuários, entrevistas e discussão técnica, conforme protocolos específicos. Em resumo, consiste na análise detalhada de um óbito para compreender suas causas e prevenir novas ocorrências semelhantes.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Diferenciar do Comitê de Investigação de Óbitos: a investigação é o processo; o comitê é a instância que analisa os casos e emite recomendações.

Núcleo de Segurança do Paciente

Média e Alta Complexidade, Gestão do Cuidado, Educação em Saúde, Gestão do Trabalho
Vigente/atual
Proposto

Definição: Instância existente nos serviços de saúde, especialmente hospitais, responsável por promover e apoiar ações voltadas à segurança do paciente, coordenando a implementação de práticas, protocolos e estratégias para prevenção de incidentes e melhoria da qualidade da assistência.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O incidente foi comunicado ao Núcleo de Segurança do Paciente."; "O NSP acompanhou a implantação do protocolo de identificação do paciente."

Exclusões: Não substitui a CCIH nem é responsável exclusivamente pelo controle de infecções.

Observações Conceituais: O Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) é instituído em cada serviço de saúde abrangido pela regulamentação da ANVISA e atua na gestão de riscos assistenciais, monitoramento de incidentes, capacitação das equipes e implementação dos protocolos de segurança do paciente. Em outras palavras, é a equipe responsável por organizar e acompanhar as ações que tornam o atendimento mais seguro para os pacientes.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito previsto na RDC ANVISA nº 36/2013.

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH)

Atenção Hospitalar, Vigilância em Saúde, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Comissão multiprofissional responsável por planejar, executar, monitorar e avaliar as ações de prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência à saúde em estabelecimentos hospitalares.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A CCIH investigou o aumento das infecções relacionadas à assistência."; "O protocolo foi revisado pela CCIH."

Exclusões: Não corresponde ao Núcleo de Segurança do Paciente nem substitui as responsabilidades das equipes assistenciais.

Observações Conceituais: A CCIH atua conforme a legislação sanitária vigente, promovendo ações de vigilância, capacitação e monitoramento dos riscos relacionados às infecções assistenciais. Em resumo, é a comissão responsável por coordenar as ações de prevenção e controle de infecções nos hospitais.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Programa Nacional de Imunizações (PNI)

Vigilância em Saúde, Saúde da Criança, Saúde do Idoso, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Política pública do Ministério da Saúde responsável por definir as diretrizes da vacinação no Brasil, incluindo o calendário nacional de vacinação, os imunobiológicos ofertados pelo SUS, as campanhas de vacinação e as normas técnicas para imunização da população.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "A campanha segue as recomendações do PNI."; "O calendário vacinal é definido pelo Programa Nacional de Imunizações."

Exclusões: Não corresponde ao SI-PNI, que é o sistema utilizado para registrar as vacinações realizadas.

Observações Conceituais: As ações do PNI são executadas pelos estados, Distrito Federal e municípios, por meio de suas respectivas coordenações de imunização. Em resumo, é a política nacional que organiza a vacinação no SUS em todo o país.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Coordenação Municipal do Programa Nacional de Imunizações (Coordenação Municipal do PNI)

Vigilância em Saúde, Saúde da Criança, Saúde do Idoso, Atenção Básica, Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estrutura da Secretaria Municipal de Saúde responsável por planejar, coordenar, executar e monitorar as ações de imunização no município, em conformidade com as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: "A Coordenação Municipal do PNI divulgou a estratégia de vacinação."; "A distribuição de vacinas foi organizada pela Coordenação Municipal do PNI."

Exclusões: Não corresponde ao Programa Nacional de Imunizações nem ao SI-PNI.

Observações Conceituais: No Recife, a Coordenação Municipal do PNI é responsável por operacionalizar as ações de vacinação, coordenar campanhas, distribuir imunobiológicos, monitorar as coberturas vacinais e apoiar tecnicamente as unidades de saúde. Em outras palavras, é a equipe da Secretaria Municipal de Saúde que coloca em prática, no município, as ações definidas pelo PNI.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Notificação compulsória

Atenção Hospitalar, Vigilância em Saúde, Sistemas de Informação, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Comunicação obrigatória às autoridades de saúde sobre a ocorrência ou suspeita de determinadas doenças, agravos ou eventos de saúde pública, realizada pelos serviços e profissionais de saúde conforme a legislação vigente. O objetivo é permitir o monitoramento da situação de saúde e a adoção de medidas de prevenção e controle.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O caso suspeito de dengue foi registrado como notificação compulsória."; "A unidade realizou a notificação compulsória do agravo no prazo estabelecido."

Exclusões: Não corresponde ao registro de qualquer atendimento realizado no serviço de saúde nem substitui a investigação epidemiológica do caso.

Termos Correlatos: SINAN

Observações Conceituais: A lista de doenças, agravos e eventos de notificação compulsória é definida e atualizada pelo Ministério da Saúde e pode ser complementada por normas estaduais ou municipais. Entre os exemplos estão dengue, tuberculose, meningite, sífilis, violência interpessoal, acidentes com animais peçonhentos e intoxicações exógenas. Em resumo, é a obrigação de informar ao SUS situações de saúde que precisam ser acompanhadas pela Vigilância em Saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 21/08/2026

Incidente (Segurança do Paciente)

Atenção Hospitalar, Gestão do Cuidado, Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Evento ou circunstância que poderia resultar, ou que resultou, em dano desnecessário ao paciente durante a prestação da assistência à saúde. Exemplos incluem quedas, erros de medicação, infecções relacionadas à assistência à saúde, falhas na identificação do paciente, lesões por pressão, procedimentos realizados em paciente ou local incorreto e óbitos decorrentes de incidentes assistenciais.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: "O incidente foi comunicado ao Núcleo de Segurança do Paciente."; "A análise do incidente resultou na revisão do protocolo assistencial."

Exclusões: Não corresponde necessariamente a erro profissional, negligência ou evento com dano ao paciente. Também não se restringe a eventos que geraram consequências clínicas.

Observações Conceituais: Os incidentes podem ocorrer com ou sem dano ao paciente e incluem situações como erros de medicação, quedas, falhas na identificação do paciente, lesões por pressão e problemas relacionados a procedimentos assistenciais. O registro e a análise desses eventos são fundamentais para identificar causas, implementar melhorias e prevenir novas ocorrências. Em outras palavras, é qualquer situação que comprometa ou possa comprometer a segurança do paciente durante o atendimento.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Conceito alinhado às definições da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da RDC ANVISA nº 36/2013. Futuramente podem ser incluídos verbetes específicos como "evento adverso", "quase falha (near miss)" e "evento sem dano".

Atendimento Hospitalar

Atenção Hospitalar, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de atendimentos e procedimentos realizados em hospitais, envolvendo assistência de média e alta complexidade, tanto em regime de internação quanto em atendimentos de urgência, emergência, cirurgias e outros serviços especializados. Em outras palavras, é o cuidado prestado dentro de um hospital, desde uma internação até um atendimento de urgência ou uma cirurgia.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Internação para tratamento clínico; parto hospitalar; cirurgia eletiva; atendimento em emergência hospitalar.

Exclusões: Não corresponde aos atendimentos realizados exclusivamente em unidades ambulatoriais, policlínicas ou Unidades de Saúde da Família.

Observações Conceituais: O atendimento hospitalar pode ocorrer de forma programada ou de urgência e inclui diversos serviços, como enfermarias, centros cirúrgicos, maternidades, unidades de terapia intensiva (UTI) e ambulatórios hospitalares.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Os hospitais podem integrar a rede própria, contratualizada ou complementar do SUS.

Atendimento Ambulatorial

Atenção Básica, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Atendimento realizado sem admissão do usuário em regime de internação hospitalar, podendo envolver consulta, avaliação, tratamento ou outras ações assistenciais.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Consulta médica, consulta odontológica, fisioterapia, realização de exames, pequenas cirurgias ambulatoriais e infusão de medicamentos.

Exclusões: Não corresponde a internações hospitalares.

Observações Conceituais: O atendimento ambulatorial pode ocorrer em diferentes tipos de estabelecimentos, como Unidades de Saúde da Família, policlínicas, ambulatórios especializados e ambulatórios hospitalares.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: O termo descreve a modalidade do atendimento e não o tipo de estabelecimento onde ele ocorre.

Serviço de Pronto Atendimento (SPA)

Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Serviço destinado ao atendimento de situações de urgência e emergência que necessitam de assistência imediata, podendo funcionar no interior de estabelecimentos da rede municipal, como policlínicas ou hospitais. Em outras palavras, é uma unidade para atender problemas de saúde que não podem esperar uma consulta agendada, mas que nem sempre exigem atendimento hospitalar.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: Atendimento de crises hipertensivas, fraturas simples, cortes, febre persistente, dor intensa e outras situações de urgência.

Exclusões: Não corresponde às Unidades de Saúde da Família, às Unidades de Pronto Atendimento (UPA) nem às policlínicas. Nas unidades em que SPA e policlínica compartilham a mesma estrutura física, cada serviço possui organização, objetivos e fluxos assistenciais próprios.

Observações Conceituais: No Recife, os Serviços de Pronto Atendimento (SPA) integram a rede municipal de urgência e emergência e realizam acolhimento com classificação de risco. Quando necessário, o usuário pode ser estabilizado e encaminhado para um hospital de referência.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) não corresponde, necessariamente, a um estabelecimento de saúde independente. Trata-se de um serviço de urgência ofertado em algumas unidades da rede, como policlínicas e hospitais. Por isso, o SPA deve ser identificado separadamente da unidade física em que funciona, pois possui finalidade, organização e fluxo assistencial próprios.

Policlínica

Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estabelecimento de saúde que oferece atendimento ambulatorial especializado em diversas áreas médicas e multiprofissionais, além da realização de exames e procedimentos especializados. Em outras palavras, é uma unidade onde o usuário pode consultar diferentes especialistas e realizar exames sem necessidade de internação.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Consultas com cardiologista, endocrinologista, ortopedista, realização de ultrassonografia, eletrocardiograma e pequenos procedimentos.

Exclusões: Não corresponde a hospital, Unidade de Saúde da Família ou unidade de urgência. Embora algumas policlínicas do Recife também abriguem um Serviço de Pronto Atendimento (SPA), trata-se de serviços distintos, com finalidades e fluxos assistenciais diferentes.

Observações Conceituais: As policlínicas concentram diferentes especialidades em um mesmo local, funcionando como ponto de atenção da Atenção Especializada e, em muitos casos, recebendo usuários encaminhados pela Atenção Primária por meio da regulação.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: O conjunto de especialidades e serviços ofertados varia conforme cada policlínica e a organização da rede assistencial.

Atendimento regulado

Regulação, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Atendimento cujo acesso depende de análise, autorização ou agendamento pela Central de Regulação, de acordo com critérios clínicos, protocolos assistenciais e disponibilidade de vagas. Em outras palavras, é um atendimento que normalmente não pode ser marcado diretamente pelo usuário, sendo necessário passar pelo processo de regulação do SUS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Consulta com neurologista, ressonância magnética, cirurgia de catarata e internação eletiva autorizadas pela Central de Regulação.

Exclusões: Não corresponde aos atendimentos de livre demanda, como aqueles realizados diretamente em muitas Unidades de Saúde da Família ou em serviços de urgência.

Observações Conceituais: Grande parte das consultas especializadas, exames especializados, cirurgias eletivas e internações ocorre por meio de atendimento regulado. A regulação busca organizar o acesso de forma equitativa e conforme a necessidade clínica dos usuários.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Os critérios de regulação são definidos pelos protocolos assistenciais e pelas normas vigentes de cada sistema regulatório.

Área descoberta

Territorialização, Geoprocessamento, Atenção Básica, Gestão da Rede, Distritos Sanitários
Vigente/atual
Proposto

Definição: Território onde a população não está adscrita ou coberta por uma equipe de Atenção Primária à Saúde responsável pelo seu acompanhamento. Em outras palavras, é uma área onde não há uma equipe de Saúde da Família responsável pelo cuidado contínuo da população residente.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Identificação de ruas ou comunidades ainda não contemplados pela cobertura de equipes de Saúde da Família durante o planejamento da expansão da Atenção Básica.

Exclusões: Não corresponde a território sem unidade de saúde, nem significa necessariamente ausência de atendimento em saúde, podendo existir acesso a outros serviços da rede.

Observações Conceituais: Uma área descoberta pode existir por ausência de equipes, expansão urbana, alterações populacionais ou processos de reorganização territorial. Nessas situações, os moradores continuam tendo direito ao atendimento no SUS, mas podem não contar com uma equipe de referência responsável pelo acompanhamento longitudinal de sua saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Na SESAU Recife, a identificação de áreas descobertas subsidia o planejamento da expansão da cobertura da Atenção Primária, a implantação de novas equipes e a revisão dos processos de territorialização e adscrição.

Código SISREG

Sistemas de Informação, Regulação, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Código único gerado pelo Sistema Nacional de Regulação (SISREG) para identificar uma solicitação de consulta, exame, procedimento ou outro atendimento regulado. Em outras palavras, é o número utilizado para localizar e acompanhar uma requisição específica dentro do SISREG.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Consulta ao andamento de uma solicitação de exame especializado a partir do Código SISREG; identificação de uma requisição devolvida pelo médico regulador; localização de um agendamento autorizado no sistema.

Exclusões: Não corresponde ao Código CNES do estabelecimento, ao CNS ou CPF do usuário, ao código do procedimento solicitado nem ao código de identificação da unidade no sistema.

Observações Conceituais: O Código SISREG é atribuído quando a solicitação é registrada no sistema e permite acompanhar suas diferentes etapas, como análise, devolução, autorização, agendamento, cancelamento ou execução. Ele também pode ser utilizado na comunicação entre a unidade solicitante, a Central de Regulação e o serviço executante.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Embora o código isoladamente não descreva o atendimento, ele permite acessar uma solicitação que pode conter dados pessoais e informações de saúde. Por isso, seu uso e compartilhamento devem observar as regras institucionais de acesso, sigilo e proteção de dados.

Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h)

Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estabelecimento de saúde de funcionamento ininterrupto destinado ao atendimento de urgências, integrante da Rede de Atenção às Urgências do SUS. Realiza avaliação inicial, atendimento médico e multiprofissional, exames compatíveis com sua estrutura, estabilização e observação dos usuários e, quando necessário, encaminhamento para outros serviços de referência. Atua como ponto intermediário entre a Atenção Primária, o atendimento pré-hospitalar móvel e a atenção hospitalar.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: O usuário com quadro agudo foi atendido na UPA e, após estabilização, encaminhado para hospital de referência.

Exclusões: Não corresponde ao Serviço de Pronto Atendimento municipal, à Unidade Pública de Atendimento Especializado ou a um hospital.

Termos Correlatos: Serviço de Pronto Atendimento; Rede de Atenção à Saúde; Atenção Hospitalar; Classificação de risco.

Observações Conceituais: A UPA 24h é um estabelecimento de urgência, e não apenas um serviço que eventualmente funciona dentro de outro estabelecimento.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Manter atualizada a informação sobre a esfera de gestão das UPA localizadas no Recife. Essa característica local não deve integrar a definição nacional do conceito.

Unidade Pública de Atendimento Especializado (UPAE)

Média e Alta Complexidade, Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estabelecimento da rede municipal do Recife destinado à oferta de atenção ambulatorial especializada, reunindo consultas, exames, procedimentos e atendimentos multiprofissionais conforme o perfil assistencial de cada unidade. O acesso ocorre de forma organizada pela rede, predominantemente por encaminhamento e regulação.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: O usuário foi encaminhado pela Atenção Básica para consulta especializada em uma UPAE da rede municipal do Recife.

Exclusões: Não corresponde à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), não possui como finalidade principal o atendimento de urgência e emergência e não deve ser confundida com as UPAE da rede estadual de Pernambuco.

Termos Correlatos: Atenção Especializada; Atendimento regulado; Central de Regulação do Recife; Policlínica; Rede municipal de saúde.

Observações Conceituais: No Recife, UPAE significa Unidade Pública de Atendimento Especializado. A mesma sigla é utilizada pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco para Unidade Pernambucana de Atenção Especializada, que constitui outro tipo de equipamento e pertence à rede estadual.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Recomenda-se utilizar no Glossário a denominação “Unidade Pública de Atendimento Especializado do Recife” para reduzir a ambiguidade com a UPAE estadual. Registrar UPAE e UPA-E como termos alternativos, indicando a possibilidade de colisão com a denominação estadual.

Rede Própria

Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de estabelecimentos de saúde que pertencem ao poder público e são administrados diretamente pelo ente responsável pela sua gestão, como município, estado ou União. Em outras palavras, são as unidades de saúde que fazem parte da estrutura da própria administração pública.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Unidade de Saúde da Família administrada diretamente pela Prefeitura do Recife; policlínica municipal sob gestão direta da SESAU.

Exclusões: Não corresponde aos serviços administrados por Organizações Sociais de Saúde (OSS) ou por prestadores privados contratados pelo SUS.

Observações Conceituais: Na SESAU Recife, a rede própria é composta pelos estabelecimentos municipais administrados diretamente pela Prefeitura do Recife, como Unidades de Saúde da Família, policlínicas, maternidades e outros serviços cuja gestão é exercida pela própria Secretaria de Saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A composição da rede própria pode ser alterada conforme a criação, incorporação ou reorganização de serviços públicos.

Rede Complementar

Regulação, Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de estabelecimentos privados que prestam serviços ao SUS para complementar a oferta da rede pública quando esta não possui capacidade suficiente para atender às necessidades da população. Em outras palavras, são serviços privados que passam a atender usuários do SUS para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Hospital filantrópico que realiza cirurgias pelo SUS; clínica privada que realiza exames especializados para pacientes encaminhados pela Central de Regulação.

Exclusões: Não corresponde aos serviços privados destinados exclusivamente a pacientes particulares ou de planos de saúde.

Observações Conceituais: A Constituição Federal prevê que a iniciativa privada participe do SUS de forma complementar. Essa participação ocorre quando a rede pública é insuficiente para atender determinada demanda assistencial.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A utilização da rede complementar deve observar critérios de necessidade assistencial, contratualização e regulação definidos pelos gestores do SUS.

Rede Contratualizada

Organizações Sociais, Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de estabelecimentos ou prestadores que ofertam serviços ao SUS mediante instrumento formal estabelecido com o gestor público para definir a prestação assistencial, suas condições, responsabilidades e formas de acompanhamento. No uso gerencial da SESAU, funciona como categoria abrangente para identificar prestadores vinculados formalmente à gestão municipal que não integram a rede própria.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Hospital filantrópico com contrato para realização de cirurgias eletivas; clínica especializada contratada para ofertar exames de imagem aos usuários do SUS.

Exclusões: Não corresponde à rede própria nem a estabelecimentos privados que não possuam contrato ou convênio com o SUS.

Observações Conceituais: A rede contratualizada pode incluir hospitais filantrópicos, instituições privadas, clínicas especializadas e outros prestadores habilitados para oferecer serviços ao SUS. Na prática, grande parte da rede complementar é composta por serviços contratualizados, embora o termo contratualizada destaque o vínculo jurídico entre o prestador e o gestor público, enquanto complementar enfatiza o papel assistencial de ampliar a oferta da rede.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Os contratos definem os serviços ofertados, metas, formas de financiamento, indicadores e mecanismos de monitoramento da qualidade da assistência.

Iyaramira (Programa de Vigilância à Gestante e Puérpera de Risco)

Rede Materno-Infantil, Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Atenção Básica, Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema de monitoramento de saúde voltado para o acompanhamento de gestantes e puérperas, com foco na prevenção e controle de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e redução de riscos na atenção básica.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: Profissionais utilizaram o Iyaramira para apoiar o monitoramento de gestantes acompanhadas em razão de situações de risco relacionadas às ISTs.

Exclusões: Não substitui a avaliação clínica, a notificação compulsória quando indicada nem o acompanhamento realizado pelas equipes responsáveis pelo cuidado da gestante e da puérpera.

Termos Correlatos: Pré-natal; Puerpério; Pré-natal de risco

Observações Conceituais: Instrumento municipal de apoio à vigilância e ao acompanhamento de gestantes e puérperas que apresentem situações de risco definidas pelo programa. Seu uso está relacionado à identificação e ao monitoramento de situações prioritárias, incluindo infecções sexualmente transmissíveis, e à articulação entre vigilância e assistência.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 21/08/2026

ClarIA

Saúde Digital, Saúde da Mulher, Vigilância em Saúde, Proteção de Dados
Vigente/atual
Proposto

Definição: Ferramenta de inteligência artificial utilizada pela Prefeitura do Recife para apoiar profissionais da Atenção Básica na identificação precoce de possíveis situações de violência contra a mulher. A ferramenta analisa informações e padrões presentes no histórico de saúde e, quando identifica sinais compatíveis com situações de risco, pode emitir um alerta durante o atendimento no Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC e-SUS APS). Na prática, a ClarIA funciona como recurso de apoio ao profissional para aumentar a atenção a situações que podem não ter sido previamente identificadas ou notificadas e favorecer acolhimento, avaliação e encaminhamento adequados.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: Durante o atendimento na Atenção Básica, a ClarIA apresentou um alerta para que o profissional avaliasse com maior atenção a possibilidade de situação de violência.

Exclusões: Não corresponde a diagnóstico automatizado de violência, notificação compulsória, registro no SINAN ou decisão clínica autônoma. Não substitui a avaliação do profissional de saúde, o acolhimento da usuária ou os protocolos e fluxos de atenção às mulheres em situação de violência.

Observações Conceituais: O alerta produzido pela ClarIA indica a existência de sinais ou padrões que merecem maior atenção do profissional, mas não confirma que a mulher esteja em situação de violência nem constitui diagnóstico ou avaliação definitiva de risco. A interpretação deve ocorrer no contexto do atendimento, com abordagem profissional adequada e observância dos protocolos e fluxos assistenciais. A ferramenta está integrada ao PEC e-SUS APS, mas não corresponde ao próprio prontuário eletrônico.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 21/08/2026

Residência em Saúde

Gestão do Trabalho, Educação Permanente
Vigente/atual
Proposto

Definição: Modalidade de formação de pós-graduação em serviço destinada à especialização de profissionais de saúde por meio da integração entre atividades práticas, formação teórica e acompanhamento supervisionado em cenários reais de trabalho. As Residências em Saúde abrangem a Residência Médica e as Residências em Área Profissional da Saúde, que podem ser uniprofissionais ou multiprofissionais. No Recife, os programas da SESAU utilizam diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde como cenários de formação e buscam articular aprendizagem profissional, necessidades dos serviços e fortalecimento do SUS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: A Residência em Saúde articula formação profissional e atuação prática nos serviços do SUS

Exclusões: Não corresponde a estágio de graduação, internato, curso de aperfeiçoamento, capacitação de curta duração ou especialização que não esteja organizada e reconhecida como programa de residência. Também não deve ser confundida com o profissional residente individualmente considerado.

Termos Correlatos: Residente em Saúde; Escola de Saúde do Recife

Observações Conceituais: Residência em Saúde é um conceito abrangente. A Residência Médica possui regulamentação própria, enquanto a Residência em Área Profissional da Saúde compreende modalidades uniprofissionais e multiprofissionais destinadas às demais profissões contempladas pela regulamentação. O conceito também deve ser distinguido de Residente em Saúde: residência é a modalidade ou programa de formação; residente é o profissional regularmente matriculado que realiza essa formação.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 21/08/2026

Sistema Único de Saúde (SUS)

Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema público de saúde brasileiro que reúne ações e serviços de promoção da saúde, prevenção de doenças, diagnóstico, tratamento, reabilitação, vigilância e assistência farmacêutica. É organizado e financiado conjuntamente pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios. Em outras palavras, é o sistema responsável por garantir que todas as pessoas tenham acesso ao cuidado em saúde como um direito, independentemente de renda, vínculo de trabalho ou pagamento prévio.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Vacinação; consulta em Unidade de Saúde da Família; atendimento em serviço de urgência; vigilância sanitária; fornecimento de medicamentos; cirurgia realizada por prestador contratado pelo SUS.

Exclusões: Não corresponde somente à rede própria do município, ao Ministério da Saúde ou ao atendimento médico. Também não se limita aos serviços destinados a pessoas de baixa renda.

Observações Conceituais: O SUS não corresponde apenas aos estabelecimentos administrados diretamente pelo poder público. Também podem integrá-lo serviços privados e filantrópicos contratados ou conveniados para complementar a oferta pública. Suas ações abrangem desde a Atenção Básica até atendimentos especializados, hospitalares, de urgência, vigilância em saúde e assistência farmacêutica.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, a Secretaria de Saúde é responsável pela direção municipal do SUS e pela gestão das ações e dos serviços sob responsabilidade do município. Isso não significa que todos os estabelecimentos do SUS localizados na cidade pertençam à rede municipal, pois também existem serviços sob gestão estadual, federal ou contratualizada. A direção do SUS é única em cada esfera de governo.

Rede de Atenção à Saúde (RAS)

Gestão da Rede, Gestão do Cuidado, Atenção Hospitalar, Atenção Básica, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Organização integrada de diferentes serviços e pontos de atenção do SUS, articulados para oferecer cuidado contínuo e adequado às necessidades da população. Em outras palavras, é a forma de conectar unidades básicas, serviços especializados, urgências, hospitais e outros serviços para que o usuário consiga percorrer a rede sem que cada atendimento aconteça de maneira isolada.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Usuária acompanhada no pré-natal pela USF e encaminhada para pré-natal de alto risco; usuário atendido em um serviço de urgência e posteriormente encaminhado a um hospital; paciente que realiza consulta especializada e retorna à equipe de referência.

Exclusões: Não corresponde apenas a uma relação de estabelecimentos, a uma estrutura administrativa ou a um sistema informatizado. A existência de vários serviços não constitui, por si só, uma rede integrada.

Observações Conceituais: Na RAS, cada serviço possui funções específicas, mas deve se comunicar e se articular com os demais. A Atenção Primária atua, preferencialmente, como porta de entrada e coordenadora do cuidado, encaminhando o usuário para outros pontos quando necessário e acompanhando seu percurso pela rede.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, a RAS pode envolver serviços municipais, estaduais, federais, contratualizados e complementares. A articulação entre esses pontos depende da definição de responsabilidades, fluxos assistenciais, referências, contrarreferências e mecanismos de regulação.

Universalidade

Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Princípio do SUS segundo o qual todas as pessoas têm direito de acessar as ações e os serviços públicos de saúde, sem discriminação ou exigência de contribuição financeira prévia. Em outras palavras, o SUS é para todas as pessoas, e não apenas para quem contribui, possui emprego formal ou não tem plano de saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Pessoa com plano de saúde que utiliza uma unidade de vacinação do SUS; usuário sem cadastro prévio que necessita de atendimento de urgência; acesso de qualquer morador às ações de vigilância e promoção da saúde.

Exclusões: Não significa atendimento idêntico para todas as pessoas, ausência de critérios clínicos ou possibilidade de escolher livremente qualquer serviço especializado sem seguir os fluxos da rede.

Observações Conceituais: A universalidade garante o direito de acesso, mas não significa que qualquer serviço deva ser disponibilizado imediatamente ou sem organização. Consultas, exames e procedimentos podem seguir fluxos assistenciais, critérios clínicos, encaminhamentos e processos de regulação.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Regras territoriais e cadastrais podem organizar o acompanhamento contínuo dos usuários pela Atenção Básica, mas não eliminam o direito universal à saúde.

Equidade

Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Princípio que orienta a oferta de ações e recursos de acordo com as diferentes necessidades de saúde das pessoas e dos territórios, buscando reduzir desigualdades injustas. Em outras palavras, é reconhecer que algumas pessoas e populações precisam de mais atenção ou de estratégias diferentes para alcançar condições mais justas de acesso e cuidado.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Ampliar equipes em territórios mais vulneráveis; realizar busca ativa de pessoas com dificuldade de acesso; priorizar clinicamente usuários em maior risco; adaptar serviços para pessoas com deficiência.

Exclusões: Não corresponde a favorecimento pessoal, privilégio ou tratamento arbitrário. As diferenças de atenção devem estar fundamentadas nas necessidades da população e em critérios transparentes.

Observações Conceituais: Equidade não é oferecer exatamente a mesma resposta a todos. É considerar fatores como condições de saúde, vulnerabilidade social, barreiras de acesso, idade, deficiência, raça ou cor, gênero e características territoriais para organizar as ações de forma mais justa.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, a equidade pode orientar a distribuição territorial de equipes, serviços, profissionais, ações e recursos, considerando as diferentes necessidades dos Distritos Sanitários e de grupos populacionais específicos.

Regionalização

Territorialização, Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Diretriz de organização do SUS que articula ações e serviços de saúde dentro de territórios definidos, permitindo que municípios e diferentes esferas de governo compartilhem responsabilidades e recursos para atender às necessidades da população. Em outras palavras, é organizar os serviços por regiões para que a população tenha acesso ao conjunto de cuidados necessários, mesmo quando nem todos estão disponíveis em seu próprio município ou território.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Município de pequeno porte que encaminha seus moradores para um hospital regional localizado em outro município; serviço especializado que atende usuários de diversas cidades; pactuação de referências para cirurgias e exames de maior complexidade.

Exclusões: Não corresponde apenas à divisão geográfica do território nem significa que cada região deva possuir todos os tipos de serviço.

Termos Correlatos: GERES

Observações Conceituais: Nem todos os municípios conseguem ofertar isoladamente serviços de maior complexidade. Por isso, a regionalização define responsabilidades, referências e fluxos entre municípios e serviços, procurando reduzir desigualdades de acesso e utilizar os recursos disponíveis de forma integrada.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A Região de Saúde, utilizada na organização regional do SUS, não deve ser confundida com os Distritos Sanitários do Recife. Os Distritos são divisões territoriais e administrativas internas da gestão municipal, enquanto a regionalização também envolve articulação entre municípios e entre as esferas municipal e estadual.

Hierarquização da Atenção

Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Diretriz que organiza os serviços de saúde segundo suas funções e diferentes níveis de complexidade, estabelecendo fluxos para que o usuário seja atendido no ponto da rede mais adequado à sua necessidade. Em outras palavras, significa distribuir os tipos de cuidado entre unidades básicas, serviços especializados, urgências e hospitais, encaminhando cada situação para o serviço que possui os recursos necessários.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Usuário inicialmente avaliado pela equipe de Saúde da Família e posteriormente encaminhado para consulta especializada; paciente atendido em serviço de urgência e transferido para hospital com suporte adequado.

Exclusões: Não corresponde a uma hierarquia de autoridade entre profissionais ou estabelecimentos. Também não significa que todo usuário precise, obrigatoriamente, passar pela Atenção Básica antes de acessar serviços de urgência e emergência.

Observações Conceituais: A Atenção Básica é a porta de entrada preferencial e coordenadora do cuidado, enquanto os serviços especializados e hospitalares oferecem recursos complementares para situações que demandam maior densidade tecnológica. A hierarquização não significa que um serviço seja mais importante que outro; cada ponto possui uma função própria e necessária na rede.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A organização dos níveis de atenção deve estar acompanhada de fluxos de referência, contrarreferência, regulação e comunicação entre os serviços, evitando que o usuário fique responsável por conectar sozinho os diferentes pontos da rede.

Descentralização

Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Diretriz do SUS que distribui responsabilidades de gestão, financiamento e execução das ações de saúde entre União, estados, Distrito Federal e municípios, com direção própria em cada esfera de governo. Em outras palavras, a saúde pública não é administrada apenas pelo Governo Federal: cada esfera possui responsabilidades específicas e deve atuar de forma articulada com as demais.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Município responsável pela gestão de suas Unidades de Saúde da Família; estado responsável por determinados hospitais e serviços regionais; Ministério da Saúde responsável pela formulação e coordenação de políticas nacionais.

Exclusões: Não significa ausência de coordenação nacional, independência completa entre os gestores ou transferência de todas as responsabilidades para os municípios.

Observações Conceituais: A descentralização aproxima parte das decisões e da execução dos serviços das necessidades locais, com ênfase na atuação dos municípios. Ao mesmo tempo, União, estados e municípios permanecem corresponsáveis pelo funcionamento do SUS e precisam pactuar ações, recursos e fluxos assistenciais.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, a SESAU exerce a direção municipal do SUS. Entretanto, a população também utiliza serviços estaduais, federais e contratualizados, exigindo articulação entre diferentes gestores e redes.

Participação Social

Participação Social
Vigente/atual
Proposto

Definição: Participação da população na formulação, no acompanhamento e na avaliação das políticas públicas de saúde. Em outras palavras, é o direito de usuários, trabalhadores, gestores e prestadores contribuírem para as decisões sobre o funcionamento e as prioridades do SUS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Discussão de prioridades no Conselho Municipal de Saúde; participação de usuários e trabalhadores em Conferência de Saúde; acompanhamento das ações da gestão pelos Conselhos Distritais.

Exclusões: Não corresponde apenas a pesquisas de satisfação, reclamações individuais ou comunicação institucional, embora esses instrumentos também possam contribuir para aproximar a população da gestão.

Observações Conceituais: A participação social ocorre especialmente por meio dos Conselhos e das Conferências de Saúde. Os Conselhos são instâncias permanentes e deliberativas que acompanham a execução das políticas, enquanto as Conferências reúnem diferentes segmentos sociais para avaliar a situação de saúde e propor diretrizes. A expressão controle social é frequentemente utilizada para se referir à participação organizada da sociedade na gestão e fiscalização do SUS.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, a participação social ocorre por meio do Conselho Municipal de Saúde, das Conferências de Saúde, dos Conselhos Distritais e de outros espaços de diálogo com a população. Esses mecanismos não substituem as responsabilidades dos gestores, mas permitem que as decisões sejam debatidas e acompanhadas pela sociedade.

Dado pessoal

Proteção de Dados, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Informação relacionada a uma pessoa natural identificada ou que possa ser identificada, direta ou indiretamente. Em outras palavras, é qualquer dado que permita saber de quem se está falando, sozinho ou quando combinado com outras informações.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Nome de um usuário do SUS; CPF; endereço; telefone; e-mail; matrícula de um servidor; número de prontuário vinculado a uma pessoa.

Exclusões: Não corresponde a informações verdadeiramente anônimas, que não permitam identificar a pessoa por meios razoáveis. Também não se refere, em regra, a dados relacionados exclusivamente a empresas ou instituições.

Observações Conceituais: Um dado não precisa conter o nome da pessoa para ser considerado pessoal. Informações como CPF, endereço, telefone, data de nascimento, matrícula funcional e identificadores de sistemas podem permitir sua identificação. A combinação de dados aparentemente genéricos também pode tornar uma pessoa identificável.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: O acesso e o compartilhamento de dados pessoais devem ocorrer apenas quando necessários para uma finalidade institucional legítima. Planilhas, relatórios e painéis não devem apresentar nomes, documentos ou outros identificadores quando a finalidade puder ser atendida com dados agregados ou anonimizados.

Dado pessoal sensível

Proteção de Dados, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação sindical ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, além de informações referentes à saúde, à vida sexual, à genética ou à biometria de uma pessoa. Em outras palavras, são dados que, se utilizados ou divulgados de maneira inadequada, podem expor a pessoa a discriminação, constrangimento ou outros prejuízos.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Diagnóstico clínico; resultado de exame; informação sobre gestação; registro de vacinação; condição de saúde mental; deficiência; histórico de internação; dado biométrico utilizado para identificação.

Exclusões: Nem todo dado pessoal é sensível. Nome, telefone e endereço são dados pessoais, mas não estão, isoladamente, entre as categorias sensíveis definidas pela LGPD.

Observações Conceituais: No setor saúde, grande parte das informações assistenciais é classificada como dado pessoal sensível, como diagnósticos, resultados de exames, medicamentos utilizados, histórico de atendimentos, deficiências, condições de saúde e informações registradas em prontuário. Por isso, esses dados exigem proteção reforçada.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Informações de saúde não devem ser incluídas em mensagens, planilhas, apresentações ou painéis de acesso amplo quando não forem indispensáveis. O acesso deve ser limitado aos profissionais e setores que necessitem desses dados para suas atividades.

Consentimento

Proteção de Dados, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Manifestação livre, informada e inequívoca pela qual uma pessoa concorda com o tratamento de seus dados pessoais para uma finalidade determinada. Em outras palavras, é quando a pessoa recebe informações claras sobre como seus dados serão utilizados e concorda de forma consciente com esse uso.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Autorização específica para receber determinada comunicação; concordância para participação em uma atividade que utilize dados pessoais para uma finalidade claramente informada.

Exclusões: O consentimento não é a única hipótese que permite tratar dados pessoais. No SUS e na Administração Pública, muitos tratamentos necessários à assistência, à vigilância, ao cumprimento de obrigações legais e à execução de políticas públicas podem ocorrer com base em outras autorizações previstas na LGPD. Portanto, não é correto afirmar que todo uso de dado de saúde depende do consentimento do usuário.

Observações Conceituais: O consentimento deve estar relacionado a uma finalidade específica, não sendo válida uma autorização genérica para qualquer utilização futura. Quando o tratamento se baseia no consentimento, a instituição deve conseguir demonstrar que ele foi obtido adequadamente, e a pessoa pode revogá-lo conforme as condições previstas na LGPD.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Antes de solicitar consentimento, a área responsável deve verificar se essa é realmente a base adequada para o tratamento. Não se deve utilizar um formulário de consentimento apenas como autorização genérica para qualquer acesso, compartilhamento ou divulgação de informações.

Controle de acesso

Sistemas de Informação, Proteção de Dados
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de medidas utilizadas para garantir que sistemas, arquivos e dados sejam acessados somente por pessoas autorizadas. Pode envolver identificação do usuário, autenticação, concessão de permissões e registro das ações realizadas. Em outras palavras, é a forma de definir quem pode entrar em um sistema, quais informações pode consultar e o que pode fazer com elas.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Profissional assistencial com acesso ao prontuário dos usuários que acompanha; gestor autorizado a consultar dados consolidados; restrição de acesso a informações clínicas para pessoas que atuam apenas em atividades administrativas.

Exclusões: Não corresponde apenas à existência de uma senha. Utilizar uma conta compartilhada entre vários profissionais enfraquece o controle de acesso, pois dificulta identificar quem realizou cada ação.

Observações Conceituais: O controle de acesso pode incluir login individual, senha, autenticação adicional, restrição por setor, bloqueio de usuários desligados e registros que permitam verificar quem consultou ou alterou determinada informação. A permissão deve ser proporcional às atividades exercidas.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Sempre que envolver acesso a dados sensíveis, os acessos devem ser individuais, revisados periodicamente e retirados quando houver mudança de função, transferência ou desligamento. Cada usuário deve acessar somente os dados necessários ao exercício de suas atribuições.

Perfil de acesso

Sistemas de Informação, Proteção de Dados, Governança de Dados
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de permissões atribuído a uma pessoa dentro de um sistema, definindo as informações e funcionalidades que ela pode visualizar, incluir, alterar, autorizar ou excluir. Em outras palavras, é o nível de acesso concedido ao usuário conforme sua função e sua necessidade de trabalho.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Perfil de recepção autorizado a cadastrar e agendar usuários, mas sem acesso integral às anotações clínicas; perfil de gestor autorizado a consultar indicadores agregados; perfil de administrador responsável pela configuração do sistema.

Exclusões: Não corresponde ao cargo ou à profissão isoladamente. Pessoas com o mesmo cargo podem necessitar de perfis diferentes conforme a unidade, o setor, a atividade exercida e a responsabilidade atribuída.

Observações Conceituais: Um mesmo sistema pode possuir diferentes perfis, como profissional assistencial, recepção, regulação, gestor, administrador e consulta. A definição deve seguir o princípio de conceder apenas as permissões necessárias, evitando acessos excessivos ou incompatíveis com a função desempenhada.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A concessão de perfis deve considerar a lotação e as atribuições efetivas do profissional. Perfis com poderes elevados, como administração, exportação de bases ou exclusão de registros, exigem controle mais rigoroso e revisão periódica.

Segurança da informação

Sistemas de Informação, Proteção de Dados
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de práticas, regras e medidas destinadas a proteger informações e sistemas contra acesso indevido, alteração não autorizada, perda, destruição ou indisponibilidade. Em resumo, é o cuidado necessário para garantir que a informação seja acessada apenas por quem pode, permaneça correta e esteja disponível quando for necessária.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Uso de senhas individuais; cópias de segurança; bloqueio da tela ao se afastar do computador; proteção de prontuários físicos; atualização dos sistemas; restrição do compartilhamento de planilhas com dados pessoais.

Exclusões: Não corresponde somente à atuação da equipe de Tecnologia da Informação. Todos que criam, acessam, armazenam, encaminham ou descartam informações possuem responsabilidade por sua segurança.

Observações Conceituais: A segurança da informação envolve não apenas recursos tecnológicos, mas também comportamento das pessoas, organização dos processos, capacitação, definição de responsabilidades e proteção de documentos físicos. Ela busca preservar especialmente a confidencialidade (acesso somente por pessoas autorizadas), integridade (manutenção da informação correta e sem alterações indevidas), disponibilidade (possibilidade de acesso quando necessário) e autenticidade (possibilidade de verificar a origem e a autoria da informação).

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A proteção deve acompanhar todo o ciclo da informação: coleta, registro, consulta, compartilhamento, armazenamento e descarte. Informações pessoais ou assistenciais não devem ser mantidas em equipamentos, contas pessoais ou ambientes não autorizados

Incidente de segurança da informação

Sistemas de Informação, Proteção de Dados
Vigente/atual
Proposto

Definição: Evento confirmado que compromete ou pode comprometer a confidencialidade, a integridade, a disponibilidade ou a autenticidade de informações e sistemas. Em outras palavras, é uma situação em que dados são acessados, enviados, alterados, perdidos, divulgados ou ficam indisponíveis de maneira indevida, seja por erro, falha técnica ou ação intencional.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Envio de prontuário para pessoa errada; compartilhamento público de planilha com nomes e diagnósticos; uso indevido da senha de outro profissional; perda de notebook contendo dados de usuários; ataque que deixe um sistema assistencial indisponível.

Exclusões: A existência de uma falha ou vulnerabilidade ainda não explorada não caracteriza, por si só, um incidente confirmado. Também não se deve utilizar o termo apenas para problemas rotineiros que não afetem a segurança das informações.

Observações Conceituais: Um incidente pode ocorrer mesmo sem invasão por pessoa mal-intencionada. O envio de uma planilha ao destinatário errado, a publicação acidental de dados, a perda de um equipamento, o acesso por pessoa não autorizada e a indisponibilidade de uma base necessária à assistência são exemplos possíveis. Nem todo incidente de segurança envolve dados pessoais, mas aqueles que os envolvem devem receber tratamento específico.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Ao identificar ou suspeitar de um incidente na SESAU Recife, o profissional não deve tentar ocultá-lo nem resolver tudo de forma isolada. A situação deve ser comunicada imediatamente pelos canais institucionais responsáveis, preservando evidências e evitando ampliar a exposição. Incidentes com dados pessoais que possam causar risco ou dano relevante podem exigir comunicação à ANPD e aos titulares afetados, conforme avaliação do controlador e as regras vigentes.

GERES (Gerência Regional de Saúde)

Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Unidade administrativa da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco responsável por apoiar, articular e acompanhar as ações de saúde em um conjunto de municípios. Em resumo, a GERES aproxima a gestão estadual das necessidades de cada região, facilitando a articulação entre o Governo do Estado e as Secretarias Municipais de Saúde. Pernambuco está organizado em 12 Gerências Regionais de Saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Articulação regional de campanhas de vacinação; acompanhamento de indicadores epidemiológicos; discussão de referências assistenciais entre municípios; apoio estadual diante de surtos ou emergências de saúde pública.

Exclusões: Não corresponde a um estabelecimento de saúde nem a uma divisão administrativa interna da Prefeitura. Também não deve ser confundida com os Distritos Sanitários do Recife, que fazem parte da organização territorial da gestão municipal.

Observações Conceituais: Cada GERES abrange determinado grupo de municípios e atua no apoio técnico, no planejamento regional, no monitoramento de indicadores, na vigilância em saúde e na articulação da rede assistencial. Ela não substitui as Secretarias Municipais de Saúde: município e estado possuem responsabilidades próprias e precisam trabalhar de forma coordenada.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: O Recife integra a área de abrangência da I GERES, juntamente com outros municípios e Fernando de Noronha. Portanto, a SESAU Recife pode se articular com a I GERES em temas que envolvam responsabilidades estaduais, ações regionais ou integração com outros municípios.

Determinantes sociais da saúde

Vigilância em Saúde, Promoção da Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de condições sociais, econômicas, ambientais, culturais e políticas que influenciam a saúde das pessoas e das populações. Incluem fatores como renda, moradia, alimentação, saneamento, escolaridade, trabalho, transporte, segurança, discriminação e acesso a serviços públicos. Isso significa que a saúde não depende apenas de doenças, escolhas individuais ou atendimento médico, mas também das condições em que as pessoas nascem, crescem, vivem, trabalham e envelhecem.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Considerar a ausência de saneamento na análise de doenças transmitidas pela água; avaliar como a distância e o transporte dificultam o comparecimento a consultas; planejar ações específicas para populações em maior vulnerabilidade social.

Exclusões: Não correspondem apenas às características individuais do usuário, como idade, hábitos ou histórico familiar. Também não significam que uma condição social determine, de maneira inevitável, que uma pessoa desenvolverá determinada doença.

Observações Conceituais: Os determinantes sociais ajudam a explicar por que diferentes grupos e territórios podem apresentar condições de saúde distintas. Populações expostas a pobreza, insegurança alimentar, moradia inadequada, racismo, violência ou dificuldades de transporte podem enfrentar maior risco de adoecimento e mais barreiras para acessar o cuidado.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, a análise dos determinantes sociais pode apoiar a comparação entre Distritos Sanitários, bairros e territórios de equipes, orientando a distribuição de recursos e ações conforme as diferentes necessidades da população. Esse uso está diretamente relacionado ao princípio da equidade.

Ponto de atenção à saúde

Rede de Atenção à Saúde, Gestão da Rede, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Espaço ou serviço da Rede de Atenção à Saúde no qual são ofertadas determinadas ações de cuidado. De forma simples, é cada lugar ou serviço por onde o usuário pode passar durante seu percurso na rede de saúde.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: USF responsável pelo acompanhamento contínuo do usuário; CAPS responsável pelo cuidado em saúde mental; maternidade responsável pela assistência ao parto; ambulatório hospitalar responsável por consultas especializadas.

Exclusões: Não corresponde necessariamente a um prédio, uma unidade administrativa ou um nível de gestão. Um único estabelecimento pode abrigar vários pontos de atenção com finalidades distintas.

Observações Conceituais: Um ponto de atenção não precisa corresponder a um estabelecimento independente. Pode ser uma Unidade de Saúde da Família, um CAPS, um ambulatório especializado, uma maternidade ou até um serviço específico situado dentro de um hospital. O domicílio também pode funcionar como ponto de atenção quando nele são prestados cuidados de saúde.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Essa distinção é especialmente útil no Recife. Um SPA, por exemplo, pode funcionar dentro da estrutura de uma policlínica ou de um hospital, mas constitui um ponto de atenção com finalidade e fluxo assistencial próprios. Os diferentes pontos devem atuar de forma articulada, e não como serviços isolados.

Rede municipal de saúde

Rede de Atenção à Saúde, Gestão da Rede, Atenção Hospitalar, Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de ações, serviços, equipes e estabelecimentos de saúde que estão sob responsabilidade da gestão municipal do SUS, sejam eles administrados diretamente pelo município ou vinculados a ele por instrumentos específicos. Em síntese, é a parte da rede pública de saúde que cabe à Prefeitura organizar, administrar, contratar, monitorar ou ofertar à população.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Equipes de Saúde da Família; serviços municipais de saúde mental; unidades ambulatoriais; serviços de urgência ou maternidades sob responsabilidade do município; prestadores contratados pela gestão municipal.

Exclusões: Não corresponde a todos os estabelecimentos de saúde localizados no território do município. Uma unidade situada no Recife pode pertencer à rede estadual, federal ou privada e não integrar a rede municipal.

Observações Conceituais: A rede municipal não se limita aos estabelecimentos próprios da Prefeitura. Conforme a organização local, pode envolver serviços próprios, contratualizados, conveniados ou administrados indiretamente, desde que estejam sob responsabilidade da gestão municipal. A Secretaria Municipal de Saúde planeja, organiza, controla, avalia e executa as ações e os serviços municipais em articulação com outras esferas do SUS.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, a expressão rede municipal de saúde se refere aos serviços sob responsabilidade da Secretaria de Saúde do Recife. Esses serviços precisam se articular com estabelecimentos estaduais, federais e contratualizados para garantir a continuidade do cuidado. A base pública municipal também identifica diferentes tipos de unidades existentes no território da cidade, mas a localização no Recife, isoladamente, não define quem é responsável pela gestão do estabelecimento.

Rede estadual de saúde

Atenção Hospitalar, Média e Alta Complexidade, Gestão da Rede, Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de ações, serviços e estabelecimentos de saúde sob responsabilidade da gestão estadual do SUS. Na prática, é a parte da rede organizada e coordenada pelo Governo do Estado para atender necessidades estaduais ou regionais, inclusive aquelas que ultrapassam a capacidade de um único município.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Hospitais estaduais; Unidades de Pronto Atendimento estaduais; serviços especializados estaduais; unidades de referência que recebem usuários de vários municípios.

Exclusões: Não corresponde a todos os serviços públicos existentes em Pernambuco nem a todos os serviços localizados na capital. Também não é sinônimo de rede própria estadual, pois a gestão estadual pode utilizar diferentes formas de administração e contratualização, como a gestão de unidades da rede estadual por meio de Organizações Sociais de Saúde (OSS), por exemplo.

Observações Conceituais: A rede estadual costuma ter participação importante na oferta de serviços hospitalares, especializados, de urgência, de referência regional e de maior complexidade. Também apoia a regionalização e a articulação entre municípios, mas não substitui as responsabilidades das gestões municipais. Em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde coordena hospitais, GERES e outros serviços da rede estadual.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, a rede estadual e a rede municipal funcionam no mesmo território e atendem muitas vezes a uma população comum. As UPAs localizadas na cidade, por exemplo, fazem parte da rede estadual de Pernambuco. O município e o estado precisam definir fluxos de encaminhamento, regulação, referência e continuidade do cuidado entre seus respectivos serviços.

Pactuação interfederativa

Financiamento, Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Processo de negociação e construção de acordos entre os gestores da União, dos estados e dos municípios para organizar responsabilidades, recursos, serviços e fluxos do SUS. Em vez de cada esfera tomar decisões de maneira isolada, os gestores discutem e estabelecem compromissos sobre como determinadas ações serão executadas de forma compartilhada.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Definição de qual município ou serviço atenderá determinada demanda regional; distribuição de recursos; organização de referências hospitalares; definição de fluxos para consultas, exames e internações.

Exclusões: Não corresponde a uma decisão unilateral de um gestor, a um contrato comercial ou a uma simples conversa informal. A pactuação pressupõe negociação entre os entes envolvidos e registro nas instâncias adequadas.

Observações Conceituais: Como União, estados e municípios possuem responsabilidades próprias, muitos temas dependem de acordo entre essas esferas. A pactuação pode tratar da divisão de responsabilidades, do financiamento, da oferta de serviços, dos municípios de referência, dos critérios de acesso e dos fluxos entre diferentes pontos da rede.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: As principais instâncias de pactuação do SUS são a Comissão Intergestores Tripartite (CIT), no âmbito nacional; a Comissão Intergestores Bipartite (CIB), no âmbito estadual; e as Comissões Intergestores Regionais (CIR), no âmbito das regiões de saúde. Em Pernambuco, a CIB/PE reúne representantes da Secretaria Estadual de Saúde e dos municípios, por meio do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco (COSEMS/PE). Para o Recife, essas pactuações são importantes porque parte do cuidado de seus moradores depende da integração com a rede estadual, enquanto serviços localizados na capital também podem atender usuários de outros municípios.

Dado

Sistemas de Informação, Gestão da Informação, Governança de Dados
Vigente/atual
Proposto

Definição: Registro de um fato, valor ou característica que pode ser armazenado, consultado e utilizado em análises. Pode assumir a forma de número, texto, data, código, categoria, imagem ou localização. Em termos simples, é o elemento básico que, após ser organizado e interpretado, pode gerar informação.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: Data de atendimento; código CNES de uma unidade; idade de um usuário; quantidade de consultas realizadas; situação de uma solicitação no SISREG.

Exclusões: Não corresponde automaticamente a uma informação ou conclusão. Para isso, o dado precisa ser contextualizado, organizado e interpretado.

Observações Conceituais: Um dado isolado nem sempre permite compreender uma situação. O número “120”, por exemplo, só adquire significado quando se sabe o que foi contado, em qual período, território, unidade e fonte.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Na SESAU Recife, os dados utilizados em planilhas, sistemas e painéis devem possuir definição, fonte, período de referência e responsáveis claramente identificados.

Informação em saúde

Sistemas de Informação, Gestão da Informação, Governança de Dados, Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Resultado da organização, contextualização e interpretação de dados relacionados à saúde da população, aos atendimentos, aos serviços ou à gestão do sistema de saúde. Em resumo, é o dado apresentado de forma que ajude a compreender uma situação e apoiar uma decisão.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: Percentual de gestantes com pré-natal iniciado no período adequado; quantidade de consultas especializadas realizadas por Distrito Sanitário; taxa de absenteísmo em exames regulados.

Exclusões: Não corresponde apenas ao dado bruto nem a qualquer mensagem sobre saúde. Deve possuir contexto, finalidade e significado para quem a utiliza.

Observações Conceituais: A informação em saúde pode se referir à situação epidemiológica da população, à produção assistencial, à disponibilidade de serviços, à cobertura assistencial de uma unidade de saúde da família, aos recursos utilizados ou ao desempenho de políticas e programas.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Uma mesma base pode produzir diferentes informações conforme a pergunta analisada. Por isso, a SESAU Recife deve registrar as regras de cálculo e os critérios utilizados na transformação dos dados.

Base de dados

Sistemas de Informação, Gestão da Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estrutura organizada na qual dados são armazenados e relacionados para permitir registro, consulta, atualização e análise. Na prática, é o ambiente em que um conjunto amplo de registros é mantido de forma estruturada.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: Base de atendimentos da Atenção Básica; base de solicitações do SISREG; cadastro municipal de unidades e equipes.

Exclusões: Não é necessariamente sinônimo de planilha. Uma planilha pode conter dados, mas possui estrutura e controles diferentes de uma base de dados administrada por um sistema.

Observações Conceituais: Uma base de dados pode estar associada a um sistema, como SISREG ou e-SUS APS, ou ser mantida em arquivos e plataformas institucionais. Pode conter diferentes tabelas relacionadas entre si.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: As bases utilizadas pela SESAU Recife devem possuir responsáveis, regras de acesso, rotinas de atualização, documentação e mecanismos de proteção adequados à natureza das informações.

Conjunto de dados

Sistemas de Informação, Gestão da Informação, Monitoramento e Avaliação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Coleção organizada de dados reunidos para determinada finalidade, tema, período ou análise. Em outras palavras, é um recorte de dados preparado para consulta, compartilhamento ou utilização em um trabalho específico.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: Arquivo com atendimentos mensais por unidade; tabela com unidades, CNES e Distrito Sanitário; conjunto de solicitações reguladas em determinado período.

Exclusões: Não corresponde necessariamente à base completa de origem. Pode representar apenas uma seleção de campos, registros ou períodos.

Observações Conceituais: Um conjunto de dados pode ser extraído de uma base maior e apresentado em formatos como CSV, XLSX ou tabela de um banco de dados. Deve conter informações suficientes para que seu conteúdo seja compreendido corretamente.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Quando disponibilizado, o conjunto de dados deve ser acompanhado, sempre que possível, de descrição, fonte, período de referência, data de atualização e dicionário de dados.

Indicador de saúde

Gestão da Informação, Governança de Dados, Sistemas de Informação, Monitoramento e Avaliação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Medida utilizada para representar e acompanhar determinada situação relacionada à saúde da população, à oferta de serviços ou ao desempenho de ações e políticas. Em síntese, é um número construído para ajudar a responder uma pergunta de gestão ou de saúde pública.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Cobertura de equipes de Saúde da Família; percentual de gestantes acompanhadas; taxa de absenteísmo; quantidade de atendimentos por 10 mil habitantes.

Exclusões: Não corresponde a qualquer número apresentado em um relatório. Um indicador deve possuir finalidade definida e método de cálculo reproduzível.

Observações Conceituais: Um indicador pode ser apresentado como quantidade, percentual, proporção, taxa, razão, média ou outra medida. Para ser interpretado corretamente, deve possuir definição, método de cálculo, fonte e período de referência.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Indicadores utilizados em painéis e reuniões de monitoramento devem manter regras de cálculo padronizadas, evitando que áreas diferentes apresentem resultados distintos para o mesmo conceito.

Dicionário de dados

Gestão da Informação, Governança de Dados, Sistemas de Informação, Monitoramento e Avaliação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Documento que descreve os campos, códigos, formatos e regras existentes em uma base ou conjunto de dados. De maneira prática, é o material que explica o que significa cada coluna e como seus valores devem ser interpretados.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: Explicação de que o campo codigo_ine identifica uma equipe; definição dos códigos utilizados para situação de uma solicitação; descrição do formato de uma data.

Exclusões: Não corresponde ao glossário conceitual. O glossário explica termos utilizados pela instituição; o dicionário descreve tecnicamente a estrutura de uma base ou sistema.

Observações Conceituais: Um dicionário de dados pode informar nome do campo, descrição, tipo de dado, formato, valores permitidos, códigos utilizados, origem e regras de preenchimento.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Cada conjunto de dados compartilhado entre áreas deve possuir, sempre que possível, um dicionário atualizado. Alterações em nomes, formatos ou códigos precisam ser documentadas para evitar que integrações, indicadores e painéis sejam interpretados incorretamente.

Painel de monitoramento (dashboard)

Sistemas de Informação, Proteção de Dados, Governança de Dados
Vigente/atual
Proposto

Definição: Ferramenta visual que reúne indicadores, gráficos, tabelas, mapas e filtros para acompanhar uma situação, serviço, programa ou resultado ao longo do tempo. Em síntese, é uma tela organizada para facilitar a leitura dos dados e apoiar decisões de gestão.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: Painel de indicadores da Atenção Básica; painel de filas da regulação; painel de cobertura de estoque; acompanhamento de metas por Distrito Sanitário.

Exclusões: Não corresponde à base de dados que alimenta as visualizações nem substitui a análise técnica e a interpretação dos resultados.

Observações Conceituais: Um painel pode apresentar dados atualizados em diferentes frequências, como diariamente, mensalmente ou por competência. A existência de um painel não garante, por si só, que os dados estejam em tempo real ou que possuam qualidade suficiente.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Os painéis da SESAU Recife devem apresentar, quando possível, fonte, período de atualização, definições dos indicadores, limitações e responsáveis pelo conteúdo.

Qualidade dos dados

Sistemas de Informação, Proteção de Dados, Governança de Dados
Vigente/atual
Proposto

Definição: Grau em que os dados são adequados para a finalidade em que serão utilizados. Envolve aspectos como completude, consistência, atualização, precisão, confiabilidade e disponibilidade. Na prática, um dado de qualidade é suficientemente correto, completo e atual para apoiar uma análise ou decisão.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: Avaliação de campos não preenchidos; identificação de registros duplicados; comparação entre sistemas; verificação do atraso na atualização de uma base.

Exclusões: Não significa que os dados sejam perfeitos ou livres de qualquer erro. O objetivo é conhecer suas limitações e garantir que sejam adequados ao uso pretendido.

Observações Conceituais: A qualidade não depende de uma única característica. Uma base pode estar completa, mas desatualizada; pode estar atualizada, mas conter duplicidades; ou pode ser correta para uma finalidade e inadequada para outra.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Painéis da SESAU Recife devem informar limitações relevantes das fontes e evitar apresentar resultados como definitivos quando houver problemas conhecidos de cobertura, atualização ou preenchimento.

Consistência dos dados

Sistemas de Informação, Proteção de Dados, Governança de Dados
Vigente/atual
Proposto

Definição: Característica dos dados que indica se seus valores, relações e regras são coerentes entre si. Em resumo, dados consistentes não apresentam contradições que impeçam sua correta utilização.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: Data de alta anterior à data de internação; equipe classificada como ativa apesar de possuir data de desativação; código CNES associado a uma unidade diferente em duas bases.

Exclusões: Não corresponde apenas à ausência de campos vazios. Um registro completo pode conter valores incompatíveis ou incorretos.

Observações Conceituais: A consistência pode ser avaliada dentro de um mesmo registro, entre tabelas ou ao longo do tempo. Um dado pode estar preenchido, mas ainda ser inconsistente.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Sempre que possível, deve-se registrar regras de validação e como tratar inconsistências, evitando correções manuais sem documentação.

Fonte de dados

Gestão da Informação, Governança de Dados, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Origem da qual os dados são obtidos para registro, cálculo, análise ou produção de uma informação. Indica de onde vieram os números apresentados.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: SISAB como fonte de dados da Atenção Básica; SISREG como fonte de solicitações reguladas; CNES como fonte de informações sobre estabelecimentos e equipes.

Exclusões: Não corresponde ao setor que apresenta o indicador, caso esse setor apenas consuma dados produzidos por outra área ou sistema.

Observações Conceituais: A fonte pode ser um sistema de informação, banco de dados, prontuário, planilha, formulário, pesquisa ou documento administrativo. Um indicador também pode utilizar mais de uma fonte.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Nos produtos da SESAU Recife, deve-se registrar a fonte original e, quando necessário, a planilha, consulta ou processo intermediário utilizado na extração e no tratamento dos dados.

Ficha de qualificação do indicador

Gestão da Informação, Governança de Dados, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Documento que reúne as informações necessárias para definir, calcular, interpretar e utilizar corretamente um indicador. De forma simples, funciona como o manual do indicador, explicando o que ele mede e como seu resultado é produzido.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Ficha que explica como calcular a cobertura de equipes de Saúde da Família ou o percentual de vagas de agendamento online ofertadas.

Exclusões: Não corresponde apenas a uma descrição breve do indicador nem à ficha técnica de um sistema ou painel.

Observações Conceituais: A ficha pode conter nome, objetivo, definição, fórmula, numerador, denominador, fonte, periodicidade, unidade de medida, desagregações, limitações, responsável e interpretação do resultado.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Mudanças na fórmula, na fonte ou nos critérios de cálculo devem ser registradas na ficha, permitindo identificar quando e por que o indicador foi alterado.

Meta

Gestão por Resultados, Monitoramento e Avaliação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Resultado que se pretende alcançar em determinado período, expresso de forma mensurável. Em resumo, é o valor esperado para um indicador dentro de um prazo definido.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Atingir 90% de cobertura vacinal até o final do ano; reduzir o absenteísmo em consultas especializadas; configurar determinada quantidade de vagas por equipe.

Exclusões: Não corresponde ao resultado efetivamente alcançado nem a uma intenção genérica sem valor e prazo definidos.

Observações Conceituais: A meta deve estar associada a um indicador, a um período e a uma população, território ou serviço. Pode representar aumento, redução, manutenção ou alcance de determinado valor.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Na SESAU Recife, a origem da meta deve ser registrada, indicando se foi definida por norma nacional do Ministério da Saúde, planejamento municipal, contrato de gestão ou decisão da área responsável, indicando preferencialmente a portaria, legislação ou nota técnica onde está estabelecida a meta.

Linha de base

Gestão da Informação, Monitoramento e Avaliação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Valor inicial de um indicador utilizado como referência para acompanhar mudanças ao longo do tempo. Na prática, é o ponto de partida a partir do qual se avalia se uma situação melhorou, piorou ou permaneceu estável.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Percentual de cobertura existente antes da implantação de novas equipes; quantidade de atendimentos registrada antes da criação de um programa.

Exclusões: Não corresponde à meta. A linha de base mostra a situação inicial; a meta indica o resultado que se pretende alcançar.

Observações Conceituais: A linha de base pode corresponder ao resultado observado antes do início de uma intervenção, programa, projeto ou novo ciclo de planejamento.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: O período escolhido como linha de base deve ser claramente identificado e, sempre que possível, utilizar a mesma metodologia aplicada nas medições posteriores.

Parâmetro

Monitoramento e Avaliação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Valor, critério ou referência utilizado para orientar cálculos, comparações, planejamento ou avaliação. Isso significa que o parâmetro funciona como uma referência técnica para interpretar ou estimar determinada situação.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Parâmetro populacional utilizado para estimar a cobertura potencial de equipes de Saúde da Família; quantidade mínima de vagas a ofertar por profissional.

Exclusões: Não é necessariamente uma meta. O parâmetro serve como referência, enquanto a meta expressa um resultado que se pretende alcançar em determinado prazo.

Observações Conceituais: Um parâmetro pode ser definido por norma, estudo técnico, política pública ou decisão local. Pode indicar, por exemplo, população de referência por equipe, quantidade esperada de vagas ou necessidade estimada de profissionais.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Parâmetros locais adotados pela SESAU Recife devem ser diferenciados daqueles estabelecidos nacionalmente e acompanhados de justificativa técnica.

Taxa

Monitoramento e Avaliação, Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Medida que relaciona a ocorrência de determinado evento com uma população exposta ao risco, geralmente considerando também um período. O resultado costuma ser multiplicado por uma base, como mil, 10 mil ou 100 mil habitantes. Em resumo, a taxa permite comparar a frequência de um evento entre populações ou períodos de tamanhos diferentes.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Taxa de mortalidade por 100 mil habitantes; incidência de determinada doença; atendimentos médicos por 10 mil habitantes.

Exclusões: Não corresponde simplesmente a uma quantidade absoluta. Também não deve ser confundida automaticamente com percentual.

Observações Conceituais: A taxa deve informar claramente qual evento está sendo medido, qual população foi utilizada, o período analisado e a base de multiplicação. Na prática institucional, algumas medidas chamadas de “taxa” podem ser tecnicamente proporções, razão pela qual a fórmula deve sempre ser consultada.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Em comparações entre Recife e outros municípios, devem ser utilizadas populações, períodos e critérios equivalentes.

Gestão direta

Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Forma de gestão em que o poder público administra diretamente a unidade ou o serviço de saúde, por meio da Secretaria de Saúde ou de outro órgão público responsável. Em termos simples, é quando a própria administração pública organiza o funcionamento do serviço, gerencia seus recursos e responde diretamente por suas atividades.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Unidade de Saúde da Família administrada diretamente pela Secretaria de Saúde do Recife; policlínica municipal cuja organização administrativa é conduzida pela própria Prefeitura.

Exclusões: Não significa que todos os profissionais da unidade sejam necessariamente servidores efetivos. A forma de gestão do estabelecimento e o tipo de vínculo de cada trabalhador são características diferentes.

Observações Conceituais: Na gestão direta, atividades como planejamento, aquisição de materiais, organização da força de trabalho, acompanhamento do serviço e execução orçamentária são conduzidas pelas estruturas públicas competentes. A unidade pode contar com trabalhadores de diferentes tipos de vínculo, sem deixar de ser administrada diretamente pelo poder público.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, a gestão direta deve ser diferenciada da gestão realizada por uma Organização Social de Saúde. Nos dois casos, o serviço pode integrar a rede municipal e atender pelo SUS, mas mudam a entidade responsável pela administração cotidiana, as regras de contratação e os instrumentos de acompanhamento.

Gestão indireta de unidades e serviços de saúde

Gestão da Rede, Organizações Sociais
Vigente/atual
Proposto

Definição: Forma de gestão em que a administração de uma unidade, serviço ou atividade pública é realizada por uma entidade diferente da Secretaria de Saúde, conforme instrumento jurídico e regras previamente estabelecidas. Na prática, o serviço continua sob responsabilidade pública, mas sua administração cotidiana é executada por outra organização.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: UPAE ou Hospital municipal administrado por uma Organização Social de Saúde mediante contrato de gestão.

Exclusões: Não significa privatização do atendimento, cobrança ao usuário ou retirada da unidade do SUS. Também não deve ser confundida automaticamente com rede complementar, pois uma unidade pública pode ter gestão indireta sem deixar de integrar a rede municipal.

Termos Correlatos: Gestão direta; Organizações Sociais de Saúde; Contrato de gestão; Contratualização.

Observações Conceituais: A expressão pode ter sentidos diferentes na Administração Pública. Em sentido amplo, pode envolver entidades públicas da administração indireta, como autarquias e fundações. No contexto da rede municipal de saúde, costuma também ser utilizada para unidades públicas administradas por entidades privadas sem fins lucrativos, como Organizações Sociais de Saúde, mediante contrato de gestão. A gestão indireta não retira do poder público sua responsabilidade de planejar, financiar, regular, monitorar e fiscalizar o serviço.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, o Hospital da Mulher e a UPAE do Arruda são exemplos de equipamentos municipais cuja administração foi atribuída a uma Organização Social de Saúde por meio de contrato de gestão. Mesmo administradas por uma entidade parceira, as unidades permanecem vinculadas às políticas e às responsabilidades da gestão municipal do SUS.

Contratualização

Gestão da Rede, Monitoramento e Avaliação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Processo pelo qual o gestor público formaliza e organiza a relação com uma entidade ou prestador responsável pela execução de serviços de saúde, estabelecendo responsabilidades, serviços ofertados, recursos, metas, indicadores e formas de acompanhamento. Em resumo, é a definição formal do que deverá ser entregue, por quem, em quais condições e como os resultados serão avaliados.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Contratualização de consultas e exames especializados; definição da quantidade de procedimentos que um prestador deverá realizar; estabelecimento de metas assistenciais para uma unidade administrada por OSS.

Exclusões: Não corresponde apenas ao pagamento de um serviço nem à inclusão informal de um prestador na rede. Também não é sinônimo exclusivo de contrato de gestão, que é um tipo específico de instrumento.

Observações Conceituais: A contratualização é mais ampla do que a simples assinatura de um documento. Ela inclui planejamento da necessidade assistencial, definição da oferta, elaboração do instrumento jurídico, acompanhamento da execução, avaliação de metas, fiscalização, prestação de contas e possíveis revisões. No SUS, quando a capacidade pública é insuficiente, serviços privados podem participar de forma complementar mediante contrato ou convênio e ficam submetidos às normas, aos princípios e às diretrizes do sistema.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Na SESAU Recife, a contratualização deve permitir identificar claramente o prestador, as unidades envolvidas, os serviços e procedimentos previstos, a capacidade contratada, os valores, as metas, a vigência e os responsáveis pelo acompanhamento. O Portal de Dados Abertos do Recife possui conjunto específico com informações sobre contratos de gestão, incluindo serviços, procedimentos, capacidade contratada e unidades atendidas.

Contrato de gestão

Financiamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Instrumento firmado entre o poder público e uma entidade qualificada como Organização Social para estabelecer uma parceria destinada à execução ou à administração de atividades de interesse público. Nele são definidas as obrigações das partes, os recursos repassados, os serviços, as metas e os critérios de avaliação. De forma simples, é o documento que estabelece como uma OSS administrará determinado serviço público e quais resultados deverá entregar.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Contrato de gestão para administração de hospital municipal; definição de metas de consultas, exames, internações e procedimentos; estabelecimento de indicadores de desempenho e regras de prestação de contas.

Exclusões: Não corresponde a um contrato comum de compra de serviços nem a um convênio. Também não transfere para a OSS a responsabilidade institucional do município pela garantia da política pública.

Observações Conceituais: O contrato de gestão deve especificar o programa de trabalho, as responsabilidades do poder público e da Organização Social, as metas, os prazos e os critérios objetivos utilizados para avaliar qualidade e produtividade. Sua execução deve ser acompanhada e fiscalizada pelo órgão público responsável.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, contratos de gestão são utilizados na administração de determinados equipamentos municipais de saúde, como o Hospital da Mulher e a UPAE do Arruda. O acompanhamento envolve informações sobre metas, serviços disponibilizados, execução financeira, termos aditivos e prestações de contas. O contrato de gestão deve ser diferenciado do estabelecimento que ele abrange: uma mesma entidade pode administrar mais de uma unidade, e cada instrumento possui vigência, objeto e metas próprios.

Prestador de serviços de saúde

Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Pessoa jurídica, estabelecimento ou entidade responsável por executar ações, atendimentos ou procedimentos de saúde para uma população, uma instituição ou para o SUS. Em síntese, é quem efetivamente realiza o serviço de saúde contratado, conveniado ou organizado pelo gestor.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Hospital filantrópico que realiza cirurgias para o SUS; clínica contratada para executar exames de imagem; laboratório que processa exames; unidade pública que realiza um procedimento regulado.

Exclusões: Não corresponde necessariamente ao gestor do SUS. A Secretaria de Saúde pode planejar, regular e financiar uma oferta, enquanto outro estabelecimento realiza o atendimento. Também não deve ser confundido com um profissional individual quando o vínculo contratual é mantido com a instituição.

Observações Conceituais: O prestador pode ser público, filantrópico ou privado, conforme a organização da rede. No SUS, prestadores privados podem ser utilizados para complementar a capacidade pública e devem seguir as normas técnicas, administrativas e assistenciais aplicáveis ao sistema. Em processos de regulação e faturamento, o prestador pode aparecer como unidade executante, ou seja, o estabelecimento responsável pela realização da consulta, do exame, da internação ou do procedimento.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Na SESAU Recife, o cadastro de prestadores deve permitir identificar, entre outros elementos, razão social, CNPJ, CNES, natureza jurídica, serviços ofertados, instrumento de vínculo, período de vigência e unidades executantes. A produção registrada deve ser comparada com aquilo que foi efetivamente contratado ou conveniado.

Rede conveniada

Gestão da Rede
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de estabelecimentos ou entidades que participam da oferta do SUS por meio de convênio firmado com o poder público. Em termos práticos, são instituições que cooperam com a gestão pública para oferecer determinados atendimentos à população, conforme condições formalmente acordadas.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Exemplos de Uso: Instituição filantrópica conveniada para ofertar procedimentos aos usuários do SUS; entidade sem fins lucrativos que coopera com o município na execução de determinada ação assistencial.

Exclusões: Não corresponde a “convênio médico” ou plano privado de saúde. Também não abrange automaticamente todos os prestadores contratados, pois um estabelecimento pode estar vinculado ao SUS por contrato, contrato de gestão ou outro instrumento, sem possuir convênio.

Observações Conceituais: O convênio é um instrumento de cooperação voltado à realização de objetivos de interesse comum. Na saúde, pode ser utilizado para formalizar a participação complementar de instituições na prestação de serviços do SUS. A legislação estabelece que essa participação privada complementar pode ser formalizada por contrato ou convênio, com preferência para entidades filantrópicas e sem fins lucrativos.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A expressão rede conveniada deve ser utilizada somente quando o vínculo jurídico for realmente um convênio. Quando não se conhece ou não se deseja especificar o instrumento, termos como rede contratualizada ou rede complementar podem ser mais adequados, conforme o sentido pretendido.

Ambulatório

Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Serviço ou espaço destinado principalmente à realização de consultas, exames, tratamentos e procedimentos que não exigem internação hospitalar, geralmente no âmbito da Atenção Especializada. Em resumo, é o local onde o usuário recebe um cuidado programado, muitas vezes com profissionais especialistas, e normalmente retorna para casa após o atendimento.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Ambulatório de cardiologia; ambulatório de gestação de alto risco; ambulatório de fisioterapia; ambulatório de acompanhamento pós-operatório.

Exclusões: Não corresponde à internação hospitalar, aos serviços de urgência nem, em regra, às Unidades de Saúde da Família e demais unidades de Atenção Básica, ainda que essas também realizem atendimentos sem internação.

Observações Conceituais: O ambulatório pode funcionar em policlínicas, hospitais, maternidades ou outros estabelecimentos e pode ser organizado por especialidade, público atendido ou tipo de tratamento. Um ambulatório localizado dentro de um hospital continua prestando atendimento ambulatorial, desde que não haja internação. Embora as unidades de Atenção Básica também realizem consultas e procedimentos sem internação, elas possuem organização e funções próprias e não são, em geral, denominadas ambulatórios. A classificação oficial do SUS diferencia a Atenção Básica da Atenção Ambulatorial Especializada.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Na classificação de unidades, serviços e atendimentos da SESAU Recife, deve-se evitar usar “ambulatorial” como simples sinônimo de “não hospitalar”. Um atendimento pode ocorrer sem internação e ainda pertencer à Atenção Básica, à urgência ou a outra modalidade assistencial.

Hospital

Média e Alta Complexidade, Atenção Hospitalar
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estabelecimento de saúde com estrutura para prestar assistência contínua, incluindo internações e cuidados que demandam recursos profissionais, diagnósticos, terapêuticos ou cirúrgicos de maior complexidade. De forma simples, é uma unidade preparada para acompanhar pacientes que precisam permanecer sob cuidados de saúde e utilizar uma estrutura assistencial mais ampla.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Hospital geral; hospital pediátrico; hospital especializado; hospital com maternidade e centro obstétrico.

Exclusões: Não corresponde apenas a uma emergência ou a um ambulatório. Esses serviços podem fazer parte do hospital, mas não representam toda a sua estrutura.

Observações Conceituais: Um hospital pode oferecer internação clínica e cirúrgica, emergência, unidade de terapia intensiva, exames, centro cirúrgico e ambulatórios. A composição varia conforme o perfil e a finalidade de cada estabelecimento.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, existem hospitais sob responsabilidade municipal, estadual, federal, filantrópica ou privada contratualizada. A localização na cidade não indica, por si só, qual ente administra o estabelecimento.

Maternidade

Rede Materno-Infantil, Média e Alta Complexidade, Atenção Hospitalar
Vigente/atual
Proposto

Definição: Estabelecimento hospitalar ou unidade especializada destinada à assistência durante a gestação, o parto, o puerpério e os primeiros cuidados ao recém-nascido. Em síntese, é o serviço hospitalar preparado para atender gestantes, parturientes, puérperas e bebês.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Internação para o parto; atendimento de urgência obstétrica; acompanhamento hospitalar de gestação de alto risco; cuidado ao recém-nascido.

Exclusões: Não corresponde somente ao centro obstétrico. O centro obstétrico é um dos serviços que podem compor a estrutura da maternidade.

Observações Conceituais: A maternidade pode funcionar como estabelecimento independente ou integrar um hospital geral. Conforme seu perfil, pode oferecer pré-natal de alto risco, urgência obstétrica, assistência ao parto, alojamento conjunto, cuidados neonatais e atendimento ambulatorial.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, as maternidades podem pertencer a diferentes esferas e formas de gestão. Os fluxos de acesso e referência devem considerar o risco gestacional, o território e a organização da Rede Materno-Infantil.

Internação hospitalar

Atenção Hospitalar
Vigente/atual
Proposto

Definição: Admissão de uma pessoa em hospital para receber cuidados contínuos, com ocupação de leito hospitalar e acompanhamento por equipe de saúde. Isso acontece quando o estado do paciente exige permanência no hospital, e não apenas uma consulta, procedimento ambulatorial ou período breve de observação.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Internação para tratamento de pneumonia; internação para cirurgia; internação para parto; transferência de um Serviço de Pronto Atendimento para um leito hospitalar.

Exclusões: Não corresponde à permanência em leito de observação, ao atendimento em hospital-dia ou a um procedimento ambulatorial sem admissão hospitalar.

Observações Conceituais: A internação pode ser clínica, cirúrgica, obstétrica, pediátrica, psiquiátrica ou de outra natureza. Pode ocorrer de forma eletiva ou em decorrência de uma urgência ou emergência.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No SUS, a internação hospitalar normalmente é registrada e processada por meio de uma Autorização de Internação Hospitalar (AIH), conforme as regras aplicáveis.

Alta hospitalar

Atenção Hospitalar, Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição: Encerramento formal da internação, determinado pela equipe responsável quando o paciente não necessita mais permanecer naquele leito ou estabelecimento. Em resumo, é a saída registrada do paciente da internação hospitalar.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Alta para casa após recuperação cirúrgica; alta com acompanhamento pela equipe de Saúde da Família; alta com encaminhamento para reabilitação.

Exclusões: Não significa necessariamente cura completa. O usuário pode receber alta hospitalar e continuar necessitando de medicamentos, consultas, curativos, reabilitação ou acompanhamento pela Atenção Básica.

Observações Conceituais: A alta pode ocorrer para retorno ao domicílio, continuidade do tratamento em outro serviço, atenção domiciliar ou transferência para outro estabelecimento. Deve ser acompanhada de orientações e, quando necessário, de encaminhamentos para continuidade do cuidado.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A comunicação da alta aos demais pontos da rede é importante para a continuidade do cuidado. Na rede do Recife, a equipe de referência deve receber as informações necessárias sempre que houver acompanhamento posterior no território.

Leito hospitalar

Atenção Hospitalar
Vigente/atual
Proposto

Definição: Recurso assistencial destinado à internação de pacientes em um hospital, acompanhado da estrutura, da equipe e das condições necessárias ao cuidado. Em termos simples, não é apenas uma cama física: é uma vaga de internação preparada e organizada para atender determinado tipo de paciente.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Leito clínico; leito obstétrico; leito de UTI adulto; leito pediátrico.

Exclusões: Não corresponde ao leito de observação, à poltrona de medicação ou à cama temporariamente instalada sem estrutura assistencial e registro adequados.

Observações Conceituais: Os leitos podem ser classificados conforme a finalidade, como clínicos, cirúrgicos, obstétricos, pediátricos, psiquiátricos ou de terapia intensiva. Também podem ser classificados conforme o setor onde estão localizados, como por exemplo leitos de berçário, pré-parto ou de centro de parto normal numa maternidade. A existência física de uma cama não significa que haja um leito disponível para internação.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: O monitoramento deve diferenciar leitos existentes, habilitados, operacionais, bloqueados, ocupados e disponíveis. Esses quantitativos podem variar por falta de profissionais, manutenção ou outras condições operacionais.

Leito de observação

Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Espaço destinado à permanência temporária de um paciente para acompanhamento clínico, administração de medicamentos, realização de exames ou definição da conduta assistencial. Na prática, permite observar a evolução do paciente antes de decidir pela alta, internação ou transferência.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Usuário que permanece algumas horas após medicação; paciente aguardando resultado de exames; pessoa em monitoramento enquanto se avalia a necessidade de internação.

Exclusões: Não corresponde a um leito regular de internação hospitalar, mesmo quando o usuário permanece por várias horas no serviço.

Observações Conceituais: É comum em serviços de urgência, como SPA, UPA e emergências hospitalares. A permanência deve ser limitada ao tempo necessário para avaliação e definição da conduta, conforme as condições do serviço e do paciente.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Ocupação prolongada de leitos de observação por pacientes que necessitam de internação pode indicar dificuldade de acesso a leitos hospitalares e deve ser acompanhada pela gestão.

Hospital-dia

Atenção Hospitalar, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Modalidade de assistência em que o paciente permanece no estabelecimento durante parte do dia para receber tratamento, acompanhamento ou realizar procedimentos, sem internação hospitalar convencional com permanência noturna. Em síntese, é um cuidado mais estruturado que o atendimento ambulatorial comum, mas que normalmente permite o retorno para casa no mesmo dia.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Cirurgia com alta no mesmo dia; administração prolongada de medicamento; acompanhamento intensivo programado sem pernoite.

Exclusões: Não corresponde a hospital independente, leito de observação de urgência ou internação convencional. É uma modalidade assistencial que pode funcionar dentro de um hospital ou serviço especializado.

Observações Conceituais: O hospital-dia pode ser utilizado em tratamentos que exigem acompanhamento por várias horas, como alguns procedimentos cirúrgicos, terapias medicamentosas, cuidados em saúde mental ou outras intervenções programadas.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A classificação como hospital-dia deve seguir os critérios assistenciais e de registro aplicáveis ao tipo de tratamento, não apenas o fato de o paciente retornar para casa no mesmo dia.

Cirurgia eletiva

Média e Alta Complexidade, Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Procedimento cirúrgico planejado antecipadamente, realizado em data programada por não existir, no momento da indicação, necessidade de intervenção imediata de urgência ou emergência. Em resumo, é uma cirurgia que pode ser organizada e agendada com antecedência, respeitando a necessidade clínica e a prioridade do paciente.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Cirurgia de catarata; correção programada de hérnia; cirurgia ortopédica agendada; procedimento ginecológico eletivo.

Exclusões: Não corresponde à cirurgia de urgência ou emergência, que precisa ser realizada rapidamente em razão do risco clínico.

Observações Conceituais: “Eletiva” não significa desnecessária, opcional ou de baixa importância. Algumas cirurgias eletivas tratam condições graves, mas podem ser planejadas sem risco imediato decorrente da espera curta.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No SUS, o acesso pode depender de avaliação especializada, exames pré-operatórios, regulação e inclusão em fila.

Banco de Leite Humano

Rede Materno-Infantil, Saúde da Criança, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Serviço especializado responsável por promover, proteger e apoiar o aleitamento materno, além de coletar, selecionar, processar, controlar a qualidade, armazenar e distribuir leite humano doado. Em resumo, é um serviço que apoia pessoas com dificuldades na amamentação e prepara, de forma segura, o leite doado para bebês que necessitam recebê-lo.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Orientação a uma pessoa com dificuldade para amamentar; coleta de leite humano doado; pasteurização e controle de qualidade; fornecimento de leite para recém-nascidos internados em UTI neonatal.

Exclusões: Não corresponde apenas a um local de armazenamento de leite. Também não deve ser confundido com Posto de Coleta de Leite Humano, que recebe e conserva temporariamente o leite, mas não realiza necessariamente todas as etapas de processamento e controle de qualidade próprias de um banco.

Observações Conceituais: O Banco de Leite Humano não atua apenas recebendo doações. Também oferece orientação e assistência sobre amamentação, retirada e armazenamento do leite, além de realizar o processamento e o controle de qualidade necessários antes de sua distribuição. O leite doado é destinado principalmente a recém-nascidos prematuros, com baixo peso ou internados em unidades neonatais que não podem ser alimentados diretamente pela própria mãe.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, existem Bancos de Leite Humano vinculados a diferentes instituições e esferas de gestão. Na rede municipal estão listados os serviços da Maternidade Professor Bandeira Filho e do Hospital da Mulher do Recife. Outras maternidades municipais também oferecem apoio à amamentação ou funcionam como postos de coleta.

Banco de Olhos

Vigilância em Saúde, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Serviço especializado responsável por identificar possíveis doadores e realizar a retirada, o transporte, a avaliação, o processamento, a conservação e a disponibilização de tecidos oculares humanos para transplantes ou outras finalidades autorizadas. De forma simples, é o serviço que prepara e verifica a qualidade dos tecidos oculares doados antes que possam ser utilizados em um transplante.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Captação de córneas após autorização para doação; avaliação da qualidade do tecido; conservação e disponibilização de córneas para centros transplantadores.

Exclusões: Não corresponde a uma clínica de consultas oftalmológicas, a uma ótica ou ao próprio serviço que realiza necessariamente o transplante. Também não armazena olhos completos para posterior transplante.

Observações Conceituais: O Banco de Olhos não é, necessariamente, o local onde a cirurgia de transplante é realizada. Sua função principal é captar, avaliar, preparar e disponibilizar os tecidos com segurança. A distribuição aos serviços transplantadores segue as regras do Sistema Nacional de Transplantes e da Central de Transplantes responsável.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No Recife, o Banco de Olhos do Recife (BORE) funciona no Centro Médico Senador José Ermírio de Moraes, unidade da rede municipal, e atua de forma articulada com a Central de Transplantes de Pernambuco. Por trabalhar com tecidos humanos destinados a transplantes, o serviço depende de autorização e acompanhamento do Sistema Nacional de Transplantes e deve cumprir exigências técnicas, sanitárias e de controle de qualidade.

Procedimento ambulatorial

Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Ação diagnóstica, terapêutica, preventiva ou de reabilitação realizada sem internação hospitalar convencional. De forma simples, é um procedimento que pode ser feito em ambulatório, policlínica, hospital ou outra unidade, permitindo geralmente que o usuário retorne para casa no mesmo dia.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Consulta; curativo; fisioterapia; exame de imagem; pequena cirurgia ambulatorial; administração de medicamento.

Exclusões: Não corresponde a procedimento que exige internação hospitalar. Também não significa necessariamente procedimento simples ou realizado exclusivamente fora de hospitais.

Observações Conceituais: Pode variar de ações simples a procedimentos especializados. A classificação como ambulatorial está relacionada à modalidade de realização e às regras de registro, e não apenas ao estabelecimento em que ocorre.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No SUS, os procedimentos ambulatoriais são registrados principalmente no SIA/SUS, conforme os códigos e regras da Tabela SIGTAP. Um mesmo usuário pode realizar vários procedimentos durante um atendimento.

Procedimento hospitalar

Média e Alta Complexidade, Atenção Hospitalar
Vigente/atual
Proposto

Definição: Ação diagnóstica ou terapêutica realizada no contexto da assistência hospitalar e, em geral, associada a uma internação. Em termos práticos, é um procedimento que exige estrutura hospitalar e pode demandar permanência do paciente em leito para acompanhamento contínuo.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Cirurgia com internação; tratamento hospitalar de pneumonia; parto com internação obstétrica; procedimento realizado durante permanência em UTI.

Exclusões: Nem todo procedimento realizado fisicamente dentro de um hospital é classificado como hospitalar. Consultas, exames e tratamentos feitos no ambulatório do hospital podem ser registrados como procedimentos ambulatoriais.

Observações Conceituais: Pode envolver cirurgia, tratamento clínico, assistência ao parto ou outras intervenções hospitalares. A classificação depende das características assistenciais e das regras de registro do SUS.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: No SUS, a produção hospitalar é registrada principalmente no Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) e costuma estar associada a uma Autorização de Internação Hospitalar (AIH) A análise deve diferenciar o atendimento, a internação, o procedimento principal e os demais procedimentos realizados durante a permanência.

Procedimento

Sistemas de Informação, Financiamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Ação, atendimento, exame, tratamento, cirurgia, medicamento ou outro recurso assistencial registrado de forma padronizada nos sistemas de informação do SUS. Em termos simples, é aquilo que foi realizado ou fornecido ao usuário e que pode ser identificado por um código específico.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Consulta médica; exame de ultrassonografia; sessão de fisioterapia; parto; cirurgia; diária de internação; dispensação de determinado medicamento.

Exclusões: Não corresponde necessariamente a um atendimento completo. Em uma única consulta ou internação podem ser registrados diversos procedimentos.

Observações Conceituais: Na Tabela de Procedimentos do SUS, o procedimento é o nível mais detalhado de classificação. Cada um possui código, nome, descrição e atributos que estabelecem, por exemplo, quais profissionais podem executá-lo, em quais estabelecimentos pode ser registrado, qual instrumento deve ser utilizado e se exige autorização.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP)

Média e Alta Complexidade, Atenção Básica, Atenção Hospitalar, Financiamento, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema nacional utilizado para gerenciar, atualizar e consultar a Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS. Permite consultar códigos, descrições e atributos dos procedimentos, como modalidade de atendimento, instrumentos de registro, compatibilidades profissionais, habilitações e formas de financiamento.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Consultar se uma consulta deve ser registrada em BPA-I; verificar se determinado procedimento exige APAC; identificar quais profissionais podem executar e registrar um exame.

Exclusões: Não corresponde à própria Tabela de Procedimentos do SUS. O SIGTAP é o sistema utilizado para gerenciá-la e consultá-la.

Termos Correlatos: Tabela SUS; Procedimento; SIA/SUS; SIH/SUS; Faturamento.

Observações Conceituais: Cada item possui código de dez dígitos e atributos como descrição, modalidade de atendimento, instrumento de registro, complexidade, financiamento, CBO compatível, habilitação exigida e regras de compatibilidade. A tabela possui versões vinculadas às competências mensais, permitindo acompanhar alterações históricas.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Deve ser utilizada a versão da Tabela SIGTAP correspondente à competência em que o atendimento foi realizado ou processado. Usar somente a versão atual pode levar a interpretações incorretas de produções antigas.

Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS)

Sistemas de Informação, Média e Alta Complexidade, Financiamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema nacional utilizado para receber, validar, processar e organizar os registros da produção ambulatorial do SUS. Na prática, é o sistema que consolida informações sobre consultas, exames, terapias e outros procedimentos realizados sem internação hospitalar.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Registro de consultas especializadas; exames de imagem; fisioterapia; procedimentos odontológicos; tratamentos ambulatoriais contínuos.

Exclusões: Não corresponde ao prontuário eletrônico nem registra, por si só, todos os detalhes clínicos do cuidado. Também não é o sistema principal para o registro das internações hospitalares.

Observações Conceituais: O SIA/SUS recebe registros provenientes de instrumentos como BPA, APAC e RAAS. Durante o processamento, aplica regras baseadas, entre outras fontes, no SIGTAP, no CNES e na programação assistencial, gerando informações sobre a produção aprovada, rejeitada e os valores correspondentes.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Na SESAU Recife, os dados do SIA/SUS podem apoiar análises de produção, oferta e faturamento. Entretanto, devem ser considerados seus instrumentos de origem e suas regras de processamento, pois nem todo atendimento realizado aparece imediatamente ou da mesma forma na base processada.

Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS)

Atenção Hospitalar, Sistemas de Informação, Financiamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Sistema nacional utilizado para registrar e processar as internações hospitalares financiadas pelo SUS, tendo a Autorização de Internação Hospitalar como principal instrumento de registro. De forma simples, é o sistema que organiza as informações sobre as internações realizadas no SUS.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Internação clínica; parto hospitalar; cirurgia com internação; tratamento em UTI.

Exclusões: Não corresponde ao sistema de regulação de leitos nem ao prontuário hospitalar. Também não registra como produção hospitalar todas as atividades realizadas fisicamente dentro de um hospital, pois consultas e exames ambulatoriais podem ser processados no SIA/SUS.

Observações Conceituais: O SIH/SUS registra informações administrativas, assistenciais e financeiras das internações, como estabelecimento, usuário, diagnóstico, procedimentos realizados, datas de entrada e saída e motivo da alta. Além do faturamento, seus dados são utilizados em análises do perfil das internações e da atenção hospitalar.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Para analisar a utilização hospitalar pelos moradores do Recife, pode ser necessário considerar internações realizadas em estabelecimentos municipais, estaduais, federais e contratualizados, inclusive fora da rede própria municipal.

Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (Tabela SUS)

Financiamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Nome comumente utilizado para se referir à Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS, gerenciada por meio do SIGTAP. Ela reúne os códigos e as regras utilizadas para registrar e processar as ações realizadas no SUS. Em resumo, é o catálogo nacional que identifica o que pode ser registrado como produção do SUS e estabelece as condições para esse registro.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Consultar o código de uma consulta ou exame; verificar se um procedimento deve ser registrado em BPA, APAC ou AIH; identificar quais profissionais podem registrar determinada ação; confirmar se o estabelecimento precisa de habilitação específica.

Exclusões: Não corresponde apenas a uma tabela de preços. Embora alguns procedimentos possuam valores de referência e informações de financiamento, a Tabela SUS também define classificações, compatibilidades e regras de registro. Também não deve ser confundida com o SIA/SUS ou o SIH/SUS, que são os sistemas responsáveis pelo processamento da produção ambulatorial e hospitalar.

Termos Correlatos: SIGTAP; Procedimento; SIA/SUS; SIH/SUS; Faturamento.

Observações Conceituais: Para cada procedimento, a Tabela SUS pode apresentar informações como código, nome, descrição, modalidade de atendimento, complexidade, instrumento de registro, forma de financiamento, profissionais compatíveis, habilitações exigidas e regras para o processamento da produção. A Tabela é atualizada por competência, normalmente mensal. Isso significa que um procedimento ou uma regra pode ser incluído, alterado ou excluído ao longo do tempo. Para analisar produções antigas, deve-se consultar a versão correspondente ao período em que o atendimento foi realizado ou processado.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: A Tabela SUS é o conjunto de procedimentos, medicamentos e materiais com suas respectivas regras. O SIGTAP é o sistema utilizado para gerenciar, atualizar e consultar essa tabela. Por isso, as expressões são frequentemente usadas como equivalentes, embora não representem exatamente a mesma coisa.

Boletim de Produção Ambulatorial (BPA)

Financiamento, Atenção Hospitalar, Média e Alta Complexidade, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Instrumento utilizado para registrar atendimentos e procedimentos ambulatoriais que não necessitam obrigatoriamente de autorização prévia do gestor. Possui as modalidades consolidada (BPA-C) e individualizada (BPA-I). Em síntese, é uma das formas utilizadas pelos estabelecimentos para informar ao SIA/SUS o que foi realizado no atendimento ambulatorial.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Registro de consultas, ações coletivas, exames e procedimentos ambulatoriais definidos no SIGTAP como compatíveis com BPA.

Exclusões: Não corresponde ao sistema SIA/SUS completo. O BPA é um instrumento de captação cujos registros são posteriormente enviados para processamento no SIA.

Observações Conceituais: O instrumento adequado para cada procedimento é definido na Tabela SIGTAP. O BPA pode registrar a produção de forma agregada, pelo BPA-C, ou com identificação individual do usuário e do atendimento, pelo BPA-I.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Boletim de Produção Ambulatorial Consolidado (BPA-C)

Financiamento, Atenção Hospitalar, Média e Alta Complexidade, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Modalidade do BPA na qual os procedimentos realizados são registrados de forma agregada, sem identificação individual de cada usuário atendido. Em resumo, informa quantas vezes uma ação foi realizada, mas não permite saber nominalmente quais pessoas receberam o atendimento.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Registro de 150 ações de determinado procedimento realizadas em uma unidade durante uma competência, sem relacionar cada ação a um usuário específico.

Exclusões: Não permite acompanhar individualmente o percurso assistencial do usuário nem identificar se uma mesma pessoa recebeu o procedimento mais de uma vez.

Observações Conceituais: No BPA-C, a produção é agrupada por informações como estabelecimento, competência, procedimento, ocupação do profissional e, quando exigida, idade. O registro apresenta a quantidade total realizada para aquela combinação de características.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Dados oriundos do BPA-C não devem ser interpretados como quantidade de pessoas atendidas. O registro representa procedimentos ou ações realizadas, e não necessariamente usuários distintos.

Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado (BPA-I)

Financiamento, Atenção Hospitalar, Média e Alta Complexidade, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Modalidade do BPA na qual cada atendimento ou procedimento é registrado com informações individualizadas sobre o usuário, o profissional e a ação realizada. Na prática, oferece maior detalhamento sobre quem foi atendido, quando, onde e por qual profissional.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Registro individualizado de consulta especializada ou de procedimento realizado em determinado usuário.

Exclusões: Não é prontuário eletrônico e não contém necessariamente toda a avaliação clínica ou a evolução assistencial do paciente.

Observações Conceituais: O BPA-I pode conter informações como CNS do usuário, data do atendimento, procedimento, profissional, CBO, diagnóstico e município de residência, conforme as exigências aplicáveis. A autorização prévia pode ser exigida pelo gestor para determinados procedimentos.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Como o BPA-I contém dados pessoais e de saúde, seu acesso e compartilhamento devem seguir regras de proteção de dados. Para painéis gerenciais da SESAU Recife, devem ser priorizados resultados agregados ou anonimizados.

Autorização de Procedimentos Ambulatoriais (APAC)

Financiamento, Atenção Hospitalar, Média e Alta Complexidade, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição: Instrumento utilizado para autorizar e registrar, de forma individualizada, determinados procedimentos ambulatoriais que exigem controle prévio e acompanhamento específico. Em termos simples, é o registro utilizado em tratamentos ou procedimentos ambulatoriais que precisam ser autorizados e acompanhados de maneira mais detalhada.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Alguns tratamentos oncológicos; terapia renal substitutiva; determinados procedimentos de reabilitação, conforme o instrumento de registro definido no SIGTAP.

Exclusões: Não corresponde à autorização de internação hospitalar. Também não deve ser confundida com uma solicitação registrada no SISREG: a regulação do acesso e o registro da produção são processos relacionados, mas diferentes.

Observações Conceituais: A APAC é utilizada principalmente para procedimentos de acompanhamento contínuo, de maior complexidade ou vinculados a políticas específicas. Pode registrar procedimento principal e procedimentos secundários associados, conforme as regras do SIGTAP.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Na SESAU Recife, a existência de uma APAC autorizada não significa, isoladamente, que o procedimento foi realizado. É necessário distinguir autorização, realização, apresentação e aprovação da produção.

Autorização de Internação Hospitalar (AIH)

Atenção Hospitalar, Sistemas de Informação, Financiamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Instrumento utilizado para autorizar, registrar e processar uma internação hospitalar financiada pelo SUS. Em resumo, é o registro administrativo e assistencial que identifica a internação e os principais procedimentos realizados durante a permanência do paciente no hospital.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: AIH emitida para uma internação cirúrgica, clínica, obstétrica ou pediátrica.

Exclusões: Não corresponde ao leito hospitalar, à solicitação de vaga ou ao prontuário do paciente. Uma AIH também não deve ser interpretada automaticamente como uma pessoa diferente, pois um mesmo usuário pode possuir mais de uma internação.

Observações Conceituais: A AIH contém informações como estabelecimento, usuário, diagnóstico, procedimento principal, procedimentos adicionais, datas da internação e motivo de saída. É o principal instrumento de registro utilizado pelo SIH/SUS e também permite o processamento financeiro das internações.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Na análise dos dados, devem ser diferenciadas AIH apresentadas, aprovadas, rejeitadas e de continuidade. Também é importante distinguir o número de AIH do número de pacientes e do número de procedimentos realizados.

Produção hospitalar

Atenção Hospitalar, Sistemas de Informação, Financiamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de internações e procedimentos hospitalares realizados e registrados no SIH/SUS por meio das AIH. De forma simples, representa a atividade hospitalar informada ao SUS para fins de registro, acompanhamento e processamento.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Número de internações por pneumonia; partos registrados; cirurgias hospitalares realizadas; permanência média dos pacientes.

Exclusões: Não inclui automaticamente consultas e exames realizados nos ambulatórios dos hospitais, que podem compor a produção ambulatorial.

Observações Conceituais: A produção hospitalar pode incluir internações clínicas, cirúrgicas, obstétricas e outras modalidades, com seus respectivos procedimentos, diagnósticos, permanência e desfecho. Seus dados são utilizados tanto para gestão financeira quanto para análises assistenciais e epidemiológicas.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Na análise da produção hospitalar relacionada ao Recife, devem ser considerados o local de internação e o município de residência, pois hospitais localizados na capital podem atender usuários de outros municípios.

Produção ambulatorial

Financiamento, Média e Alta Complexidade
Vigente/atual
Proposto

Definição: Conjunto de consultas, exames, terapias, ações e procedimentos ambulatoriais realizados e registrados pelos estabelecimentos de saúde em determinado período. Em síntese, representa aquilo que os serviços informaram como realizado sem internação hospitalar.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Quantidade de consultas especializadas, exames de imagem, sessões de fisioterapia ou procedimentos odontológicos registrados em determinada competência.

Exclusões: Não corresponde necessariamente ao número de usuários atendidos. Um mesmo usuário pode gerar vários procedimentos em um único atendimento ou ao longo do mês.

Termos Correlatos: Atendimento Ambulatorial; Procedimento ambulatorial; SIA/SUS; BPA; APAC; Faturamento.

Observações Conceituais: A produção pode ser registrada por diferentes instrumentos e posteriormente submetida às regras de processamento do SIA/SUS. Por isso, é importante distinguir a produção realizada, apresentada pelo estabelecimento, aprovada pelo sistema e eventualmente considerada para pagamento.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: O termo “produção ambulatorial” deve indicar claramente se os dados representam registros locais, produção apresentada ou produção aprovada na base nacional.

Glosa

Financiamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Recusa total ou parcial do valor financeiro associado a uma produção ambulatorial ou hospitalar apresentada ao SUS, em razão do não atendimento a regras administrativas, assistenciais, cadastrais ou de financiamento. Em resumo, o atendimento pode ter sido informado, mas todo ou parte do valor apresentado não é reconhecido para pagamento.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Valor glosado porque o estabelecimento não possuía a habilitação exigida; quantidade apresentada acima do limite previsto; procedimento incompatível com o CBO informado.

Exclusões: Não significa necessariamente que o atendimento não ocorreu ou que houve fraude. Pode resultar de erro de registro, incompatibilidade cadastral ou descumprimento de regra técnica.

Termos Correlatos: Rejeição de produção; Faturamento; Processamento da produção; Produção ambulatorial; Produção hospitalar.

Observações Conceituais: A glosa pode decorrer de incompatibilidades relacionadas ao procedimento, profissional, estabelecimento, diagnóstico, quantidade, autorização, habilitação ou programação financeira. Dependendo do motivo e das regras vigentes, pode existir possibilidade de correção ou reapresentação. O Ministério da Saúde utiliza o termo para se referir à rejeição total ou parcial de recursos financeiros associados à produção.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Na SESAU Recife, o monitoramento das glosas pode identificar perdas financeiras, problemas cadastrais e necessidades de qualificação dos processos de registro e faturamento.

Rejeição de produção

Financiamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Não aceitação de um registro de produção durante o processamento por descumprimento de alguma regra ou pela existência de informação inválida, incompatível ou incompleta. Na prática, significa que aquele registro não foi aprovado pelo sistema na forma em que foi apresentado.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: AIH rejeitada porque o número já havia sido utilizado; procedimento rejeitado por incompatibilidade com o CBO; registro enviado com competência inválida.

Exclusões: Não é exatamente sinônimo de glosa. A rejeição descreve a não aprovação do registro no processamento; a glosa enfatiza o efeito financeiro de recusar total ou parcialmente um valor apresentado.

Termos Correlatos: Glosa; Processamento da produção; Faturamento; SIA/SUS; SIH/SUS.

Observações Conceituais: A rejeição pode ocorrer por problemas como código inválido, duplicidade, incompatibilidade entre procedimento e profissional, ausência de autorização, cadastro inadequado do estabelecimento ou descumprimento de regras da competência. Os sistemas geram críticas ou mensagens que indicam o motivo da não aprovação.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Relatórios devem apresentar os motivos de rejeição e distinguir registros que podem ser corrigidos e reapresentados daqueles que não são passíveis de regularização.

Processamento da produção

Financiamento
Vigente/atual
Proposto

Definição: Etapa em que os registros ambulatoriais ou hospitalares apresentados pelos estabelecimentos são verificados, validados e submetidos às regras dos sistemas do SUS. Em síntese, é o momento em que o sistema confere se a produção foi informada corretamente e define quais registros serão aprovados, rejeitados ou terão efeitos financeiros.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Exemplos de Uso: Conferência da compatibilidade entre procedimento e CBO; validação do CNES; identificação de duplicidades; cálculo do valor aprovado; geração de relatório de rejeições.

Exclusões: Não corresponde à realização do atendimento nem à simples digitação dos registros. O atendimento ocorre primeiro, é registrado e apresentado e, posteriormente, passa pelo processamento.

Observações Conceituais: O processamento utiliza informações e regras provenientes do SIGTAP, CNES, instrumentos de registro, autorizações e programação assistencial. Entre suas etapas estão a validação dos registros, aplicação de consistências, agregação dos dados, cálculo de valores e geração de relatórios.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 21/08/2026

Observações de Governança: Recomenda-se distinguir diferentes tipos de produção: Produção realizada (o atendimento ocorreu); Produção registrada (o atendimento foi lançado no instrumento adequado); Produção apresentada (os registros foram enviados para processamento) e Produção aprovada (os registros foram aceitos após a aplicação das regras). Essa separação ajuda a explicar por que o total observado em um sistema assistencial pode ser diferente do total encontrado posteriormente no SIA/SUS ou no SIH/SUS.

Núcleo de Desenvolvimento Integral (NDI)

Média e Alta Complexidade, Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição: Serviço de saúde especializado que oferece atendimento multiprofissional em reabilitação física e intelectual a pessoas neurodivergentes, incluindo pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), transtornos neurológicos ou cognitivos e outras condições que possam comprometer o desenvolvimento neuropsicomotor ou a funcionalidade. No Recife, o NDI integra a rede municipal de atenção especializada e pode ser referência para usuários de mais de um Distrito Sanitário.

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Exemplos de Uso: O acompanhamento da oferta dos NDI permite avaliar a capacidade da rede municipal para atenção especializada às pessoas neurodivergentes

Exclusões: O NDI não significa um serviço destinado exclusivamente a pessoas com TEA. Também não corresponde a uma unidade específica da rede: existem diferentes NDI no Recife, com públicos e ofertas assistenciais que podem variar.

Observações Conceituais: Apesar de ser também denominado Centro TEA, o NDI não se restringe necessariamente ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Seu escopo é mais amplo e pode abranger outras condições relacionadas à neurodivergência, ao desenvolvimento neuropsicomotor e à funcionalidade. Os públicos atendidos, faixas etárias, especialidades e modalidades de cuidado podem variar entre os diferentes NDI da rede. Há, por exemplo, serviços direcionados a crianças, outros que atendem diferentes ciclos de vida e unidade específica para adolescentes e jovens. Essas características devem ser consideradas atributos de cada serviço, e não parte da definição geral de NDI. Além disso, embora existam tipologias nacionais de serviços com finalidade relacionada, como o Núcleo de Atenção à Criança e Adolescente com Transtorno do Espectro Autista e os Centros Especializados em Reabilitação (CER), “Núcleo de Desenvolvimento Integral (NDI)” é uma denominação adotada pela rede municipal de saúde do Recife e não corresponde, por si só, a uma tipologia nacional do SUS.

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 04/09/2026

Saúde Digital

Saúde Digital, Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 04/09/2026

Telessaúde

Saúde Digital, Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 04/09/2026

Teleconsultoria

Saúde Digital, Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 04/09/2026

Telediagnóstico

Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 04/09/2026

Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS)

Saúde Digital, Sistemas de Informação, Governança de Dados
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 04/09/2026

Rastreabilidade

Saúde Digital
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 04/09/2026

Integração de sistemas

Saúde Digital, Sistemas de Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGSD

Data de Criação: 04/09/2026

Regulação Assistencial

Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 04/09/2026

Regulação do acesso

Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 04/09/2026

Regulação ambulatorial

Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 04/09/2026

Regulação hospitalar

Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 04/09/2026

Complexo regulador

Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 04/09/2026

Procedimento regulado

Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 04/09/2026

Indeferimento da solicitação

Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 04/09/2026

Cancelamento da solicitação

Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 04/09/2026

Prioridade regulatória

Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 04/09/2026

Oferta assistencial

Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 04/09/2026

Vaga

Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 04/09/2026

Cota de regulação

Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 04/09/2026

Tempo de espera

Regulação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GGR

Data de Criação: 04/09/2026

Assistência Farmacêutica

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Dispensação de medicamentos

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Prescrição

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Receita médica

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Medicamento padronizado

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Medicamento não padronizado

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Componente Básico da Assistência Farmacêutica

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Componente Especializado da Assistência Farmacêutica

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Cobertura de estoque

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Estoque crítico

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Desabastecimento

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Lote

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Validade do medicamento

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Uso racional de medicamentos

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Consumo Médio Mensal (CMM)

Assistência Farmacêutica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAF/GGAF

Data de Criação: 04/09/2026

Glossário de Dados

Governança de Dados, Gestão da Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 04/09/2026

Ficha de Indicadores

Governança de Dados, Gestão da Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 04/09/2026

Planilha de Rede

Governança de Dados, Gestão da Rede, Gestão da Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 04/09/2026

Comitê de Governança

Governança de Dados, Gestão da Informação, Gestão por Resultados
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGEPE/GPLAN

Data de Criação: 04/09/2026

Vigilância em Saúde do Trabalhador

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Agravo

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Doença de notificação compulsória

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Caso suspeito

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Caso confirmado

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Caso descartado

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Surto

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Epidemia

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Endemia

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Incidência

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Prevalência

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Mortalidade

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Letalidade

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Busca ativa epidemiológica

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Bloqueio vacinal

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Cobertura vacinal

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Esquema vacinal

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Óbito materno

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Óbito infantil

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Óbito fetal

Vigilância em Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEVS

Data de Criação: 04/09/2026

Agente Comunitário de Saúde (ACS)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 04/09/2026

Agente de Combate às Endemias (ASACE)

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 04/09/2026

Cadastro Brasileiro de Ocupações (CBO)

Gestão da Informação
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SECOGE/GGMA

Data de Criação: 04/09/2026

Profissional de saúde

Gestão do Trabalho
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 04/09/2026

Vínculo profissional

Gestão do Trabalho
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 04/09/2026

Lotação

Gestão do Trabalho
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 04/09/2026

Carga horária

Gestão do Trabalho
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 04/09/2026

Equipe completa na Estratégia Saúde da Família

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 04/09/2026

Equipe incompleta na Estratégia Saúde da Família

Atenção Básica
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Misto

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 04/09/2026

Responsável Técnico (RT)

Gestão do Trabalho
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEGTES

Data de Criação: 04/09/2026

Demanda espontânea

Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 04/09/2026

Demanda programada

Gestão do Cuidado
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Nacional/oficial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SEAB

Data de Criação: 04/09/2026

Ambulatório Especializado da Mulher (AMEM)

Saúde da Mulher, Média e Alta Complexidade, Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual
Proposto

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Governança e Metadados

Responsável Conceitual: SERMAC

Data de Criação: 04/09/2026

Serviços de Atenção Especializada (SAE)

Média e Alta Complexidade, Rede de Atenção à Saúde
Vigente/atual

Definição:

Detalhes do Conceito

Escopo de Uso: Local/gerencial

Governança e Metadados